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domingo, 5 de outubro de 2014

A SIMPLES PRESENÇA DE PEZÃO NO SEGUNDO TURNO DESMORALIZARÁ A POPULAÇÃO



Prezados leitores, sem dúvida, a tática de esconder que foi vice de Sérgio Cabral e o apoio que teve na dobradinha institutos de pesquisa-imprensa, foram fatores muito positivos para que Pezão conseguisse votos, pois sem isso estaria entre os últimos colocados, tamanha à rejeição ao governo Cabral-Pezão.
Isso é um fato!
Era esperado que Pezão tivesse um número considerável de votos, mas se estiver no segundo turno e for o mais votado no primeiro como alardeia a imprensa, a população do Rio de Janeiro está desmoralizada.
Isso é outro fato!

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

GAROTINHO E O ESTRAGO NA IMAGEM DO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL E DO GOVERNO DO RIO - REINALDO AZEVEDO

REVISTA VEJA:
Blog do Reinaldo Azevedo.
Garotinho e o estrago na imagem de Sérgio Cabral  e do governo do Rio (Link)
( ... )
Voltei
O conjunto da obra suscita várias questões. Garotinho não chega a ser exatamente uma figura, serei bem genérico, acima de qualquer polêmica, não é mesmo? Ninguém teria dúvida em acusar que está usando as imagens que provam a perniciosa intimidade entre Sérgio Cabral e Fernando Cavendish de olho nas eleições deste 2012, de 2014, 2016, 2018… Está, em suma, fazendo política. Ou terá ele, agora, como costumo brincar nesses casos, virado professor de Educação Moral e Cívica e referência de ética na política?
Mas se pergunta igualmente: foi ele que produziu as imagens? Acho que não! Foi ele que “armou” para Cavendish, Cabral e a cúpula do governo fluminense se entregarem ao “desregramento sistemático dos sentidos” — para citar o poeta francês Rimbaud em homenagem às folias parisienses da turma? Também não!
Mais curioso ainda: PRATICAMENTE TODAS AS FOTOS SÃO POSADAS. Os vídeos que vieram a público foram feitos por alguém que estava à mesa. Tudo teria sido enviado por e-mail a pessoas de confiança e depois vazado? Duvido! Há fotos bestas, sem importância. Há vídeos até bobocas. Não evidenciam crime em si, claro! Só a escandalosa intimidade e a falta de fronteiras entre o público e o privado. Cabral disse que pagou a farra com  o seu próprio dinheiro. O seu salário de governador faz milagres. Permite-lhe ter casa em recanto de alguns milionários e se divertir a valer em Paris.
Garotinho, está claro, quer queimar Sérgio Cabral politicamente. Ok. Isso é sabido. O material, no entanto, deveria ser amoitado ou ignorado? Acho que não! A pessoa que fornece essas preciosidades a Garotinho estaria interessada apenas em proteger os cofres do Estado do Rio de Janeiro? Huuummm… Tenho razões para duvidar, não? Se estava lá… Mas, se estava lá e agora divulga essas imagens incômodas, por que o faz? Terá tido interesses contrariados? Rompeu com a turma? Vai saber…
Esses aspectos e indagações têm a sua relevância no conjunto da obra. Mas se deve ignorar o que está à vista de todos por isso? A qualidade da “fonte” muda a importância da informação?
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes! 

QUEM TRAIU CABRAL? - RICARDO NOBLAT.

O GLOBO:
BLOG DO NOBLAT.
Quem traiu Cabral? 
Perguntinha que não quer calar: Quem traiu o governador Sérgio Cabral, do Rio, entregando a Garotinho, seu notório desafeto, fotografias e vídeos de viagens de Cabral ao exterior na companhia de Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, e os mais poderosos secretários do governo?
Fotografias e vídeos só podem ter sido produzidos por algum membro da comitiva de Cabral. A essa altura, não é possível que Cabral ainda esteja à procura de uma resposta para a pergunta sobre quem o traiu.
Comento:
Como a versão oficial apresentada no RJ TV deu conta que os vídeos e as fotos estavam no computador da esposa de Fernando Cavendish, falecida recentemente, tudo indica que o computador foi invadido por um haker ou alguém com acesso a ele copiou as imagens e encaminhou.
Juntos Somos Fortes!

