JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

CASO DE MORTE PRESUMIDA - MAJOR PM É CONDENADO NO "CASO AMARILDO"



Prezados leitores, a pergunta "cadê Amarildo?" nunca foi respondida.
O corpo de Amarildo até a presente data não apareceu, mas os Policiais Militares seguem sendo condenados.

"Jornal O Globo
Lauro Jardim
Major é condenado por corromper testemunhas no caso Amarildo 
GUILHERME AMADO
22/06/2017 20:48 
A Auditoria de Justiça Militar do Rio de Janeiro acaba de condenar o major Edson Raimundo dos Santos a quatro anos de prisão por corromper testemunhas na investigação do assassinato do pedreiro Amarildo Dias de Souza, em 2013. 
Edson já havia sido condenado a 13 anos e sete meses de prisão na Justiça comum pelo assassinato do pedreiro (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

GOVERNADOR PEZÃO, CADÊ O AMARILDO?

Prezados leitores, não custa perguntar:




Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CASO AMARILDO: OS DOIS INQUÉRITOS, UM DA POLÍCIA CIVIL, OUTRO DA POLÍCIA MILITAR



Cadê Amarildo?
O Brasil perguntou nas ruas...
Prezados leitores, segundo a imprensa o Inquérito Policial Militar (IPM) que investiga o desaparecimento do senhor Amarildo, morador da Rocinha, será entregue na próxima semana. O IPM foi desenvolvido no âmbito da 8a Delegacia de Polícia Judiciária Militar, um dos órgãos operacionais da Corregedoria Interna da Polícia Militar (Leiam).
A pergunta que se apresenta diante da notícia é:
- Será que as conclusões do Oficial encarregado pelo IPM serão semelhantes às conclusões do Delegado que conduziu o Inquérito Policial (IP)?
Se as conclusões forem na mesma direção, tudo bem, mas se apontarem outros caminhos poderemos estar diante de um conflito, em face dos resultados diferentes.
Na prática os Policiais Militares acusados estão sendo processados com base na investigação feita pela Polícia Civil, a maioria deles está inclusive presa, eis a realidade atual.
Ao longo das investigações nós fizemos inúmeros comentários através de artigos a cada nova notícia que surgia na imprensa e destacamos em alguns momentos que as provas divulgadas pela mídia (não confundir com as provas existentes nos autos) eram frágeis, isso até surgirem notícias sobre possíveis confissões que nunca foram devidamente explicadas na imprensa, quando o assunto foi perdendo o interesse midiático.
Longe de tentarmos defender os PMs acusados, o que não podíamos fazer por desconhecimento completo do conteúdo do IP, apenas destacávamos que tinham que ser garantidos os direitos constitucionais dos acusados e comentávamos as provas citadas pela imprensa.
O IPM será solucionado pelo Comandante Geral da Polícia Militar através da Corregedoria Interna da Polícia Militar, só nos resta aguardar a solução para constatarmos se os resultados das investigações são convergentes ou divergentes.
Se forem divergentes, a defesa dos PMs ganhará novos subsídios.
A pergunta "Cadê Amarildo" continua sem resposta, a investigação da Polícia Civil não conseguiu localizar o corpo, certamente, a investigação da Polícia Militar também não.
O tempo passou e o corpo não apareceu, mas os PMs continuam acusados, processados e presos.
No julgamento terão que surgir as provas existentes no IP que justifiquem a acusação, o processo e a prisão, provas que a imprensa nunca revelou, caso contrário, os PMs serão absolvidos diante da fragilidade das provas noticiadas.

Juntos Somos Fortes! 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

CADÊ AMARILDO: NOVIDADES

Prezados leitores, erramos.
Hoje publicamos um artigo afirmando que o Caso Amarildo tinha sumido da imprensa, realmente, tinha desaparecido, mas hoje o assunto voltou ao noticiário.
Nosso erro aconteceu principalmente porque só lemos o jornal O Globo instantes atrás, quando nos deparamos com a notícia sobre o caso e com a notícia sobre a pesquisa realizada pelo IBOPE para o governo do Rio de Janeiro, a qual comentaremos amanhã.
Eis a matéria:

O GLOBO
Renata Leite 
RIO — A Justiça negou o pedido de habeas corpus feito pelos advogados de alguns dos policiais militares presos acusados de participação na tortura e morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, na Rocinha. Os desembargadores da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio votaram, por unanimidade, pela permanência da prisão preventiva dos policiais Marlon Campos Reis, Jorge Luiz Gonçalves Coelho, Victor Vinícius Pereira da Silva e Douglas Roberto Vital Machado. 
A defesa alegou no habeas corpus que os acusados preenchem os requisitos para responder ao processo em liberdade, uma vez que são primários, têm bons antecedentes, residência e emprego fixos. Argumentaram também que eles não possuem mais portes de armas, tendo se apresentado espontaneamente para a eficácia da prisão. Os advogados pediram também o trancamento da ação penal pela inexistência de prova de autoria. 
Segundo o desembargador relator Marcus Quaresma Ferraz, a prova colhida, “em longa e complexa investigação policial, expressa a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes imputados aos pacientes”. No acórdão, realizado no último dia 21 e publicado nesta segunda-feira, o relator e desembargador, destacou que as informações colhidas durante a investigação permite “extrair indícios de autoria e materialidade do crime”. O relator considerou ainda que a decisão que decretou a prisão preventiva está devidamente fundamentada e aponta objetivamente os fatos que tornam necessária a custódia cautelar. 
“A forma e execução dos gravíssimos crimes perpetrados, as condutas dos acusados, durante e após a prática dos delitos, e outras circunstâncias, inclusiva a imensa repercussão e clamor público, abalando a própria garantia da ordem pública, demonstram a necessidade da custódia”, diz o voto de Marcus Quaresma Ferraz. 
Amarildo foi torturado e morto na sede da UPP da Rocinha no dia 14 de julho deste ano. O corpo do ajudante de pedreiro até hoje não foi localizado".

