Prezados leitores, os Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro realizaram no ano de 2011 o maior movimento de servidores militares da história do Brasil.
Um movimento que contou com o apoio da população fluminense e que foi o principal fator da decadência política do ex-governador Sérgio Cabral, um político que tinha apoio integral da imprensa.
Cabral resolveu reprimi-los e foi esmagado por eles politicamente.
A situação dele é tão ruim que Pezão, seu vice por quase oito anos e indicado por ele para sucedê-lo, teve que escondê-lo da propaganda eleitoral, algo também nunca visto no Brasil.
Cabral se refugiou em sua casa durante a campanha eleitoral, mal podia sair de casa.
Os Bombeiros Militares, sujeitos aos mesmos regulamentos militares que os Policiais Militares, mostraram toda a força de uma corporação unida.
Eles foram transferidos, presos e expulsos.
Deram a volta por cima, como se costuma dizer.
Unidos e organizados, elegeram um vereador para o município do Rio de Janeiro (Major BM Marcio Garcia), isso em 2012, tarefa extremamente difícil.
Nessa eleição elegeram um deputado federal (Cabo BM Daciolo), outra missão difícil, sobretudo se considerarmos que o governador Pezão e o Comando Geral do Corpo de Bombeiros apoiaram outro candidato para deputado federal, o Cap BM Lauro Botto, que não foi eleito.
Os Bombeiros não se preocuparam se o candidato era Oficial ou Praça, apenas lutaram para que fossem eleitos e venceram.
Os Policiais Militares seguem brigando entre si, Oficiais e Praças se amaldiçoando na hora de pensar na instituição e nos seus integrantes, mas também se amando quando a questão é praticar crimes.
Na hora do erro, Oficiais e Praças se organizam e se completam, na hora de lutar pela PMERJ são inimigos quase que mortais.
Nenhuma instituição sobrevive a tal realidade.
Os Bombeiros Militares estão ensinando, mas os Policiais Militares não aprendem...
Juntos Somos Fortes!