O GOVERNO DO RIO E AS VIAGENS PARA A EUROPA: EXPLICAÇÕES

O RJ TV da Rede Globo noticiou minutos atrás que algumas das viagens de integrantes do governo Sérgio Cabral (PMDB) para a Europa, as quais estão sendo alvos de denúncias por parte do deputado federal Garotinho (PR), fizeram parte da agenda pessoal do governador e dos secretários, sendo as despesas pagas por eles. Segundo o noticiado, não existiriam mais os comprovantes, em face de já terem transcorridos três anos. Além disso, o governo lamentaria o fato das imagens terem sido retiradas do computador pessoal da esposa de Fernando Cavendish, que faleceu em um acidente aéreo no estado da Bahia.
Salvo melhor juízo, foi esse o conteúdo da reportagem.
Infelizmente, a falta dos comprovantes das despesas pagas pelo governador e pelos secretários impede que os fatos sejam devidamente esclarecidos, acabando por direcionar para a realização de uma investigação, pois não pode restar qualquer dúvida sobre quem pagou o quê nessas viagens, sob pena de interpretações maliciosas que podem prejudicar mais ainda a imagem das autoridades públicas expostas nas imagens. 
Não tenho dúvida que essas próprias autoridades não só solicitarão a investigação, colocando tudo em pratos limpos, mas facilitarão a obtenção de todos os dados necessários ao esclarecimento dos fatos, sobretudo no que diz respeito à movimentação financeira de cada um.
O caminho para sair da crise é a transparência total, não vejo alternativa, considerando que na situação atual as referidas autoridades estão em zugzwang, uma posição que todo enxadrista tenta evitar (Conheçam).
Juntos Somos Fortes!

CPI DO CACHOEIRA: "É INEVITÁVEL O DEPOIMENTO DE SÉRGIO CABRAL", AFIRMA SENADOR RICARDO FERRAÇO (PMDB).

IG: 
Poder Online -Tales Faria.
“É inevitável o depoimento do Sérgio Cabral”, declara representante do PMDB na CPI do Cachoeira. 
Senador pelo PMDB do Espírito Santo, Ricardo Ferraço foi designado membro titular da Comissão Parlamentar Mista de Investigações da Câmara e do Senado encarregada de apurar o envolvimento de políticos com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. 
Em entrevista ao Poder Online, Ferraço diz que a CPI provocará baixas em quase todos os partidos: “Sobra para todo mundo. Todos terão que cortar na carne.” Tanto que ele classifica como inevitável que o governador peemedebista do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral seja convocado a depor na CPI, assim como os governadores de Goiás, Marconi Perillo, e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. 
Cabral é amigo do dono da Delta Engenharia, acusada de sociedade com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e de ter sido privilegiada na obtenção de obras no Rio de Janeiro e em outros Estados. 
Nesta semana, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho divulgou fotos e vídeos de Cabral em viagem com Cavendish pela Europa. Para o peemedebista Ricardo Ferraço, não há como a CPI livrar Cabral do depoimento, afinal, “pau que dá em Chico, dá em Francisco”, afirma (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

sábado, 28 de abril de 2012

SENADOR DEMÓSTENES TORRES SE AFOGANDO NA "CACHOEIRA"

REVISTA VEJA:
Blog do Reinaldo Azevedo.
28/04/2012 às 6:15.
Senador recebeu R$ 3 mi do grupo, afirma procurador.
Na Folha: 
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, diz que o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) recebeu R$ 3,1 milhões do esquema do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “O valor total repassado para o parlamentar foi de R$ 3.100.000″, diz Gurgel. Segundo relatório do Ministério Público Federal a que a Folha teve acesso, interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo indicam que “R$ 1 milhão foi depositado na conta de Demóstenes”. 
Para a defesa do senador, a conclusão do procurador é “irresponsável e falsa”. Gurgel afirma que ao longo da apuração “fica evidente que os vínculos que unem o senador a Carlos Cachoeira extrapolam em muito os limites éticos exigíveis na atuação parlamentar, adentrando a seara penal”. Ele sustenta que Demóstenes agiu para favorecer economicamente o empresário. (…) 
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

SÉRGIO CABRAL ENTREGOU A DELTA R$ 36 MILHÕES SEM LICITAÇÃO.

