JORNALISMO INVESTIGATIVO

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segunda-feira, 26 de junho de 2017

RIO - VIOLÊNCIA SEM CONTROLE - 53 ROUBOS PARA CADA INQUÉRITO SOLUCIONADO PELA POLÍCIA CIVIL

Prezados leitores, os resultados da polícia investigativa do Rio de Janeiro no tocante à resolução de homicídios e de roubos não são nada animadores para quem ainda acredita no controle da violência no estado do Rio de Janeiro.




"Jornal Extra
25/06/17 06:00 
Estado do Rio registra 53 roubos para cada inquérito solucionado pela Polícia Civil 
Luã Marinatto 
O estado do Rio registra, para cada investigação sobre roubos solucionada pela Polícia Civil, 53 casos do gênero. O cálculo foi feito pelo EXTRA com base em dados obtidos com a corporação via Lei de Acesso à Informação. Entre 2015 e 2016, foram concluídos com êxito um total de 6.670 inquéritos — além de outros 2.809 encerrados sem apontar o responsável ou os responsáveis pelos assaltos. No mesmo biênio, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), houve 356.841 ocorrências de roubos no estado. 
A análise dos números por delegacia distrital aponta que, considerando apenas a capital, os três piores desempenhos são da 1ª DP (Praça Mauá), que vem funcionando em endereço provisório e não encerrou nenhum inquérito com êxito; a 45ª DP (Complexo do Alemão), com quatro investigações bem-sucedidas concluídas; e a 39ª DP (Pavuna), que fechou 14 casos com identificação de autoria no período, o equivalente a um a cada 52 dias. É na área da 39ª DP, inclusive, a proporção mais negativa do estado entre inquéritos solucionados e ocorrências de roubos — veja mais no infográfico abaixo. 
Especialistas ouvidos pelo EXTRA alertam que o quadro é ainda mais grave, já que muitas vítimas sequer registram o roubo sofrido. O índice de subnotificação faz parte da chamada taxa de atrito, que mede a eficácia da punição a criminosos e abrange ainda, além do êxito das investigações da Polícia Civil, o percentual de réus que não são condenados na Justiça, por exemplo. 
— O que existe de inquérito sobre roubos na polícia é uma fração pequena do que acontece na sociedade — resume a socióloga Julita Lemgruber, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

sábado, 28 de janeiro de 2017

ATENÇÃO! AMANHÃ - MANTIDO CONCURSO PARA OFICIAL DA POLÍCIA MILITAR

Prezados leitores, após publicarmos o artigo anterior sobre o tema (Link para o artigo), tivemos conhecimento que por decisão do Poder Judiciário o concurso para Oficial da Polícia Militar foi mantido para amanhã.




A decisão judicial:



Juntos Somos Fortes!

BRASIL: AS POLÍCIAS ESTADUAIS SÃO INEFICAZES, QUEM QUER MANTÊ-LAS ASSIM?





