JORNALISMO INVESTIGATIVO

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segunda-feira, 26 de março de 2018

RIO - O TEMPO É INIMIGO DA INTERVENÇÃO FEDERAL



Eu sou favorável à intervenção federal na área da segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, mas por motivos óbvios não posso concordar com o fato de ter sido implementada sem o indispensável planejamento, como deixei claro em alguns artigos.
Apesar desse erro grosseiro do governo federal, torço pelo sucesso, todavia não posso ignorar que o tempo é um inimigo difícil de ser superado quando inexiste o devido planejamento, fato que está se confirmando com a falta de resultados positivos perceptíveis para a população.
A medida que o tempo avança a possibilidade de descrédito aumenta proporcionalmente, fenômeno que acontece  com relação à Polícia Civil que não apresenta resultados minimamente aceitáveis na elucidação dos homicídios, entre eles o da parlamentar que se transformou em manchete em vários países.
Eu continuo na torcida.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

FIM DO ANACRÔNICO E INEFICIENTE INQUÉRITO POLICIAL

Texto recebido:



"Projeto de Lei nº 7402/14, que regulamenta as INVESTIGAÇÕES POLICIAIS e do Ministério Público, extinguindo o atual modelo de Inquérito Policial brasileiro. 
Considerado um grande avanço, o projeto que também desburocratiza as investigações policiais, e coloca Polícia e Ministério Público em atuação conjunta e muito próxima, foi elaborado por uma equipe de juristas e investigadores policiais de campo, sob a supervisão da Diretoria da Fenapef. 
O resultado foi uma proposta que, se implementada, colocará o Brasil em pé de igualdade com os EUA, França e Alemanha, em termos de modelo de investigação, e pode ser o começo do fim do falido, burocrático e anacrônico modelo brasileiro. 
O autor do projeto é o Deputado Zequinha Marinho (PSC/PA) Presidente da Comissão de Legislação Participativa, que fundamentou a matéria nas conclusões alcançadas no seminário jurídico “Persecução Criminal – O modelo ideal”, realizado em 03/09/2008 e organizado pelo Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal – SINDIPOL/DF. 
Confira os pontos principais do projeto: 
1- Inspirado nos modelos de investigação dos EUA, França e Alemanha; 
2- Estabelece alto nível de interação entre a Polícia e o Ministério Público; 
3- buscou a construção de um modelo no qual se prestigia a experiência, a meritocracia e a formação multidisciplinar; 
4-coloca os investigadores no local do crime, consagra o relatório circunstanciado elaborado pelos policiais de campo e situa a autoridade de investigação como compilador do trabalho dos vários cargos, dando a este, que poderá ser ocupante de qualquer cargo da carreira policial, algumas atribuições específicas para a coordenação da investigação, sem tornar-se atravessador e despachante do trabalho alheio; 
5- aboliu o termo inquérito, substituindo por procedimento investigatório policial ou ministerial; 
6- conceituou autoridade policial e estabeleceu requisitos para o exercício da função; 
7- substituiu o termo policia judiciária por órgão policial de investigação e Inquérito policial por procedimento investigatório; 
8 – Estabelece regras claras para a atividade investigatória da Polícia e do Ministério Público, resguardando os direitos fundamentais do investigado 
O Projeto, juntamente com outros que tratam da mesma matéria, foi apensado ao PL 5776/2013, que regulamenta o poder de investigação do Ministério Público, permitindo que ele participe ativamente de investigações criminais. A matéria encontra-se aguardando parecer do Relator na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

RIO - VIOLÊNCIA SEM CONTROLE - 53 ROUBOS PARA CADA INQUÉRITO SOLUCIONADO PELA POLÍCIA CIVIL

Prezados leitores, os resultados da polícia investigativa do Rio de Janeiro no tocante à resolução de homicídios e de roubos não são nada animadores para quem ainda acredita no controle da violência no estado do Rio de Janeiro.