Desde que começamos a comentar o caso Amarildo destacamos que nunca pretendemos defender os PMs, pois desconhecemos a investigação (inquérito policial), mas fazíamos questão de defender os direitos dos Policiais Militares, algo violado com muita facilidade no Rio de Janeiro, como testemunhamos na própria carne.
Comentamos apenas o que surgia na imprensa e o que não surgia, assim como, afirmamos que tudo poderia ter ocorrido conforme o noticiado pela imprensa (tortura, assassinato e ocultação do corpo), mas que isso era uma possibilidade.
A matéria foi concluída com o seguinte parágrafo:
"Amarildo foi torturado e morto na sede da UPP da Rocinha no dia 14 de julho deste ano. O corpo do ajudante de pedreiro até hoje não foi localizado".
A segunda frase é uma verdade, o corpo ainda não apareceu, todavia, a primeira frase ainda se encontra no terreno da hipótese, isso considerando o noticiado até a presente data pela grande mídia sobre o fato, inclusive considerando o contido na matéria transcrita.
A imprensa não divulgou qualquer prova da morte de Amarildo, isso é fato.
A imprensa divulgou que alguns PMs da UPPs da Rocinha receberam a ordem de permanecer no interior de um contêiner, ouvindo do local sons semelhantes aos produzidos por torturas.
A imprensa não noticiou que alguém tenha testemunhado a tortura, a morte ou a ocultação do cadáver.
Obviamente, todas essas provas devem estar contidas nos autos, considerando a decisão do excelentíssimo desembargador relator, entretanto, ainda não foram noticiadas através da imprensa.
Os PMs continuam presos, isso é verdade.
Juntos Somos Fortes!

CASOS QUE SUMIRAM DA IMPRENSA: CADÊ AMARILDO




Prezado leitor, você deve ter notado que o caso do desaparecimento do senhor Amarildo, morador da Rocinha, desapareceu da grande mídia.
O caso parece encerrado, mas isso não é verdade.
Os Policiais Militares continuam presos, isso é fato.
O senhor Amarildo desapareceu e seu corpo ainda não foi encontrado, portanto, a morte continua como presumida, isso é fato.
A imprensa não noticiou o resultado de qualquer exame pericial que tenha comprovado a tortura, nem menos a existência de sangue de Amarildo nas viaturas, na base da UPP ou nas proximidades, isso é fato.
Sem querer defender os PMs acusados, nem tenho subsídios para argumentar nesse sentido pois não conheço o inquérito policial que foi concluído, lembro que o caso está longe de ter o seu fim,  o processo deve estar seguindo seu curso e os PMs não foram condenados.
Diante disso, por que sumiu da imprensa o "Cadê Amarildo"?
Talvez não seja notícia informar à população que não estão sendo encontradas provas concretas contra os PMs.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

CASO AMARILDO: CORONEL PM PEDE DESCULPAS

O GLOBO: 
Coordenador das UPPs pede desculpas à comunidade da Rocinha pelo caso Amarildo 
Declaração foi feita no lançamento de cartilha sobre regras de conduta nas abordagens policiais 
ELENILCE BOTTARI 
 RIO - Ao discursar durante cerimônia de lançamento da cartilha "Cidadão com segurança" - sobre regras de conduta nas abordagens policiais - o coordenador de Polícia Pacificadora do Rio, coronel Frederico Caldas afirmou que o que aconteceu com o pedreiro Amarildo de Souza - torturado até a morte por policiais da UPP da Rocinha foi absurdo e pediu desculpas em nome da corporação à família do ajudante de pedreiro e à comunidade. 
- O que aconteceu foi inadmissível. Foi um absurdo. Inaceitável. O que temos aqui é que pedir desculpas à família e à comunidade - afirmou o comandante, acrescentando que a cartilha simboliza o pensamento da corporação que, segundo ele, trabalha para que nunca mais ocorra um caso como este (Leia mais). 
Juntos Somos Fortes!