Prezados leitores, bom dia!
Ex-BLOG DO CESAR MAIA:
27 de abril de 2012.
CABRAL, MESMO DEPOIS DA QUEDA DO HELICÓPTERO, ENTREGOU R$ 36 MILHÕES A DELTA SEM LICITAÇÃO! 
(Globo, 27) 
1. Desde a queda do helicóptero no Sul da Bahia, no ano passado, quando sete pessoas morreram ao tentarem chegar na festa de aniversário do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, o estado do Rio empenhou (reservou para pagar) R$ 36 milhões à empresa por serviços e obras contratados, sem licitação. Cavendish é amigo do governador Sérgio Cabral (PMDB), que também estava na Bahia para participar da comemoração. 
2. Pelos dados obtidos no Sistema de Administração Financeira do Estado (Siafem), entre julho e dezembro de 2011, foram empenhados R$ 22,7 milhões para a Delta. Este ano, foram mais R$ 13 milhões. Todos os empenhos são referentes a contratos com dispensa de licitação. Após o envolvimento do governador com Fernando Cavendish vir à tona, Cabral criou uma comissão de ética para avaliar desvios de servidores do primeiro escalão.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

RIO: DELTA CONSTRUTORA PODERÁ VIRAR DEMOLIDORA (DE POLÍTICOS)

Prezados leitores, bom dia! 
Coluna Esplanada. 
PF plantou escuta na sala de Cavendish. 
Por Leandro em 25 de abril de 2012. 
A situação delicada da Construtora Delta vai além dos contratos firmados. 
Durante a Operação Monte Carlo, numa ação ousada, cinematográfica e com recursos de alta tecnologia, a Polícia Federal implantou escuta ambiental, com áudio e vídeo, no QG da empreiteira: na sala de Fernando Cavendish, o dono da empresa. Os poucos que sabem do caso já propalam que, se a PF ou o Ministério Público vazarem o que têm em mãos, será a CPI das Empreiteiras. 
Entre as quatro paredes do gabinete do quarto andar do Ed. Central, na Av. Rio Branco, no Centro do Rio, teria desfilado meia nata da turma do concreto nacional. 
O script da Delta repete o da Gautama, de Zuleido Veras, em 2006: na mira da PF, depois do CGU e do TCU. Uma vez inidônea, pode sumir do mercado. 
A Delta se adiantou e vai anunciar nesta quarta o afastamento do presidente Fernando Cavendish do cargo. Ele continua proprietário da empresa, mas acompanhando de longe a situação, dedicando-se à sua defesa. 
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

CPMI DO CACHOEIRA: PMDB ADMITE CONVOCAR LULA PARA BLINDAR SÉRGIO CABRAL

SITE DO CLAUDIO HUMBERTO:
PMDB admite convocar Lula para blindar Sérgio Cabral.
quarta-feira, 25/04/2012.
A cúpula do PMDB no Senado subiu o tom e, nos bastidores, já ameaça convocar o ex-presidente Lula a se explicar caso o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, seja chamado a depor na CPI mista que investigará os esquemas do bicheiro Carlos Cachoeira. Lula é suspeito de aceitar suposta doação de R$ 1 milhão do contraventor, para sua campanha de 2002, em troca da legalização dos bingos. 
Blindagem – Temendo virar alvo de adversários na CPI, devido ao aumento de contratos com a Delta no Rio, Sergio Cabral pediu apoio ao PMDB.
Comento:
O que escrever sobre tais notícias?
O que dizer sobre a possibilidade de arranjos na condução da investigação a respeito de um dos casos mais graves envolvendo políticos no Brasil?
Sinceramente, isso tudo é uma vergonha, a desmoralização completa do Brasil, o país do mensalão ainda impune.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 22 de abril de 2012

REVISTA VEJA - PRIMERO ROUND - GRAVÍSSIMO.

Prezados leitores, destaco um trecho da reportagem publicada pela Revista Veja sobre a CPI do Cachoeira, intitulada "O Primeiro Round". O trecho está publicado na página 80:
"( ... ) O procurador Marinus Marsico, representante do Ministério Público no Tribunal de Contas da União, diz que os aditivos que inflam os contratos não têm outro nome: "É roubalheira mesmo". Incentivador da CPI do Cachoeira, o ex-presidente Lula sabe dos riscos embutidos na investigação de aliados. Na quarta-feira, ele perguntou a peemedebistas: "E o Serginho, como está?". Ele se referia a Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro. Cabral é padrinho de casamento de Cavendish. Conheceram-se em 2000 e se tornaram amigos inseparáveis. O fortalecimento dessa relação foi acompanhadao pelo crescimento vertiginoso da Delta com a administração fluminense. Em dez anos, a empresa conseguiu 2,2 bilhões de reais com o estado do Rio. A maior parte - 1,4 bilhão - veio depois que Cabral assumiu o governo, em 2007 ( ... ).
Comento:
Isso tudo é gravíssimo!
Juntos Somos Fortes!