"Jornal Extra
25/06/17 06:00 
Estado do Rio registra 53 roubos para cada inquérito solucionado pela Polícia Civil 
Luã Marinatto 
O estado do Rio registra, para cada investigação sobre roubos solucionada pela Polícia Civil, 53 casos do gênero. O cálculo foi feito pelo EXTRA com base em dados obtidos com a corporação via Lei de Acesso à Informação. Entre 2015 e 2016, foram concluídos com êxito um total de 6.670 inquéritos — além de outros 2.809 encerrados sem apontar o responsável ou os responsáveis pelos assaltos. No mesmo biênio, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), houve 356.841 ocorrências de roubos no estado. 
A análise dos números por delegacia distrital aponta que, considerando apenas a capital, os três piores desempenhos são da 1ª DP (Praça Mauá), que vem funcionando em endereço provisório e não encerrou nenhum inquérito com êxito; a 45ª DP (Complexo do Alemão), com quatro investigações bem-sucedidas concluídas; e a 39ª DP (Pavuna), que fechou 14 casos com identificação de autoria no período, o equivalente a um a cada 52 dias. É na área da 39ª DP, inclusive, a proporção mais negativa do estado entre inquéritos solucionados e ocorrências de roubos — veja mais no infográfico abaixo. 
Especialistas ouvidos pelo EXTRA alertam que o quadro é ainda mais grave, já que muitas vítimas sequer registram o roubo sofrido. O índice de subnotificação faz parte da chamada taxa de atrito, que mede a eficácia da punição a criminosos e abrange ainda, além do êxito das investigações da Polícia Civil, o percentual de réus que não são condenados na Justiça, por exemplo. 
— O que existe de inquérito sobre roubos na polícia é uma fração pequena do que acontece na sociedade — resume a socióloga Julita Lemgruber, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O FIM DAS POLÍCIAS CIVIS NO BRASIL



Prezados leitores, salvo melhor juízo, incontáveis instituições estão chegando ao fim no Brasil.