MINISTÉRIO PÚBLICO LANÇA CARTILHA "CIDADÃO COM SEGURANÇA"

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) lançou na Rocinha a cartilha "Cidadão com Segurança - Respeito mútuo entre Cidadão e Polícia" que tem por objetivo informar à população sobre seus direitos e deveres no relacionamento com as Polícias.
Leia e contribua para o aprimoramento (Link).
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

CADÊ AMARILDO: MATÉRIA NO THE WASHINGTON POST

THE WASHINGTON POST
Protesters in Brazil demand information about slum resident who disappeared in police custody By 
Associated Press, Published: November 2 
RIO DE JANEIRO — About 50 Brazilian demonstrators are gathered outside a police station in Rio de Janeiro demanding to know the whereabouts of the mortal remains of a slum dweller who disappeared while in police custody in mid-June. 
Bricklayer Amarildo de Souza was last seen June 14 when police picked him up for questioning in Rio de Janeiro’s Rocinha slum. 
Many demonstrators are carrying photos of Souza and posters asking: “Where are Amarildo’s mortal remains.” 
 The case sparked outrage in Brazil, with protesters demanding that police be held accountable in Souza’s disappearance. 
Prosecutors have charged 25 police officers on suspicion of torturing and killing him. 
Investigators believe the officers later discarded Souza’s remains, which have not been found. Police say he left the station alive and on foot (Link).
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

CASO AMARILDO: O MAJOR EDSON ERA EXCELENTE ENQUANTO FOI ÚTIL

Os Policiais Militares são tratado como um número, um registro geral, isso pelos maus políticos.
Todo Policial Militar se sente assim, podem perguntar.
Enquanto são úteis, enquanto emprestam uma boa imagem que o governo possa usar, eles têm as suas qualidades enaltecidas, mas quando erram, os PMs perdem a serventia, são apagados, passam a borracha até nas leis e regulamentos que garantem a eles direitos e prerrogativas.
Vejam o exemplo dos Oficiais que integravam o efetivo da UPP da Rocinha e que atualmente são acusados de envolvimento com a tortura, a morte e a ocultação do cadáver do morador Amarildo.
"SITE DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA
(...) 
Ocupada pelas forças policiais desde novembro de 2010 - e desde março de 2012 sendo patrulhada por um efetivo de 408 homens de diversos batalhões operacionais da Polícia Militar (Bope, BpChoque e Batalhão de Ações com Cães) sob o comando do major Edson Santos, de 38 anos - a Rocinha terá no comando da UPP o major Edson, que continuará desenvolvendo o trabalho que já vinha realizando com viés na busca da proximidade com os moradores. 
 (...)
Perfil dos comandantes
O major Edson dos Santos está na Polícia Militar há 12 anos. Antes de ser escolhido para comandar a UPP Rocinha ele foi comandante da ocupação na comunidade e trabalhou no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Passou pelo 20º BPM (Mesquita) e pela Academia de Polícia Dom João VI, antes de se tornar um dos coordenadores do Projeto Lei Seca.
(...)
Ambos possuem pontos em comum nas suas trajetórias policiais: foram aprovados em 1º lugar no CFO e tiveram atuações destacadas no Bope. O major Edson foi 1º lugar no Curso de Operações Especiais (COESP) e (...)".
Lembro que o Major Edson é acusado, não foi condenado, assim como, o Tenente Medeiros e todos os Praças que estão presos e sendo processados.
Por força de lei, o Major Edson e o Tenente Medeiros deveriam estar acautelados em uma Organização Policial Militar, mas rasgaram a legislação e os aprisionaram em Bangu 8.
Eles não servem mais para o governo.
Peço que antes de deixarem esse artigo, leiam novamente a apresentação que a Secretaria de Segurança Pública fez do Major PM Edson, isso enquanto era útil.
Juntos Somos Fortes!
PS - Foram feitas correções no texto original que continha erro na identificação de um dos envolvidos.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

CADÊ AMARILDO: 25 PMs DA UPP SÃO ACUSADOS

G1
Perícia identifica quatro PMs que torturaram Amarildo, diz promotora 
Segundo promotora, eles participaram ativamente da sessão de tortura. 
Mais 15 PMs foram denunciados pelo crime, totalizando 25 acusados. 
Guilherme Brito 
Após realização de perícia, foram identificados os quatro policiais militares que participaram ativamente da sessão de tortura a que o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza foi submetido ao lado do contêiner da UPP da Rocinha, na Zona Sul do Rio. De acordo com o Ministério Público, a identificação foi feita através da análise de vozes. 
De acordo com a promotora Carmem Elisa Bastos, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), o tenente Luiz Medeiros, o sargento Gonçalves e os soldados Maia e Vital torturaram Amarildo depois que o ajudante de pedreiro foi levado para uma "averiguação" para a base da UPP. Amarildo está desaparecido desde 14 de julho. 
Ainda segundo o MP-RJ, mais 15 policiais militares, entre eles três mulheres, foram denunciados pelo órgão, totalizando 25 acusados pelo crime (Leia mais).
Juntos Somos Fortes!

CADÊ AMARILDO: A BUSCA PELO CORPO

JORNAL EXTRA 
Em escuta telefônica, suposto delegado negocia com traficante entrega do corpo de Amarildo 
Carolina Heringer e Rafael Soares 
Quatro dias depois da sessão de tortura de Amarildo de Souza na sede da UPP da Rocinha, um homem que se apresentou como delegado da 15ª DP (Gávea) negociou com traficantes da favela, pelo telefone, a entrega do corpo do ajudante de pedreiro. Na conversa, parte das escutas da Operação Paz Armada, o homem que se identifica como “autoridade policial” afirma que “a paz será selada” se o corpo aparecer (Leia mais).
Juntos Somos Fortes!

sábado, 19 de outubro de 2013

CADÊ AMARILDO, FABIANA, FÁBIO, DIEGO E BRAZUMA?