Prezados leitores, as polícias estaduais do Brasil padecem de uma ineficiência crônica.
A polícia organizada militarmente e responsável pelo policiamento ostensivo e pela preservação da ordem pública, após conseguir se desatrelar ideologicamente das Forças Armadas e começar a qualificar seus quadros na direção do policial, foi totalmente dominada pelos políticos que tornaram seus comandantes subservientes aos seus interesses escusos, em troca de cargos e gratificações, enquanto  impuseram à instituição suas vontades nos diferentes governos e trouxeram malefícios que quase destruíram por completo a sua identidade e os seus valores.
Uma instituição sem identidade e sem valores não pode ser eficaz.
O fracasso do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) retrata fielmente tal realidade.
Um projeto político implantado de qualquer forma com fins eleitorais e que se tornou uma catástrofe.
Por sua vez, a polícia não organizada militarmente, responsável pelas investigações criminais, apresenta historicamente índices de elucidação deses delitos que bem retrata a sua ineficiência.
UM mal que talvez passe pela resistência em não se dedicar exclusivamente à tarefa investigativa.
A polícia investigativa chegou a constituir uma grupo de operações especiais, quando poderia se valer do apoio da polícia ostensiva, quando precisasse de maior segurança para investigar.
Usa até veículos (caveirões) e helicópteros blindados, algo também sem qualquer necessidade para uma polícia unicamente investigativa.
Além disso, deve contribuir para os baixos índices de resultados o fato de ser dirigida (liderada, chefiada, ...) por "alienígenas", por assim dizer, considerando que o delegado de polícia, não faz carreira na instituição e entra no andar de cima através de concurso público específico.
Talvez se os comissários exercessem esse mando os resultados seriam mais significativos, esses policiais civis de carreira com larga experiência na investigação policial, algo que não se ensina (e por via de consequência não se aprende) nas faculdades de direito, as quais não preparam para o exercício da função de delegado de polícia.
Os leitores podem não concordar com alguns dos nossos argumentos, mas pelo menos concordarão que as polícias estaduais são ineficientes.
Pois bem nesse cenário de ineficiência, a polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, seguindo exemplos exitosos implantados há alguns anos em outros estados brasileiros, resolveu atender o interesse público e melhor qualificar seu quadro de Oficiais, exigindo que os candidatos ao concurso para o Curso de Formação de Oficiais sejam bacharéis em Direito.
Tal medida também atende ao princípio da economicidade, muito importante em tempos de crise econômica, considerando que com a mudança a instituição não precisará continuar ministrando aos futuros Oficiais incontáveis matérias do mundo jurídico, como sempre ocorreu e poderá diminuir de três para dois anos o curso, dedicando integralmente o tempo à formação do policial.
A mudança só produz vantagens para a população e para a instituição.
Os milhares de inscritos no concurso demonstram o interesse dos bacharéis em seguirem a carreira policial militar.
Para surpresa de todos o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) suspendeu a realização das provas que ocorreriam amanhã, baseado em alegações que por mais que se esforcem, nunca farão sentido para quem almeja policiais e polícias melhores.
Diante da violência existente no Rio de Janeiro, dominado por facções criminosas, tentar impedir a melhoria da qualificação dos policiais parece coisa de "alienígena".

Juntos Somos Fortes!

PS: Após a publicação do artigo, fomos informados que o Poder Judiciário manteve a realização do concurso.
Parabéns a todos que se esforçaram para derrubar a decisão de adiamento.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

POR QUE A INVESTIGAÇÃO POLICIAL É TÃO RUIM NO BRASIL?



Prezados leitores, as Polícias Militares do Brasil estão longe da eficiência que a população merecia, mas temos que reconhecer que por sua vez as Polícias Investigativas também deixam muito a desejar.
No Brasil investigamos muito mal, uma deficiência que começa na formação do investigador (policial) e na formação dos denominados "operadores do direito", passando pela não valorização das atividades periciais.
Um terço dos estados ainda não transformou a perícia criminal em uma atividade independente com gestão e carreira própria.
O Rio de Janeiro, por exemplo, está incluído no grupo dos ultrapassados, aqui a perícia faz parte da Polícia Civil, um grande atraso.
Ontem, recebemos por e-mail um ótimo artigo que bem retrata a péssima qualidade da nossa investigação policial.