"Site do SINPOL
Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública projeta para breve o fim das Polícias Civis no País
Do Blog Do Elimar Côrtes
O diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), professor Renato Sérgio de Lima, projeta um futuro sombrio para as Polícias Civis no País. Para ele, o baixo índice de solução de crimes  tem contribuído para o descrédito da instituição em todo o Brasil. Em entrevista esta semana ao Blog do Elimar Côrtes, o professor Renato de Lima declarou que “muito em breve”, as Polícias Civis entrarão em colapso.
Segundo Renato Sérgio de Lima, as Polícias Civis no País encontram-se em uma difícil situação, “pois, historicamente têm (Polícias Civis) apresentado baixíssimas taxas de esclarecimento de crimes, e parte da ‘clientela’ do sistema de Justiça Criminal é aquela presa em flagrante pelas Polícia Militar”.
Nessa toada, acrescenta o professor, a população tem muita dificuldade de registrar delitos e o excesso de burocracia e formalismo do rito dos inquéritos policiais tomam tempo, racionalidade e recursos humanos.
“Por outro lado, as Polícias Civis passam simultaneamente por um processo de sucateamento, com dificuldades de realizarem concursos e contratarem policiais. Muitas de nossas Polícias Civis Estaduais estão diminuindo de tamanho e aumentando a idade média dos seus efetivos”, completou o diretor-presidente do FBSP.
No entender de Renato Sérgio de Lima, há pouca margem para renovação e dinamização de práticas e procedimentos. “Em meio a esse processo, que junta crise da sua missão fim (investigação), falta de recursos e baixa prioridade política de governantes, temo que as Polícias Civis entrarão em colapso muito em breve”, ponderou o professor.
Ele explica: “Na medida em que temos que conviver com quase 60 mil mortes e 55 mil estupros por ano, ou valorizamos a investigação ou a segurança continuará sendo um dos mais graves problemas do Brasil.”
Para Renato Sérgio de Lima, o que virá para substituir a Polícia Civil, num futuro próximo, é uma incógnita. “Se o projeto é acabar com as Polícias Judiciárias Estaduais, o que será posto no lugar? Afinal, não podemos dizer que elas não farão falta. Pelo contrário, precisamos de investigações de qualidade e mais bem feitas para fazer frente ao crime e à violência.”
Segundo Renato de Lima, “boa parte da ‘clientela’ do sistema de Justiça Criminal e da segurança pública é aquela encaminhada pelas Polícias Militares, com as prisões em flagrante de suspeitos de crimes.”
O professor afirma que a PM prende muito mais porque a investigação das Polícias Civis é precária e baixíssima em todo o Brasil:
Na medida em que a qualidade da investigação criminal no Brasil é muito baixa, quem vai preso ou quem é processado é aquele levado pela Polícia Militar, na maioria das vezes. Quando um crime depende da investigação por parte da Polícia Civil, as chances de não ser esclarecido aumentam, gerando vieses no fluxo do sistema. E tais vieses impactam a confiança da população, a eficiência do sistema e afastam as instituições da sociedade.”
Renato Sérgio de Lima, que é também professor do Departamento de Gestão Pública da FGV/EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo), analisou recentemente em entrevista à Folha SP, a situação que vive a Polícia Civil do Estado de São Paulo. Lá, o índice de aposentadoria de policiais civis é altíssimo.
Os dados apontam que somente neste ano 1.260 escrivães, investigadores e delegados pediram desligamento, contra 139 em todo ano de 2006. Outro número que impressiona: 48% dos policiais civis da ativa estão no término da carreira. Em São Paulo, somente 2% dos roubos são esclarecidos pela Polícia Civil.
“Se a Polícia Civil não se repensar é bem capaz que, nos próximos cinco anos, ela seja extinta. E isso não é só São Paulo. Isso é uma realidade parecida no resto do País”, sacramentou o professor Renato Sérgio de Lima.
No Espírito Santo, levantamento realizado pelo Sindicato dos Servidores Policiais Civis do Estado (Sindipol/ES)  aponta que o Estado tem uma defasagem de 1.428 policiais civis. Isso equivale a quase 38%.xxx 24 de novembro de 2016 (Fonte)"

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sexta-feira, 3 de julho de 2015

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

INVESTIGAÇÕES DOS CASOS PATRÍCIA ACIOLI E AMARILDO PRECISAM SER REVISTAS


Prezados leitores, a segurança pública entrou em colapso no Rio de Janeiro.
Se o policiamento ostensivo vai mal pela falta de Policiais Militares nas ruas, as investigações da Polícia Civil também estão deixando a desejar. 
Nós temos alertado para os problemas relacionados com as investigações dos casos Patrícia Acioli e Amarildo. Elas devem ser revistas.

"JORNAL EXTRA 
Casos de Polícia 
11/01/15 06:00 
Justiça critica investigação contra milícia e concede liberdade a guarda municipal acusado de integrar grupo 
Carolina Heringer 
Acusado de ser um dos 48 integrantes de uma milícia que atua nas zonas Norte e Oeste do Rio — investigados durante a Operação Armagedom pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) — o guarda municipal Leonardo Fróes da Costa, de 33 anos, diz estar sendo vítima de uma injustiça e nega envolvimento com o grupo. Ele teve a prisão preventiva decretada no início de dezembro e estava foragido, mas conseguiu um habeas corpus no último dia 28. A liminar, concedida pelo desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal, faz duras críticas e coloca em xeque as acusações feitas pelo Ministério Público estadual e pela Draco contra o guarda. A denúncia é chamada pelo magistrado de “uma razoável crônica jornalística policial” (Leiam mais)". 

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

RIO: NINGUÉM ESTÁ SEGURO EM LUGAR NENHUM

Prezados leitores, no Rio de Janeiro ninguém está seguro, em nenhum lugar e em nenhum horário.
O Rio vive a total insegurança.

(Folha de São Paulo) 


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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A SEGURANÇA PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO "VIROU BAGUNÇA"!