Prezados leitores, seguem as investigações sobre o desaparecimento do senhor Amarildo, morador da comunidade da Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele desapareceu no período no qual a população protestava nas ruas e o fato acabou se incorporando à pauta. Surgiu o "Cadê Amarildo?" Pergunta repetida em todos os protestos realizados no Brasil, sobretudo para afrontar os Policiais Militares que atuavam no controle das manifestações. Ele virou um símbolo dos mais de 35.000 moradores do Rio de Janeiro que desapareceram no governo Cabral, ao longo da gestão do secretário de Segurança Beltrame. Até a classe artística se mobilizou para arrecadar dinheiro para os familiares de Amarildo, mas esqueceu de custear o sepultamento da artista Norma Bengell, pago com o nosso dinheiro através de iniciativa do prefeito Eduardo Paes.
Por enquanto, passados três meses, o corpo de Amarildo não apareceu, mas dez Policiais Militares da UPP da Rocinha estão presos, existindo a promessa de novas prisões de PMs a qualquer momento, com base mo testemunhos de PMs da UPP que teriam ouvido sons próprios da ação de torturar.
Entre os presos estão dois Oficiais e oito Praças, sendo que os Oficiais tiveram os seus direitos legais violados ao serem encarcerados em uma penitenciaria: Bangu 8. O Estado repete o erro é rasga as leis que determinam que os militares federais e estaduais devem ser acautelados em Organizações Militares. Desrespeito às leis idêntico ao já foi praticado no caso dos PMs acusados pelo homicídio da juíza Patrícia Acioli (Bangu 1 e Presídios Federais) e no caso dos Bombeiros e PMs que estavam lutando por melhores salários e por condições adequadas de trabalho (Bangu 1).
No último caso a ordem não foi judicial para o encarceramento em Bangu 1, a ordem foi do governo Sérgio Cabral, uma ordem administrativa ilegal. Obviamente, o Estado que pratica ilegalidades, não apura essas afrontas à legislação, não adianta recorrer ao Poder Judiciário, ao Ministério Público e à Corregedoria Geral Unificada, por exemplo, eles integram o Estado anti-democrático. 
É o Estado ditador. O Estado que abusa do poder. O Estado que não respeita as leis. O Estado que não respeita os direitos e as prerrogativas dos PMs e BMs. O Estado que fica impune, pois não corta a própria carne carne.
O "Cadê Amarildo?" continua sem resposta, os 10 PMs continuam presos, outros PMs deverão ser presos, mas o "Cadê Fabiano?", o "Cadê Fábio?", o "Cadê Diego?" e o "Cadê Brazuma?", esses já foram respondidos.
O Soldado PM Fabiana Aparecida de Souza foi assassinada por traficantes quando estava de serviço na UPP do Complexo do Alemão.
O Cabo PM Fábio Barbosa foi assassinado por traficantes quando estava de serviço na UPP do Complexo do Alemão.
O Soldado PM Diego Bruno Barbosa Henrique foi assassinado por traficantes quando estava na UPP da Comunidade da Rocinha.
O Soldado PM Anderson Dias Brazuma foi assassinado por traficantes quando estava de serviço na UPP da Cidade de Deus.
Todos e todas devemos lutar contra esse Estado ditador que não respeita os direitos, que abusa do seu poder e que esquece de referenciar os seus heróis que perdem a vida trabalhando para manter um projeto político-eleitoral: as UPPs.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CASO AMARILDO: NOVAMENTE, RASGARAM AS LEIS PREJUDICANDO OS PMs

A imprensa divulgou que os dois Oficiais que estavam presos na Unidade Prisional da PMERJ foram transferidos para a Penitenciaria Bangu 8. Eles estavam presos com os outros oito PMs (Praças) da UPP da Rocinha, todos acusados de terem torturado, matado e ocultado o cadáver de Amarildo. A alegação para a transferência se mostra válida, pois os Oficiais poderiam estar interagindo com os Praças, exercendo uma forma de pressão que poderia prejudicar as investigações. Vale lembrar que os Oficiais e os Praças ficam em celas separadas na UPPMERJ, mas não podemos negar que o contato entre eles seja possível no período em que não estão encarcerados.
Diante dessa realidade, a separação é coerente, mas os Oficiais jamais poderiam ter sido transferidos para uma penitenciaria, isso afronta a legislação, como bem colocou um dos advogados dos Policiais Militares.
Obrigatoriamente, por força da legislação, os dois Oficiais deveriam ser acautelados em Organizações Policiais Militares (OPMs), como o Batalhão de Polícia de Choque, citando um exemplo. Eles poderiam até estar acautelados em OPMs diferentes, um em cada uma, evitando o contato também entre eles, pois existem dezenas, mas nunca em uma penitenciaria. Seria até aceitável que fossem acautelados no Grupamento Especial Prisional do Corpo de Bombeiros ou em uma organização militar federal (Exército, Marinha ou Aeronáutica), mas nunca em uma penitenciaria. Isso jamais.
Rasgaram a legislação e estão prejudicando os Oficiais que são acusados no Caso Amarildo.
Rasgaram também a legislação e estão prejudicando os Oficiais e os Praças acusados do homicídio da juíza Patrícia Acioli, encarcerando-os em penitenciarias. Escrevi sobre esse absurdo no meu blog, logo que soube.
Como rasgaram a legislação, nesse caso sem ordem judicial, quando encarceraram os Oficiais e os Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros em Bangu 1, acusados de criticar o governo Cabral e de insuflar uma paralisação. Aliás, fizeram pior, nos mantiveram incomunicáveis por três dias, algo que não ocorria nem na ditadura militar.
O Estado está rasgando a legislação para prejudicar Policiais Militares e Bombeiros no Rio de Janeiro.
Isso está virando rotina.
Silenciam a secretaria de segurança, os comandos gerais, os clubes e as associações.
Ouço apenas a minha voz e o clamor dos advogados para que a legislação seja cumprida.
Eu fui vítima dessas violações, dessa tortura física e emocional, sei muito bem as sequelas que ficam no corpo e na alma.
O que esperar desses homens após tamanha violação dos seus direitos e prerrogativas?
Imagine se existirem inocentes entre eles. O mal será ainda maior, como foi no nosso caso.
Triste é o povo que tem como gestor da sua vida pública um Estado arbitrário que cumpre ou descumpre a legislação segundo interesses políticos.
Um Estado ditador.
Se o Estado não respeita a legislação, como cobrar isso dos indivíduos?
No Rio de Janeiro, os militares estaduais estão entregues à própria sorte.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