REVISTA VEJA - CAVENDISH, MUTOS AMIGOS INFLUENTES.

Juntos Somos Fortes!

REVISTA VEJA - CPI DO CACHOEIRA (DELTA) - PRIMEIRO ROUND.

REVISTA VEJA: 
Congresso. 
O primeiro round. 
A CPI criada para investigar os negócios do contraventor Carlos Cachoeira tem um grande desafio: desvendar o segredo do sucesso da empreiteira Delta, que tem na raiz de sua impressionante trajetória amizades influentes e pagamentos a políticos em troca de obras em governos e estatais. 
Hugo Marques, Daniel Pereira e Rodrigo Rangel.
VEJA publicou em maio do ano passado uma reportagem exclusiva mostrando o que já parecia ser muito mais que uma simples coincidência: a empreiteira Delta fora alçada à condição de maior parceira do governo federal no mesmo ano em que contratou os serviços de consultoria do deputado cassado e ex-ministro José Dirceu. A Delta, mostrou a reportagem de VEJA, além de multiplicar sua carteira de obras, expandira sua atuação para setores nos quais não tinha experiência, como óleo e gás. Na ocasião, dois ex-sócios da empresa forneceram a primeira pista para desvendar essa impressionante história de sucesso. Segundo o depoimento deles, a empreiteira usava a influência que mantinha junto a políticos para obter vantagens. O próprio presidente da empresa, Fernando Cavendish, explicou como agia e qual era o preço a ser pago. Ele disse que com "6 milhões de reais comprava um senador". Sua explicação seguinte ficaria famosa: "Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas pra c...". A conversa, gravada pelos ex-sócios, foi classificada como simples bravata por Cavendish. Não era. Ela era reveladora de um método (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

REVISTA ÉPOCA: CACHOEIRA DIZ QUE VAI "MATAR A PAU" ...

REVISTA ÉPOCA:
Cachoeira diz que vai “matar a pau” na Caixa Econômica Federal.
ÉPOCA tem acesso a diálogos em que o bicheiro comemora nomeação e contratos milionários com a CEF. Procurada pela reportagem, o banco afirma que vai abrir processo para apurar o caso.
ANDREI MEIRELES. 
ÉPOCA teve acesso com exclusividade a diálogos gravados (ouça os áudios abaixo) que mostram como a turma do bicheiro Carlinhos Cachoeira atua para conseguir negócios milionários com a Caixa Econômica Federal. Em uma conversa gravada pela Polícia Federal, em 14 de abril de 2011, o empresário Cláudio Abreu, então diretor da Delta Construções para o Centro-Oeste, diz, aos gritos, para Cachoeira que eles haviam ganhado um grande contrato com a CEF: a construção em Brasília do Centro Tecnológico da Caixa, uma obra no valor de R$69,7 milhões (Leiam mais). 
Juntos Somos Fortes!

sábado, 21 de abril de 2012

CPI DO CACHOEIRA (E SABE-SE LÁ DE QUEM MAIS).

O GLOBO: 
Delta deixa consórcio para reforma do Maracanã. 
Decisão foi tomada pelas empresas que integram o grupo. 
RIO - Empreiteira número 1 do PAC e investigada na CPI que apura atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, a Delta Construções vai sair do Consórcio Maracanã Rio 2014, que faz a reforma do estádio. A decisão foi tomada pela Andrade Gutierrez e pela Odebrecht, que integram o consórcio. Elas devem comprar a parte da Delta, que deixou, na última semana, de fazer aportes de recursos para a obra, e até 1º de maio deve sair do grupo. Citada no inquérito da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, a Delta recebeu do governo do estado do Rio, no ano passado, R$ 1,4 bilhão para todas as obras no estado. A empreiteira, que detém 30% do consórcio, não comentou a decisão. A Odebrecht tem 49% e a Andrade Gutierrez, 21%  (Leia mais).
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

OPERAÇÃO SALVA-DELTA...