Prezados leitores, a capa do jornal Extra resumiu a situação da gestão da segurança pública no Rio de Janeiro:
Virou bagunça!



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sábado, 13 de dezembro de 2014

PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA FAZ CRÍTICAS À INVESTIGAÇÃO POLICIAL

Prezados leitores, o novo presidente do TJ-RJ fez críticas às investigações policiais, nós também temos feito algumas nesse espaço democrático, como no caso do cruel assassinato da juíza Patrícia Acioli.


(O Globo)


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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

JORNAL PAÚL NELES! - 10 DEZ 2014 - 2a EDIÇÃO - FATOS "INTERESSANTES" NOS CASOS AMARILDO E PATRÍCIA ACIOLI

O Coronel PM Paúl comenta fatos digamos "interessantes" nas investigações e nos julgamentos dos casos do cruel assassinato da juíza Patrícia Acioli e do desaparecimento de Amarildo.


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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

JORNAL PAÚL NELES! - 04 DEZ 2014 - 1a EDIÇÃO - ERROS EM INVESTIGAÇÕES CAUSAM PRISÕES DE PMs

O Coronel PM Paúl comenta erros na condução das investigações policiais no caso do assassinato da Juíza Patrícia Acioli e no caso da prisão em flagrante de três PMs acusados de estupro.


 

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

REVISTA VEJA: LULA E DILMA SABIAM DE TUDO SOBRE ESQUEMA DA PETROBRAS

Prezados leitores, a Revista Veja publicou nessa semana uma reportagem que poderá ser decisiva para as eleições presidenciais no Brasil:



"REVISTA VEJA
Brasil
23 de outubro de 2014
Petrolão
Dilma e Lula sabiam de tudo, diz Alberto Youssef à PF
Em depoimento prestado na última terça-feira, o doleiro que atuava como banco clandestino do petrolão implica a presidente e seu antecessor no esquema de corrupção
Robson Bonin
(...)

— O Planalto sabia de tudo! 
— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado. 
— Lula e Dilma, respondeu o doleiro (Leia a íntegra)".

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terça-feira, 2 de setembro de 2014

CASO AMARILDO: TREZE POLICIAIS MILITARES PRESOS

Prezados leitores, na série de vídeos que publicamos com comentários sobre as investigações e os julgamentos dos 11 (onze) Policiais Militares acusados pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli, destacamos a importância da prova técnica e a fragilidade da prova testemunhal.
Hoje o jornal O Globo publica a reportagem que reproduzimos a seguir na qual consta que peritos identificam a voz de um Policial Militar que tentou se passar por um traficante, eis uma prova técnica que demonstra a tentativa de atrapalhar a investigação policial.
A matéria revela ainda que dos 25 (vinte e cinco) Policiais Militares que respondem criminalmente por "tortura seguida de morte" com relação ao morador da Rocinha Amarildo, 13 (treze) estão presos há quase um ano aguardando julgamento.
Certamente, caso algum PM seja considerado inocente, ele acionará o Estado pelo fato de ter ficado preso.
A ação contra o Estado demorará muitos anos para transitar em julgado e quando isso ocorrer, o PM vitorioso ainda terá que esperar a sua vez para receber em uma fila interminável de precatórios.
Os Policiais Militares e os Bombeiros Militares que foram encarcerados ilegalmente em Bangu 1 pelo governo Sérgio Cabral também enfrentarão esse problema.
Urge que essa situação seja modificada, sobretudo quando o Estado erra e priva a liberdade de algum cidadão inocente.
Transitada em julgado a inocência, o Poder Judiciário deveria determinar o pagamento imediato de uma indenização pelo Estado.
Caso o inocentado considerasse o valor insuficiente, ele entraria com uma ação para obter o valor considerado justo.
O cidadão inocentado (PM, por exemplo) acaba sendo punido duas vezes: fica preso sendo inocente e depois espera anos e anos por uma indenização.