PACIFICAÇÃO: OS PMs DAS UPPs NÃO SÃO O CRÈME DE LA CRÊME DO GOVERNO CABRAL?

O desaparecimento do senhor Amarildo, morador da Rocinha completou três meses, ele é um dos 35.000 desparecidos no período do governo Sérgio Cabral. 
Dez Policiais Militares foram presos ao final do inquérito policial acusados de "tortura seguida de morte" e "ocultação do cadáver". 
Nos últimos dias, finalmente, a imprensa noticiou a possibilidade de existirem provas da tortura, algo que inexistia no noticiário anteriormente. As novidades surgiram nos depoimentos prestados por PMs da UPP da Rocinha, os quais alegaram terem ouvido sons semelhantes ao produzidos no curso de agressões físicas.
Obviamente, aumentaram as possibilidades dos PMs presos serem os responsáveis pelos crimes pelos quais são acusados, situação que deverá determinar a prisão de mais uma dezena de PMs da UPP, totalizando vinte ou mais.
Isso é gravíssimo.
A gravidade não repousa apenas na possibilidade de integrantes da tropa pacificadora estarem desempenhando suas funções na contramão dos direitos humanos, empregando atitudes típicas dos piores criminosos: os traficantes de drogas. Em apertada síntese, tal absurdo sinaliza que o morador pode ter trocado seis por meia dúzia, pode apenas ter trocado de carrasco.
Deve nos causar maior repulsa e imensa preocupação o fato de que esses jovens PMs são apresentados pelo governo como os melhores treinados pela Polícia Militar, os treinados com base nos direitos humanos, na negociação de conflitos e no policiamento de proximidade. Eles seriam o "crème de la crème". Seriam a cereja do bolo. Seriam o melhor da Polícia Militar. Inclusive, segundo o governo eles são empregados nas UPPs exatamente porque não possuem os vícios dos mais antigos, tais como: a corrupção e a violência.
Recentemente, na Polícia Civil uma afirmação semelhante por parte do governo provocou a revolta de policiais mais antigos e gerou um pedido de desculpas. Na Polícia Militar, todos se calam.
Se efetivamente esses jovens PMs participaram diretamente da tortura, da morte e da ocultação do cadáver, algo está muito errado nesse projeto de pacificação. O silêncio deles por três meses diante de tamanha barbárie também é injustificado.  Não custa lembrar que os casos de violência se sucedem nas UPPs (vários moradores da Rocinha alegaram terem sido torturados, citando um exemplo) e os casos de corrupção policial também já estamparam as primeiras páginas da imprensa, envolvendo Oficiais e Praças.
Salvo melhor juízo, alguém está sendo enganado.
O povo está sendo enganado, isso na minha modesta opinião.
Juntos Somos Fortes!

RIO: QUE PACIFICAÇÃO É ESSA?

JORNAL DO BRASIL 
PIOR QUE CÂMARA DE GÁS 
Davison Coutinho* 
Em um dos meus artigos sobre a Rocinha afirmei que o Governador havia pacificado a Rocinha como os alemães fizeram na Inglaterra e que a diferença era que não havia sido usada a câmara de gás. No entanto, acho que me precipitei nessa afirmação, tendo em vista que agora ficou comprovado que a coisa foi bem mais torturadora e violenta que a câmara de gás, foram utilizadas técnicas que ferem todo o direito de vida dado por Deus e garantido pela justiça. 
Em pleno século 21 torturar um homem com afogamento, choque e espancamento, além de sumir com seu corpo sem nem sequer a preocupação e sensibilidade de oferecer a essa família o luto e o direito de enterrar seu parente. Enquanto isso o governo faz reuniões devido a preocupação com os Black Blocs, considerando-os criminosos e perigosos, verdadeiros vândalos. Podemos concordar que eles estão usando uma postura radical e contrária ao que é o certo, quebrando tudo que veem pela frente, mas o que significa esse vandalismo na frente de um crime tão cruel como que fizeram com o Amarildo? Vandalismo é termos que aceitar essa política que considera que todo favelado um marginal e não merece viver dignamente (Leiam). 
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