REVISTA VEJA:
BLOG DO REINALDO AZEVEDO.
19/04/2012 às 14:29 
Anotem aí: está em curso a “Operação Salva-Delta”. Vejam o que fez hoje o peemedebita Pezão, governador de fato do Rio. 
Anotem aí: está em curso uma “Operação Salva-Delta”. Não sei se a construtora já contratou uma dessas empresas especializadas em “cuidar da imagem” de seus clientes — o que inclui trabalho de assessoria de imprensa, relações públicas e, sobretudo, plantação de notas em colunas influentes, mas tudo indica que sim. Esse é um dos ramos que mais prosperam no Brasil, que fazem milionários. Governos, governantes, políticos no geral e estatais estão entre os seus bons clientes. 
Aos poucos, vamos tomando ciência, ora vejam!, do lado verdadeiramente heroico de Fernando Cavendish, o dono da Delta. Entre outras coisas, somos convidados a condescender com a hipótese de que, quando atua em Goiás, a empresa mete o pé na jaca. No Rio, não! No Rio, certamente tudo é feito segundo o mais absoluto rigor. 
Nesta quinta, MAIS UMA VEZ, o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que é do PMDB (um dos partidos que vai comandar a CPI), saiu em defesa da construtora e de seu proprietário, Fernando Cavendish. Nota à margem: Pezão é o governador de fato do Estado, para o bem e para o mal. Sérgio Cabral é só uma espécie de garoto-propaganda. 
Pezão deu atestado de idoneidade à empresa: “A Delta é uma empresa muito agressiva, pratica preços menores, tem uma estrutura menor e é uma empresa agressiva, por isso ela tem mais contratos.” Foi além, informa o Estadão Online: “Os contratos obedeceram a todos os editais. Na lei de emergência a gente caracterizou muito bem. Era uma empresa que tinha muitos contratos em volta daquela tragédia, contratos com o governo federal, então era a empresa que tinha mais facilidade para nós acessarmos as máquinas, pedirmos as máquinas, então não temos problema nenhum. Sobre a quantidade, o valor que ela tem de contratos com o Estado, todas as empresas cresceram sua participação, o Estado aumentou cinco vezes o investimento, então não tem problema nenhum.” Também se disse amigo de todos os empreiteiros, não só de Cavendish: “Eu sou amigo de todos, fui secretário de obras. Então eu não vejo problema nenhum na CPI”, disse Pezão.
Já fez antes Ah, essa memória que não me abandona. Não é a primeira vez que Pezão faz a defesa entusiasmada de Cavendish. No dia 7 de julho do ano passado, inaugurando uma obra do PAC no Complexo do Alemão, na presença de Dilma Rousseff, o vice-governador exaltou o empresário e atacou os órgãos de fiscalização do Estado. Escrevi um post a respeito, que os convido a reler. Serve para lembrar as circunstâncias em que o elogio foi feito. 
Volto para encerrar. 
 Não há político no Brasil que tenha aprendido tanto com Luiz Inácio Lula da Silva como Sérgio Cabral, governador do Rio: imita-o na falta de limites, na disposição de afrontar a ordem legal, na marquetagem pessoal, no destemor com que desafia o ridículo. Todos o viram há pouco a lançar uma espécie de código de ética para o governo do estado. Seria uma iniciativa meritória não estivesse em questão o comportamento do próprio Cabral, chegado a receber favores de bilionários com sólidos interesses na administração.  
A promiscuidade, há muito conhecida, ganhou tinturas dramáticas com o acidente de helicóptero que matou piloto, duas crianças, uma babá e três mulheres: Mariana Noleto, namorada de um filho de Cabral do primeiro casamento; Jordana Kfuri, mulher do empreiteiro Fernando Cavendish, e Fernanda, irmã de Jordana e namorada de Cabral, que se divorciou só ontem de sua segunda mulher. No Rio, todos sabem disso, mas preferem falar do barquinho que vai e da tardinha que cai. Estavam reunidos na Bahia para comemorar o aniversário de Cavendish, um homem de trajetória empresarial, como dizer?, um tanto conturbada. A Delta toca obras de mais R$ 1 bilhão no estado do Rio, mais de R$ 200 milhões desse total sem concorrência. 