(O Globo)

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O PONTO COMUM ENTRE AS CHACINAS DE VIGÁRIO GERAL, DA CANDELÁRIA E OS CASOS PATRÍCIA ACIOLI E AMARILDO



Prezados leitores, tudo indica que está nascendo um ponto comum entre as chacinas de Vigário Geral,  da Candelária e os casos do assassinato da juíza Patrícia Acioli e do desparecimento de Amarildo, um morador da Rocinha: a prisão de Policiais Militares sem as indispensáveis provas.
Nas chacinas isso já ocorreu, o tempo comprovou.
No caso do assassinato da juíza Patrícia Acioli existem fortes indícios de que isso voltou a ocorrer.
E, pode ocorrer no caso Amarildo.
Via de regra o que leva o Estado a cometer essa gravíssima violação de direito, ou seja, cercear a liberdade de um cidadão (Policial Militar) sem provas, via de regra, começa por erros no curso da investigação policial, sobretudo quando as provas testemunhais são as direcionadoras do processo de culpabilidade dos Policiais Militares.
É a supremacia da prova "prostituta" (testemunhal) direcionando conclusões para levar cidadãos (Policiais Militares) a serem  presos (e condenados) sem que existam provas técnicas que confirmem o contido em depoimentos (acusados, acusadores e testemunhas).
Quem não lembra da atuação de Ivan Custódio na Chacina da Candelária?
Sugiro aos mais novos que pesquisem na internet.
Segundo consta Ivan Custódio era informante da Polícia Civil, o apelidado X-9, inclusive participava de operações policiais. Ele vivia do denominado "espólio de guerra". Era tão presente que muitos o consideravam como sendo um Policial Civil.
Ivan soltou o verbo e saiu fazendo declarações que levaram mais de vinte Policiais Militares a serem presos.
Dava detalhes e era verborrágico na citação de nomes.
Usaram e abusaram da fonte.
O resultado?
Inocentes presos.
Vidas destruídas.
Nós escrevemos várias vezes que em razão da nossa experiência na área correcional, aprendemos que quando existem muitos Policiais Militares sendo acusados, as chances são enormes de ocorrerem erros de avaliação.
No caso do Amarildo temos mais de 20 (vinte) PMs sendo investigados, alguns já estão presos há muito tempo, a chance de existirem inocentes nesse grupo deve ser considerada, cabendo ao Ministério Público e aos defensores dos Policiais Militares zelarem pela salvaguarda daqueles contra os quais não existem provas suficientes para a condenação.
No que diz respeito ao assassinato da juíza Patrícia Acioli, onde temos 11 (onze) Policiais Militares condenados pelo assassinato, podemos estar diante de um "novo" Ivan Custódio, tendo em vista que o depoimento de um dos Policiais Militares condenados é a prova principal contra a maioria dos acusados.
Isso é perigosíssimo. 
É o primeiro passo para a injustiça.
Nós estamos encerrando a publicação dos vídeos nos quais o Coronel PM Paúl fez comentários sobre as investigações e os julgamentos do caso Patrícia Acioli, solicitamos a especial atenção dos frequentadores desse espaço democrático para os temas que foram e que serão abordados, pois existem fortes indícios do Estado estar repetindo o erro que praticou nas chacinas de Vigário Geral e da Candelária.
Se estivermos com a razão, precisaremos nos mobilizar para a reversão dos erros cometidos pelo Estado nesse caso e para evitar que o Estado erre também no caso Amarildo.
Infelizmente, como também escrevemos incontáveis vezes, os Policiais Militares do Rio de Janeiro perderam a PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA", um direito de todo cidadão brasileiro.
Basta alguém acusar um Policial Militar para ele ser antecipadamente considerado culpado.
É o prejulgamento!
É a condenação antecipada.
Uma condenação materializada antes do julgamento por meio da imprensa, que entrevista delegados e promotores, tornando público inquéritos que são por natureza sigilosos, assim o processo de condenação se antecipa.
Os 11 (onze) Policiais Militares acusados pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli chegaram nessa condição diante do Tribunal do Júri.
Não custa lembrar que nós, Coronéis da Polícia Militar, ativos e inativos, somos os defensores dos direitos e das prerrogativas dos integrantes da instituição.
Somos os defensores da identidade e dos valores institucionais.
Não podemos nos calar diante de qualquer violação contra os nossos.
Os que se omitem desse DEVER demonstram que não aprenderam ao longo da carreira o sentido do que é ser Coronel de Polícia Militar.
Apenas usaram o título, vestiram as fardas, receberam as honrarias e as gratificações.