CASO AMARILDO: PM DA UPP TESTEMUNHOU QUE OUVIU TORTURA

G1 
PM diz ter ouvido tortura na sede da UPP na noite em que Amarildo sumiu 
PM diz ter sido ordenado para ficar em contêiner; de lá ouviu grito e choque. 
Pedreiro sumiu em 14 de julho; mais 5 PMs devem ser indiciados. 
(...) 
O depoimento do policial militar da UPP, que estava de serviço na noite do desaparecimento do pedreiro, foi realizado até a madrugada desta segunda no Ministério Público (MP), e inclui revelações que incriminam mais cinco PMs, além dos 10 que foram indiciados e presos. Mais PMs devem ser denunciados, segundo o procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira. 
Ele conta que recebeu a ordem do tenente Medeiros, oficial da UPP, para que todos ficassem dentro de contêiner e de lá não saíssem. Logo que entraram, passaram a ouvir gritos de dor, agressões, barulhos de choques e ruídos de uma pessoa sendo asfixiada. A sessão de tortura teria durado 40 minutos. Após silêncio, ele diz ter ouvido gritos de que algo teria dado errado. Logo depois, o PM disse que foi ouvida uma movimentação na mata atrás do comando da UPP, o que motivou as novas buscas (Leia).
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

CASO AMARILDO: A BUSCA PELA PROVA

A imprensa está divulgando que nesse momento a Polícia Civil está realizando busca na Rocinha com o objetivo de encontrar o corpo do morador Amarildo. É uma ação imperiosa, a busca pela prova da morte de Amarildo, fato até o momento presumido. Caso seja localizado o corpo, a necrópsia pode esclarecer novos fatos sobre o ocorrido. Cem Policiais Civis estão atuando na operação (Leia).
A localização do corpo e a realização do sepultamento amenizarão a enorme dor dos familiares e dos amigos. Além disso, poderá servir de estímulo para realizações de novas operações com idêntico empenho para tentar localizar os corpos dos milhares de desaparecidos do governo Cabral.
Não custa lembrar que dez Policiais Militares da UPP da Rocinha estão presos, acusados de "tortura seguida de morte" e de "ocultação do cadáver", isso demonstra como a localização do corpo é imprescindível inclusive para justificar a prisão, pois não parece justo alguém ser preso em razão de ser acusado de ter matado alguém sem que se prove que esse alguém está realmente morto.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 6 de outubro de 2013

CASO AMARILDO: NOVIDADE! AS IMAGENS PERDIDAS...

Prezado leitor, logo que iniciei as postagens sobre as investigações do "Caso Amarildo" tive o cuidado de deixar claro alguns pontos: não conheço uma linha do Inquérito Policial; escrevo sobre o que a imprensa noticia e não escrevo para defender os PMs acusados, mas para destacar a importância de respeitar os seus direitos, sobretudo com relação à presunção de inocência, ao contraditório e à ampla defesa.
Lembro que os PMs estão presos.
Neste artigo sugiro algumas reflexões partindo da hipótese de que os Policiais Militares sejam realmente culpados das acusações que foram imputadas a eles. Detiveram Amarildo e o levaram para a sede da UPP, em seguida o conduziram para a mata, onde o torturaram até a morte, ocultando o corpo.
Peço que junte a essa hipótese a triste realidade de que ao longo do tempo inúmeros Policiais Militares já foram condenados por sequestro, tortura e morte no Rio de Janeiro, sendo inclusive expulsos da corporação em razão dos crimes praticados. Portanto, os fatos podem ter se repetido na UPP da Rocinha.
Criado o cenário, solicito que assistam a essa reportagem (1 minuto):