A proximidade do governador Sérgio Cabral com Cavendish, dono da Delta, e favores outros recebidos de Eike Batista, somados ao drama pessoal vivido pelo homem Sérgio Cabral lançaram o seu governo numa espécie de crise de credibilidade. De súbito, o político que consegue dosar com grande competência, admito, fanfarronice, dramaticidade, populismo e até certos ecos daquela estereotipia do “malandragem” carioca se viu sorumbático, um tanto abatido, atropelado pela sua falta de senso de medida, como uma espécie de ressaca que sobreviesse à alegria que leva um jovem a exagerar na dose. Foi, assim, nesse seu momento taciturno, que o tal código veio à luz, como se não houvesse leis que desaconselhassem Cabral a usar o jatinho de um ou a participar do convescote de outro…  
Pois bem. Ontem, a presidente Dilma Rousseff foi ao Rio inaugurar o teleférico no Complexo do Alemão. Em um mês, a presidente teve de demitir dois ministros: Antonio Palocci saiu no dia 7 de junho, e Alfredo Nascimento, no dia 6 de julho. Embora os dois estejam envolvidos em casos de natureza distinta, pode-se dizer que uma coisa os une: a falta de liturgia ao lidar com o interesse público. O caso de Nascimento é mais grave para o governo porque envolve uma fatia da base de apoio no Congresso. Muito bem.  
Cabral ainda está na sua fase de recolhimento. O grande orador do governo do Rio foi o vice-governador, Luiz Fernando Pezão. E ele não hesitou: “Ninguém sabe no Brasil mais do que a senhora (Dilma Rousseff) o que é fazer obra pública neste País (…) Eu queria aqui dividir esse momento (…) por nós estarmos celebrando de vencer a burocracia toda, de vencer os ministérios públicos, de vencer todas as dificuldades que existem num processo como esse”.  
Em seguida, metendo os pezões pelas mãos, mostrou-se grato às empreiteiras, inclusive à Delta, a empresa de Cavendish, também citada nominalmente. 
Eu sempre me emociono quando vejo um governante falar das enormes dificuldades legais que os patriotas enfrentam para governar o Brasil, como se todos eles nos fizessem um enorme favor, abrindo mão dos próprios interesses para defender os nossos. Eu estou entre aqueles que, de vez em quando, enroscam com uma exigência ou outra do Ministério Público, mas eu posso! A homens públicos não cabe fazer proselitismo contra órgãos encarregados de fiscalizar a conduta de… homens públicos! Essa era uma das peças de resistência de Lula, que atacou de modo sistemático, nos seus oito anos de governo, o Tribunal de Contas da União, por exemplo. São dias realmente muito especiais estes que vivemos. Uma presidente que acaba de demitir a cúpula de um Ministério diante de evidências gritantes de corrupção ouve um vice-governador ser grato às empreiteiras - inclusive àquela que é pivô da crise que enfrenta o governador - e atacar os “ministérios públicos”. Esta mesma presidente impôs ao Congresso um regime de concessão de obras públicas para a Copa do Mundo que poderá, por comparação, fazer gente como Valdemar Costa Neto parecer um coroinha. Na prática, o texto devolve o país à selvageria pré-lei de licitações.  
Estamos sendo governados por heróis que descobriram as virtudes revolucionárias de jogar no lixo as leis. 
Encerro Pezão assegurar que tudo está certo em seu governo é do jogo. Atestar a idoneidade de um empresário que vai ser investigado pela CPI, de que seu partido é um dos comandantes, está fora das regras. Se o elogio à Delta em julho do ano passado já era impróprio, muito mais despropositado se mostra agora. Quando o vice-governador do Rio (e governante de fato) — o estado mais rico administrado pelo PMDB — assevera que o empresário que deveria ser um dos principais focos da CPI está acima de qualquer suspeita, algo de muito errado está em curso. Ou a CPI não vai investigar o essencial ou servirá apenas como instrumento de vingança contra dois ou três desafetos da maioria influente. 
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