"MEDO EM SÉRIE
* Por Fabricio Rebelo 
Goiânia, capital do estado de Goiás, se tornou destaque na mídia brasileira e internacional. A ocorrência de assassinatos em série na cidade, vitimando mulheres, vem repercutindo constantemente nos principais jornais do país, chegando às páginas do The New York Times, nos Estados Unidos, e ao portal holandês HLN.be. Desde o início dos ataques, foram vitimadas fatalmente 15 mulheres, com ao menos mais duas investidas frustradas. São números relevantes, que recrudescem a já preocupante tendência de alta de homicídios na cidade, cujas taxas aumentaram mais de 45% em uma década, como apontou a edição 2014 do Mapa da Violência. 
Diferentemente dos crimes ditos comuns, que têm a motivação patrimonial como elemento característico, os ataques intencionalmente letais, dissociados de outros objetivos, são um fator significativamente potencializador do medo na sociedade. Afinal, ao contrário daqueles em que o criminoso é movido pelo desejo de subtrair algo de valor de suas vítimas, ou mesmo daqueles em que busca saciar um impulso sexual, nos assassinatos em série o que se objetiva é puramente a morte. E, se a morte é o objetivo do criminoso, não há receita para diminuir os riscos de ser vitimado, a não ser se esconder. Contra alguém movido por uma psicopatia homicida, a proteção se resume a não se expor a nada, nem a ninguém. 
Os crimes de Goiânia bem demonstram a sensação de impotência da sociedade, pois foram registrados sob as mais diversas situações. A qualquer hora, sem áreas de risco pré-definidas, um indivíduo numa motocicleta se aproxima e atira - ao que se apurou, sem nem mesmo estabelecer um contato com sua vítima. Para quem precisa andar pelas ruas, como se defender? 
Contar com a polícia para esclarecer a autoria dos ataques e prender o criminoso é, claramente, insuficiente. Depois do primeiro assassinato, mais 14 mulheres perderam a vida até que surgissem os iniciais indícios de um suspeito. Para elas e suas famílias, nada do que acontecer depois tem a possibilidade de recompor suas perdas ou amenizar a dor. 
É difícil dizer o que move a sanha assassina de um criminoso em série, quase sempre permeada por um grave distúrbio psíquico. Porém, é simples identificar um elemento que facilita sua ação: a fragilização da sociedade, de quem se retirou os meios de autodefesa. Ações destemidas e reiteradas, como as do assassino serial de Goiânia, só são possíveis porque não há, para ele, o risco de ser confrontado por suas vítimas ou, principalmente, por alguém que testemunhe o ataque. 
Sempre que acontece um assassinato em massa nos Estados Unidos, nos acostumamos a ver surgir por aqui requentadas discussões sobre um maior controle de armas, ainda que, invariavelmente, isso não possa ter o mais ínfimo efeito para conter as ações. Com ataques de assassinos em série, impõe-se a discussão em outro sentido, desta vez com uma propriedade muito maior, relativa à permissão de que potenciais vítimas possam se defender ou ser defendidas por quem testemunha uma agressão. 
Não se trata, como muitos insistem em resumir, de estimular que se reaja indistintamente, tampouco de distribuir armas sem critério a uma população. A abordagem precisa ser técnica, relativa ao efeito inibidor que a mera possibilidade de haver vítima ou testemunhas armadas representa para o agressor, algo muito comum aos que se aprofundam no estudo da segurança pública, nele conhecido como Halo Effect - ou efeito auréola, em livre tradução. Trata-se, apenas, de se reconhecer a substancial importância de não dar a criminosos a certeza da ausência de reação, seja por suas vítimas, seja por qualquer outro cidadão que presencie a ação. 
Nos Estados Unidos, país com duzentas vezes mais armas legalizadas do que o Brasil e uma taxa de homicídios sete vezes inferior à nossa (4,2/100mil X 29/100mil), assassinos em série e maníacos sexuais são mote frequente em campanhas publicitárias para estímulo à autodefesa, especialmente de mulheres, suas vítimas preferidas. Há até modelos de armas especiais para o público feminino, com empunhaduras mais delicadas e até cores diferenciadas, como o rosa. Por aqui, notícias sobre a ação de um criminoso serial só escancaram o quão indefesos estamos, fazendo-nos buscar ainda mais refúgio e, paulatinamente, abrir mão de atitudes simples do cotidiano social. 
Não é para menos. Para quem não vê o Estado capaz de conter a escalada de homicídios em que estamos atolados e não tem como se proteger, um exemplo como o do assassino de Goiânia difunde não apenas mortes, mas também um enorme medo em série.
* Fabricio Rebelo é bacharel em direito, pesquisador em segurança pública e diretor executivo da ONG Movimento Viva Brasil. 