O que você viu?  
Uma rua da comunidade. A base da UPP. Inúmeros Policiais Militares. Uma viatura da UPP. Pessoas da comunidade. Em dado momento um homem (Amarildo) sai da base da UPP e entra na viatura. Uma mulher (esposa de Amarildo) que estava no local, corre em direção à viatura. A viatura conduzindo o homem deixa o local.  Isso associando as imagens à narrativa.
O que salta aos olhos?
A normalidade dos fatos, o desenrolar de uma ocorrência policial em uma comunidade, não existe indício de que algo esteja sendo feito às escondidas.
O homem (Amarildo) caminha normalmente e entra na viatura. Nenhum PM tenta impedir que a mulher chegue até a viatura. Tudo normal. 
Por favor, volte ao vídeo. Se você observar as imagens com muita atenção, irá perceber que existe uma descontinuidade quando alcança os 57 segundos. Isso ocorre logo após a aproximação da mulher da viatura. Fica mais fácil perceber observando o deslocamento de outra mulher (carregando uma sacola) na direção da viatura. Repentinamente ela desaparece e surge outra mulher com uma criança no colo caminhando no sentido oposto.
O que isso significa?
Apenas que um período dos fatos não foi retratado nas imagens.
O que gerou isso?
Uma falha técnica no equipamento ou uma edição das imagens.
Isso tem relevância para a investigação?
Penso que não. Pelo posicionamento dos PMs, pouco alterado após a descontinuidade, foi uma fração de tempo muito pequena a que não aparece nas imagens. O que poderia ter acontecido?
A relevância está em mostrar que imagens podem não traduzir a realidade dos fatos quando ocorre falha técnica ou são editadas.
Arguiram contra os PMs que eles alegaram que Amarildo teria saído da UPP e descido uma escadaria, mas isso não aparece nas imagens. Tais imagens nunca foram divulgadas pela imprensa.
Afirmam ser isso um forte indício contra os PMs, eu concordo, em tese, pois diante do que assistimos no vídeo, pode também ter ocorrido uma falha nos equipamentos que filmavam a escadaria, isso pode, sendo certo que prefiro ignorar a possibilidade da edição das imagens.
Colocado esse pequeno detalhe, apresento uma dúvida:
Será que Amarildo não deixou efetivamente a sede e desceu pela escadaria sem que a câmera registrasse?
Eis uma possibilidade que não pode ser ignorada, diante do que assistimos no vídeo.
Proposta a dúvida, acrescento que se os PMs realmente praticaram os crimes pelos quais estão sendo acusados e que podem ter praticado, como faço questão de reafirmar, eles são muito "inocentes".
Deter, torturar e matar um morador que foi visto sendo conduzido por familiares e outros moradores de uma base para a sede da UPP no interior de uma viatura policial. Isso é ofender a inteligência mediana.
Ter o trabalho de inutilizar as câmeras em frente à sede para não ser filmada a saída do morador. Não inutilizar a câmera que filma a escadaria. Inutilizar também os GPSs das viaturas para não ser rastreado o trajeto, o que poderia ser feito através de outro equipamento da viatura, como foi feito. Fazer tudo isso, ter todo esse cuidado, ter todo esse trabalho e não destruir as imagens que assistimos, acabando com a prova técnica da detenção e condução de Amarildo, representa que todos esses fatos poderiam ser usados como cenas de um filme do tipo Loucademia de Polícia.
E, por derradeiro, não custa lembrar que o Comandante da UPP é um ex-integrante do BOPE, um Oficial experiente e acostumado a atuar em comunidades.
Deixo as dúvidas, não tenho as respostas.
Juntos Somos Fortes!

A VERDADE QUE NÃO PODE SER MAIS ESCONDIDA: VIVA AS UPPs! DANE-SE A PM!

Eu concordo com a frase do secretário de segurança Beltrame contida na matéria do jornal O Globo desse domingo, a respeito do denominado "caso Amarildo":
- A UPP não sai maculada com isso.
Concordo, o fato de um morador da Rocinha ter desaparecido e de serem acusados dez Policiais Militares da UPP, inclusive o próprio comandante, por esse desaparecimento, assim como, pela  tortura, pelo assassinato e pela ocultação do corpo não macula o projeto das UPPs.
Nem as alegadas torturas praticadas por Policiais Militares dessa UPP contra mais de vinte moradores.
Nem os outros casos de violência policial noticiados pela imprensa em outras comunidades "pacificadas".
Nem os casos de corrupção policial que já eclodiram na imprensa ocorridos em comunidades com UPPs.
Nem as inadequadas condições de trabalho a que estão submetidos os Policiais Militares que trabalham nas UPPs.
Nem o fato da maioria dos Policiais Militares desejarem sair do projeto das UPPs.
Nem os salários péssimos.
Nem a política de gratificações que subverte os valores hierárquicos.
Nem o fato do tráfico continuar exercendo suas atividades comerciais nas comunidades "pacificadas".
Nem o assassinato de Policiais Militares em serviço nas UPPs.
Nada macula o projeto das UPPs.
Nada macula o que existe de eleitoral no projeto, isso é inquestionável, ele rendeu e continuará rendendo os aplausos da imprensa e os votos de significativa parte dos moradores.
Na verdade todos esses fatos maculam a Polícia Militar como um todo e ofendem a dignidade dos Policiais Militares.
Destroem os valores da bicentenária corporação.
Desonram os que se feriram ou  morreram no cumprimento do serviço ao longo de mais de duzentos anos de existência da Polícia Militar.
Mas quem do atual governo tem compromisso com a instituição Polícia Militar?
Quem está preocupado com o seu futuro?
Quem está preocupado com a desqualificação e a desvalorização dos Policiais Militares?
Quem está preocupado com a facilitação das provas do concurso para Soldado da PM, aprovando dezenas de milhares para dar continuidade ao projeto das UPPs e agigantando de forma irreversível a instituição?
Quem está preocupado como será pago o salário dos Policiais Militares ativos e inativos no futuro próximo?
Penso que nesses tristes dias a nossa amada PMERJ é a instituição pública mais odiada do Rio de Janeiro.
Os gestores políticos estão contribuindo para isso diariamente, basta ver como jogam a Polícia Militar nas ruas para controlar as manifestações, citando um exemplo.
Prezado leitor, você discorda que a Polícia Militar está sendo odiada?
Uma instituição criada para servir e proteger a população, não pode ser odiada por ela.
Ninguém está preocupado com a PMERJ.
A verdade que não pode ser mais escondida é que política de segurança pública do atual governo é:
Viva as UPPs! Dane-se a Polícia Militar!
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