CACHOEIRA, O TERCEIRO HOMEM DE CAROL REED E ORSON WELLES.

TRIBUNA DA INTERNET: 
Cachoeira, o terceiro homem de Carol Reed e Orson Welles. 
quinta-feira, 19 de abril de 2012 | 04:48 
Pedro do Coutto 
Leio as reportagens de O Globo e da Folha de São Paulo publicadas no domingo 15, sobre a nova ligação de Carlos Cachoeira, agora com a Delta Construções, e me vem à lembrança "O Terceiro Homem", filme de Carol Reed e que tem no elenco Orson Welles como o protagonista principal. O terceiro homem aparecia, desaparecia, reaparecia nas situações mais misteriosas. 
É o caso de Carlos Ramos Cachoeira, esse homem fatal, como escrevi há poucos dias, intermediário compulsivo de não se sabe quantas transações ilegais. Evidentemente uma fonte de distribuição de dinheiro. Não há dúvida quanto a ilegalidade, pois se sua atuação fosse legal não necessitaria utilizar o nome de terceiros para não aparecer no centro do palco. Agora: por que uma empresa forte como a Delta precisava de Cachoeira? 
Esta explicação cabe a Fernando Cavendish, controlador e presidente da empresa. Ele, Fernando Cavendish, inclusive, demitiu um dos diretores exatamente por desempenhar o papel de ponte entre a sombra e a claridade dos acontecimentos. Incrível. A Delta, segundo O Globo e a Folha de São Paulo, é a empresa que mais obras executa para o PAC, na área federal. Mas igualmente tem fortíssima participação nas obras do governo do Rio de Janeiro. A modernização do Maracanã, estádio Mário Filho, se não me engano, a principal. A construção do novo prédio do Forum, outra. 
As reportagens a que me refiro – cito sempre a fonte – são de Leandro Colon e Fernando Melo. Na Folha de São Paulo. E, no O Globo, de Cássio Bruno, Luiza Damé, Evandro Éboli e Maiá Menezes. A foto de Gustavo Miranda. Causam perplexidade, o que é muito, no Brasil, país em que os escândalos e o tráfico de influência entre o interesse privado e o poder público estão se transformando em rotina. 
O que espanta, no caso da Delta, é como uma empresa de tal porte necessitava da influência de Cachoeira, um empresário de presença negativa em todas as transações de que participa. Inclusive, quanto a Delta, emergia das sombras um outro personagem controverso: Giovani Pereira da Silva, em nome de quem a Delta fazia depósitos numa agência do HSBC. 
Em paralelamente, efetuava saques originários de depósitos do grupo Cavendish. Depósitos e saques diretos ocorreram em alta sequência tanto em 2010, ano eleitoral, quanto em 2011. Uma loucura. Principalmente de parte de Fernando Cavendish. Como pode ele aceitar abastecer as águas de Cachoeira, o que já era profundamente ilegal, como, ainda por cima, deixar um rastro facilmente identificável. Tanto assim que foi revelado pela Polícia Federal. 
As provas estão no HSBC. E também, neste momento, na consciência da opinião pública. Falta que ingressem na lógica dos governantes que, na melhor das hipóteses, por omissão, não conseguiram perceber o que se passava. 
E o que continua se passando, a seu redor. 
É assim que o dinheiro público se evapora como um jato do antigo lança perfume, durante décadas no passado, um dos símbolos do carnaval carioca. Por que a intermediação de Cachoeira, se problemas e etapas dos contratos, incluindo o pagamento das faturas, seriam simplesmente solucionados pelas duas pontas dos processos? Lavagem de dinheiro? Não. Pois no caso funcionou ao contrário. Colocar-se sempre um terceiro homem em qualquer questão é encarecer e dificultar tudo. 
Comecei citando "O Terceiro Homem". Termino recorrendo a Hitchcock: Cachoeira é também "O Homem Que Sabia Demais". Esta semana instala-se a CPI para ouvir a sua narrativa. Será certamente das maiores. Da dimensão das consequências. 
Juntos Somos Fortes!

DEPUTADO FEDERAL GAROTINHO FAZ GRAVES DENÚNCIAS.

BLOG DO GAROTINHO:
18/04/2012 20:14
“Fala Garotinho” adianta que Fernando Cavendish está soltando neste momento uma “bomba” para a Folha de S. Paulo
No vídeo gravado às 19h30m em seu gabinete, Garotinho revela que Fernando Cavendish partiu o ataque achando que foi traído por Carlinhos Cachoeira.

