JORNALISMO INVESTIGATIVO

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

RIO - MINISTÉRIO DE SEGURANÇA E INTERVENÇÃO FEDERAL GERAM 231 CARGOS COMISSIONADOS


Em tempos de pouco dinheiro nos cofres públicos a criação de duzentos e trinta e um cargos comissionados é uma ação na direção contrária ao indispensável corte de gastos na gestão do dinheiro público.

"Jornal Extra
16/05/2018 
Intervenção federal no Rio terá estrutura até junho de 2019
Fábio Teixeira 
Embora o decreto presidencial que estabeleceu a intervenção federal no Rio de Janeiro tenha dado como data de seu término 31 de dezembro deste ano, o cargo de interventor federal irá durar até junho de 2019. A decisão foi tomada na noite desta terça-feira, quando o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei 6/2018, enviado pelo presidente Michel Temer. O texto prevê a criação de 231 cargos comissionados, sendo que 164 para compor a equipe do Ministério Extraordinário de Segurança Pública, chefiado por Raul Jungmann. Os 67 restantes são do interventor federal, o general Walter Souza Braga Netto (Fonte)".

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

ELEIÇÕES - CANDIDATO APRESENTE SEU PROJETO PARA MUDAR O BRASIL



As campanhas eleitorais estão presentes nas redes sociais.
Milhões de pessoas estão mobilizadas defendendo seus pré-candidatos à presidência e atacando os adversários.
A antecipação da campanha é uma decorrência natural do caos que se instalou no país, onde nenhum serviço público funciona, sacrificando a população.
Todos querem mudanças.
Só que devemos lembrar que as mudanças que precisam ser implantadas não serão fáceis de serem concretizadas, como o controle da violência; o combate amplo, geral e irrestrito as ações (e as omissões) relacionadas com a corrupção; a reconstrução do sistema de saúde pública; a recriação da educação pública de boa  qualidade; o corte significativo das vantagens dos integrantes do Poder Judiciário, do Poder Legislativo, do Ministério Público, (...); o fim dos cargos comissionados; isso para citar alguns exemplos.
Diante desse quadro caótico que acomete o Brasil, um doente terminal, qual o projeto de cada candidato para mudar o Brasil?
Qual a proposta de cada um para o rol dos graves problemas nacionais?
Infelizmente, não temos visto nas redes sociais a publicação dessas propostas.
É hora de todos os candidatos afirmarem claramente o que irão fazer para reverter os problemas.
As propostas precisam ser claras e mensuráveis para que possam ser cobradas pela população.
Dizer que é a solução para o Brasil é muito fácil, explicar o que irá fazer a partir do primeiro dia de governo é indispensável.
Basta de enrolações!
O Brasil precisa de soluções!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

GOVERNO PEZÃO-DORNELLES: A FARRA DOS CARGOS COMISSIONADOS



Prezados leitores, os militares estaduais e o funcionalismo público do estado do Rio de Janeiro têm sofrido com atrasos no pagamento dos salários, dos proventos e das pensões.
A proliferação dos denominados "cargos comissionados" é uma das razões para a crise.
Eles se multiplicaram no Rio de Janeiro (e no Brasil) para agraciar apoiadores políticos.
É hora de valorizar o servidor público de carreira e por um fim nessa vergonha.

"JOTA-UOL 
Dominadas por cargos de confiança, secretarias do RJ são alvo de ações do MP 
Publicado 27 de Março, 2015 
Por Luciano Bottini Filho 
São Paulo 
Com mais chefes e comissionados do que funcionários de carreira, secretarias estaduais do Rio de Janeiro tornaram-se uma espécie de cabide de empregos, onde ser efetivo ou um subordinado comum é quase uma exceção. O Ministério Público ajuizou neste ano ações contra o Estado do RJ após apurar casos como a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda (Setrab), em que para 140 indicados existem 18 efetivos. 
A estrutura organizacional de algumas secretarias chamou a atenção dos promotores que passaram a investigar o excesso de cargos por indicação. Para o MP, muitos mandam, mas poucos são encarregados de executar tarefas. Na metade do quadro da Setrab, dos 27 chefes de serviço, nenhum possui subordinado. O mesmo ocorre com três dos seis superintendentes, sete dos dez coordenadores, três dos quatro assessores-chefe e nove dentre 11 diretores de divisão. 
Outra secretaria do RJ, a de Estado de Governo (Segov), não tem nenhum servidor próprio. São 620 ocupantes de cargos de comissão, dentre os quais apenas 10 são funcionários concursados, cedidos de outros órgãos. Em planilha encaminhada pela Segov, verifica-se que, em 2006, o total de comissionados era 233. No atual governo, esse número triplicou. 
A Promotoria do RJ pediu explicações aos responsáveis pela Segov para entender o que cada um fazia exatamente na pasta e a necessidade de tantas nomeações. A resposta não satisfez. 
“Foi possível constatar que, em sua maioria, os funcionários ouvidos não desempenham função de direção, chefia ou assessoramento”, disse a promotora Glaucia Maria da Costa Santana. A situação demonstraria que “o governo do Estado do Rio de Janeiro vem se utilizando abusivamente da livre nomeação de empregados para o exercício de funções de confiança como forma de ingresso nos quadros da Administração Pública”. 
As ações objetivam que o Estado do RJ realize concursos para regularizar seus quadros. Ainda exigem a declaração de nulidade de todas as nomeações feitas até então. 
“Ao se admitir a prática da contratação de terceirizados ou da nomeação de ocupantes para cargos em comissão fora dos estritos limites permitidos pela Constituição, possibilita-se que os vínculos com o Poder Público deixem de se pautar pelos critérios objetivos de mérito, aferidos através do concurso público”, disse o promotor Vinicius Leal Cavalleiro. Segundo ele, a liberação das vagas nas secretaria passa a “trilhar pelo pantanoso terreno dos interesses pessoais ou dos apadrinhamentos políticos” 
Sobre a Segov, a Procuradoria do Estado informou que “a Pasta tem por finalidade precípua a articulação política entre os Poderes e do Estado com os demais municípios fluminenses, bem como de colaboração com as demais Secretarias de Estado para melhoria na qualidade do atendimento ao cidadão”. Por isso, o setor precisaria de mais flexibilidade nas contratações para atingir a cooperação entre instituições. 
O órgão tem como carro-chefe programas especiais, como a Operação Lei Seca, de blitze no trânsito, Operação Lapa Segura, para reduzir a criminalidade no Rio Antigo e a Operação Barreira Fiscal, que combate a sonegação de impostos. De acordo com o governo, caso a Justiça determinasse a dispensa dos comissionados, esses projetos ficariam comprometidos. 
A Procuradoria de Estado também contestou a ação contra as contratações na Setrab. O órgão já foi vinculado a outras notícias de terceirização indevida, como a contratação de 400 pessoas sem concurso público por meio de um instituto. Segundo o Estado, não houve qualquer irregularidade na pasta, e o governo agiu dentro do seu poder de decisão. 
“Talvez, isoladamente considerada, a estrutura da secretaria, para o serviço em questão, não seja a ideal, mas foi a possível, diante da gama de investimentos que estão sendo feitas no setor, além de depender da configuração de determinadas condições por parte dos órgãos envolvidos”, observou o procurador Rena Miguel Saad (Fonte)." 

Juntos Somos Fortes!