CASO AMARILDO: POLICIAIS MILITARES, OS ETERNOS CULPADOS

A minha obrigação é iniciar esse artigo destacando o meu respeito pelos Policiais Civis e Policiais Militares que participaram das investigações relacionadas com o desaparecimento do senhor Amarildo, morador da Rocinha, comunidade onde foi instalada uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). É meu dever também esclarecer que escrevo ser ter acesso ao inquérito policial, não li uma linha sequer, portanto, escrevo sobre o que chegou ao conhecimento público através da imprensa. 
Em apertada síntese, as investigações levaram a seguinte dinâmica para os fatos: o senhor Amarildo foi abordado no interior da comunidade, sendo levado para uma das bases da UPP. Imagens revelam Amarildo saindo andando da referida base e entrando em uma viatura da Polícia Militar, inclusive a sua esposa aparece nessas imagens. Do local ele teria sido conduzido para a sede da UPP. Não existem imagens da sua chegada em razão de câmeras estarem inoperantes. Após chegar a sede, Amarildo teria sido torturado e morto por Policiais Militares (sufocamento e choques elétricos), os quais teriam ocultado o seu corpo em local ainda não sabido (Os PMs estão sendo acusados de “tortura seguida de morte” e “ocultação de cadáver”). A viatura que conduziu Amarildo circulou em seguida por áreas do Centro, como demonstrou o localizador do rádio. Testemunhas que teriam acusado traficantes pela morte de Amarildo anteriormente, mudaram seus depoimentos e passaram a acusar PMs de ter oferecido dinheiro para que prestassem tal testemunho. Testemunhas informaram que a base da UPP era usada como local de tortura. 
Salvo melhor juízo, o parágrafo anterior resume o noticiado, mas os interessados podem ler a matéria do jornal O Globo dessa quinta-feira para maiores esclarecimentos: “Inquérito culpa PMs por tortura e morte de Amarildo” (Link). 
Eu trabalhei na área correcional da Polícia Militar por quase dez anos, o que me habilita a afirmar que os fatos podem ter se desenvolvido conforme o noticiado, tudo isso é possível, portanto, não escrevo para defender os acusados, mas para tentar, mais uma vez, que se conceda aos PMs o direito da dúvida, um direito que todos nós temos e que é rotineiramente negado aos integrantes da Polícia Militar. 
Peço que atentem para os seguintes aspectos: 
- O inquérito policial é uma peça informativa para o Poder Judiciário e o Ministério Público. Não é um pré-julgamento. Não condena, nem absolve ninguém. Assim sendo, não condenem publicamente os Policiais Militares sem o direito da ampla defesa e o direito do contraditório, direitos de todos nós, cidadãos brasileiros. 
- Os Policiais Militares negam que torturaram, mataram e ocultaram o corpo do senhor Amarildo. Não existe confissão, como ocorreu no caso do assassinato da juíza Patrícia Acioli, por exemplo. Eles têm o direito da presunção de inocência, direito de todos nós, cidadãos brasileiros. 
- As testemunhas mudaram o depoimento. Quem garante onde está a versão mentirosa: no primeiro ou no segundo depoimento. 
- Não foi citada a existência de testemunha das alegadas tortura, morte e ocultação de cadáver do senhor Amarildo. 
- Aliás sobre a acusação de que as torturas eram constantes na sede da UPP, não foi citada uma vítima ou uma testemunha de tais torturas. 
- No sentido contrário, o delegado afirmou que não existe indício de que ocorreu tortura na sede da UPP, chegando a concordar com a possibilidade citada por um jornalista presente na entrevista de que a tortura poderia ter ocorrido na mata. 
 - Não foi citada a existência de testemunha que tenha visto o senhor Amarildo, vivo ou morto, ter sido retirado da base da UPP. 
- Não foi esclarecido se as câmeras foram danificadas de propósito e nem o período no qual se encontravam inoperantes. Isso é importante tendo em vista que o noticiário induz que as câmeras teriam sido danificadas para ocultar os fatos. 
- Por derradeiro, não foi localizado o corpo do senhor Amarildo. 
Prezados leitores, diante do exposto, respeitando os familiares do senhor Amarildo e considerando apenas o noticiário divulgado pela imprensa, temos até o presente momento um caso de morte presumida (Ninguém provou que Amarildo está morto), um desaparecimento como outros dezenas de milhares que ocorreram no atual governo estadual. Não temos confissão dos acusados. Não temos prova técnica da tortura, da morte e da ocultação do cadáver. Não temos prova testemunha da tortura, da morte e da ocultação do cadáver. Isso é o que temos, salvo algo que exista no corpo do inquérito e que não tenha sido revelado. 
No Rio de Janeiro prender Policiais Militares é muito fácil, não respeitam os nossos direitos, eu sou prova viva dessa realidade cruel. 
Não tenham dúvidas de que será decretada a prisão dos dez Policiais Militares acusados, isso é o costume quando acusados somos nós. 
Decretada a prisão, sofrem os Policiais Militares, seus familiares e amigos, assim como, a própria Polícia Militar. 
Peço que concedam aos acusados os direitos da presunção de inocência, da ampla defesa e do contraditório, ratificando que tudo o que foi noticiado é possível de ter ocorrido, mas ninguém pode ser preso em razão de uma possibilidade. 
Caso seja comprovada no futuro a responsabilidade dos Policiais Militares, eles que arquem com todas as consequências, enquanto estivermos no campo das possibilidades, que prevaleçam os direitos. E, diante disso, que o Ministério Público devolva os autos para a Delegacia de Homicídio para o prosseguimento das investigações na busca de provas técnicas e testemunhais.
Juntos Somos Fortes!