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ASSASSINATO DA JUÍZA PATRÍCIA ACIOLI - GRAVES DENÚNCIAS CONTRA O MINISTÉRIO PÚBLICO

Prezados leitores, dando sequência aos comentários sobre as investigações e os julgamentos dos 11 (onze) Policiais Militares que foram condenados pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli, hoje publicamos um vídeo com depoimento da esposa de um dos Policiais Militares condenados.
As acusações são gravíssimas.
O vídeo foi postado no dia 4 de janeiro de 2012.
O Policial Militar continua preso até a presente data em outro estado.
As acusações de coação nunca foram investigadas.


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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

PROGRAMA RODA VIVA - ENTREVISTA DO DELEGADO ROMEU TUMA JÚNIOR

Prezados leitores, reproduzimos a importante entrevista do delegado de Polícia Federal Romeu Tuma Júnior ao programa Roda Viva, consideramos isso de suma importância por duas razões:
- a proximidade das eleições.
- as análises que estamos fazendo das investigações e dos julgamentos dos PMs acusados do assassinato da juíza Patrícia Acioli.





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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

POLÍCIA MILITAR (NÃO) SUSPENDEU A INVESTIGAÇÃO

Prezados leitores, o jonarl Extra publicou uma matéria nessa segunda-feira com algumas incorreções.
A Polícia Militar não suspendeu a investigação sobre o fato tratado na reportagem, na verdade a Polícia Militar concluiu (solucionou) a investigação como comprova a imagem da cópia de parte de uma folha do boletim exibida na própria matéria.
A imagem comprova que a apuração não foi um Inquérito Policial Militar, mas sim uma Averiguação.
Cabe esclarecer que os Inquéritos Policiais Militares não podem ser arquivados nas corporações militares, devendo obrigatoriamente serem encaminhados para o Ministério Público.
Não podemos emitir juízo de valor sobre a investigação pois desconhecemos os autos da Averiguação.


(Jornal Extra)


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domingo, 3 de agosto de 2014

POLÍCIA CIVIL CONSIDERA MIKHAIL BAKUNIN COMO "POTENCIAL SUSPEITO" (?)



Prezados leitores, isso não pode ser verdade.

"PORTAL FORUM
Filósofo russo já morto é citado como suspeito em inquérito no Rio de Janeiro 
julho 28, 2014 17:57 
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Mikhail Bakunin, considerado um dos fundadores do anarquismo, foi classificado como um “potencial suspeito” pela polícia carioca, que investiga manifestantes e ativistas 
Por Redação 
Reportagem publicada nesta segunda-feira (28) no jornal Folha de S. Paulo traz uma revelação no mínimo curiosa: o inquérito de mais de 2 mil páginas, produzido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que responsabiliza 23 pessoas pela organização de ações violentas em manifestações de rua, aponta o filósofo Mikhail Bakunin como um dos suspeitos. Morto em 1876, o russo é considerado um dos pais do anarquismo. 
De acordo com a matéria, Bakunin foi citado por um manifestante em uma mensagem interceptada pela polícia. A partir daí, passou a ser classificado como um “potencial suspeito”. A professora Camila Jourdan, de 34 anos, uma das investigadas, menciona esse episódio para demonstrar a fragilidade do inquérito. “Do pouco que li, posso dizer que esse processo é uma obra de literatura fantástica de má qualidade”, descreve (Leia mais)".

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