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quarta-feira, 11 de junho de 2014

CASOS AMARILDO E PATRÍCIA ACIOLI: OS POLICIAIS MILITARES E AS PERIGOSAS INVESTIGAÇÕES



Prezados leitores, ao longo dos mais de 30 (trinta) anos de serviço na Polícia Militar, um terço desse período dedicado as atividades de polícia judiciária militar, o organizador desse espaço democrático teve contato com investigações primorosas e com investigações desastrosas que acabaram envolvendo inocentes.
Não foram poucos os Policiais Militares que ficaram por longo período presos no antigo BEP pelo simples fato de ter ocorrido erro na identificação dos envolvidos no fato criminoso. 
Os fatos eram reais, alguns inclusive com filmagens e com gravações de intercepções telefônicas, indícios que são encarados como provas definitivas em algumas investigações, mas que nem sempre representam a verdade.
A exibição de diálogos entre "traficantes" e "PMs" é fato comum na imprensa que divulga com "exclusividade", mas na hora do investigado identificar com precisão o "PM", incontáveis erros já ocorreram, pois essa tarefa nem sempre é fácil, aliás, na maioria das vezes é difícil determinar que a voz é de "a" ou "b".
Isso sem falar que as falas são divulgadas sempre em partes pela imprensa, o que pode gerar conclusões equivocadas.
A boa técnica determina que o investigador deve buscar compreender o todo reunindo as partes concretas e não pegar partes e tentar criar um todo.
É um erro muito comum o fato do investigador pegar uma parte e a partir dela criar a sua verdade, levando o resto da investigação tentando provar que a sua verdade é a verdade real.
Os erros nas investigações são extremamente comuns no Brasil.
O Coronel Paúl foi um preso político, pois existia o interesse político em associá-lo a "greve unificada de 2012", mas para isso fizeram uma investigação repleta de erros para ludibriar o Poder Judiciário, isso em sede do Plantão Noturno, momento em que uma análise apurada dos fatos nem sempre é possível.
Qualquer investigador iniciante identifica os grosseiros erros, mas apesar deles o Coronel Paúl ficou 7 (sete) dias preso em Bangu 1, sendo que em 5 (cinco) deles ficou incomunicável e, ainda, 3 (três) dias preso no BPCh.
Conhecemos casos de PMs que ficaram anos presos em face de erros nas investigações e que estão lutando há anos para serem ressarcidos dos prejuízos financeiros e morais.
Para não alongar o artigo, tendo em vista que o que tratamos (erros nas investigações) é de domínio público, concluímos encerrando que a prática demonstra que a possibilidade da ocorrência desses erros cresce geometricamente quanto maior for o número de investigados. 
Nós sempre temos uma preocupação muito grande quanto um conjunto de PMs são acusados pela prática de crimes, pois a chance de termos inocentes no grupo é grande.
Dois exemplos relativamente recentes onde inocentes podem estar presos em razão do grande número de investigados:
- Caso Amarildo.
- Caso Patrícia Acioli.
Guardem esses casos na memória.
O tempo dirá se temos ou não razão.

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

IMPUNIDADE, MARCA REGISTRADA DO RIO DE JANEIRO


Eu estou publicando nesse blog uma série de artigos nos quais apresento as minhas opiniões sobre os motivos que resultaram no fracasso da "política" de segurança pública do governo Sérgio Cabral (PMDB), após seis anos de mandato, sendo que a maioria das abordagens passou e passará pela Polícia Militar, a polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, como não poderia deixar de ser diante da atuação preventiva-repressiva nas ruas.
Hoje, O Globo publica um artigo que trata da impunidade em razão dos inquéritos policiais serem malfeitos, um problema crônico no nosso estado e que o governo Sérgio Cabral (PMDB) pouco melhorou, isso em razão principalmente da falta de investimentos na Polícia Civil e, sobretudo, nas atividades de perícia criminal, as quais ainda estão atreladas à PCERJ. 
Penso que o governo e seus assessores da área de segurança pública andam sem tempo de assistir o seriado CSI, o que lamentamos, isso seria muito podutivo para que aprendessem que a perícia criminal deve ser INDEPENDENTE e trabalhar diretamente com o Ministério Público.
Aconselho a leitura do artigo do O Globo: 
"Inquéritos malfeitos impedem condenações por homicídios" (Leiam).
Aos que apreciam o tema investigação policial, aproveito para recomendar a leitura de "O Inquértio Policial no Brasil", organizado por Michel Misse. O livro é excelente e contribui sobremaneira para que possamos compreender melhor as razões que nos levam a investigar tão mal no Brasil.
Juntos Somos Fortes!