Em tempo: Está marcada para amanhã, às 10h30m, a sessão conjunta da Câmara e do Senado, onde será instalada oficialmente a CPI do Cachoeira.
Juntos Somos Fortes!

A CACHOEIRA DESÁGUA NUM DELTA QUE AMEAÇA TRANSFORMAR CABRAL EM FLAGELADO POLÍTICO - BLOG DO AUGUSTO NUNES.

REVISTA VEJA
BLOG DO AUGUSTO NUNES
DIRETO AO PONTO
18/4/12
A cachoeira deságua num delta que ameaça transformar Cabral em flagelado político.
Por que o governador Sérgio Cabral anda tão inquieto com a instauração da CPI do Cachoeira? Por saber que a cachoeira deságua num delta que pode inundar o Palácio Guanabara e transformar em flagelados políticos os donos do poder no Rio de Janeiro. Mais detalhes no post de agosto de 2011 reproduzido na seção-VALE REPRISE
REVISTA VEJA
BLOG DO AUGUSTO NUNES
DIRETO AO PONTO
21/08/2011
Às 18:03 \ Direto ao Ponto
O bilionário acasalamento de cabrais e cavendishs irriga os canteiros de obras
Depois de deixar eventuais explicações por conta da assessoria de imprensa, Sérgio Cabral saiu de seus cuidados para comentar a descoberta de que o governo do Rio acabou de beneficiar a Delta Construções, pertencente ao empresário Fernando Cavendish, com outro lote de “contratos para obras emergenciais” ─ sem licitação, naturalmente ─ que somam R$ 37,6 milhões. “Eu tomei conhecimento com a imprensa, não estava nem sabendo”, desconversou Cabral.
Com apenas 10 palavras, o declarante conseguiu, simultaneamente, agredir a língua portuguesa, atropelar a verdade, menosprezar a inteligência alheia, zombar da polícia, do Ministério Público e da Justiça ─ e deixar claro que se trata de um reincidente patológico. Ele prometera criar juízo ao emergir do período de luto decretado em 17 de julho pela queda de um helicóptero no litoral da Bahia. Pelo jeito, piorou.
Só no primeiro semestre deste ano, Cabral irrigou com R$ 58,7 milhões os canteiros de obras sem licitação da Delta. Abalroado pelo acidente que escancarou as relações mais que promíscuas que o ligam à família do amigo, anfitrião, patrocinador, agente de viagens e contraparente Fernando Cavendish, encomendou um código de conduta para vigiar-se. A nova safra de negócios malandros confirma que a encomenda foi mais um monumento ao cinismo.
Os contratos foram assinados por Luiz Fernando Pesão, secretário de Obras, vice-governador e candidato à sucessão do chefe e amigo. Um porta-voz da secretaria lembrou que as obras “têm alta complexidade” e que parte do dinheiro vem do governo federal. Uma nota da Delta engrossou o discurso sobre o nada: “A motivação para a escolha da Delta para obras emergenciais é o fato da empresa ter capacidade e agilidade para atender a essas demandas”.
Deve ser a única no mundo. Nos últimos quatro anos e sete meses, a empresa Cavendish faturou, em contratos com o governo do Rio, R$ 1,3 bilhão. A coisa fica mais espantosa quando exposta pela procissão de zeros à direita: R$ 1.300.000.000.00. O bilionário acasalamento de cabrais e cavendishs não é caso para código de conduta. É coisa para o Código Penal.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A FALÊNCIA MÚLTIPLA DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS - ARNALDO JABOUR.

O Estado de S.Paulo
A falência múltipla dos órgãos públicos
ARNALDO JABOR
Os corruptos ajudam-nos a descobrir o País. Há sete anos, Roberto Jefferson nos abriu a cortina do mensalão. Agora, com a dupla personalidade de Demóstenes Torres, descortinamos rios e florestas e a imensa paisagem de Cachoeira. Jefferson teve uma importância ideológica.
Cachoeira é uma inovação sociológica. Cachoeira é uma aula magna de ciência política sobre o Sistema do País. Vamos aprender muito com essa crise. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras, de palavras que eclodiram diante de nossos olhos nas últimas semanas. Meu Deus, que riqueza, que profusão de cores e ritmos em nossa consciência política! Que fartura de novidades da sordidez social, tão fecunda quanto a beleza de nossas matas, cachoeiras, várzeas e flores.
Roberto Jefferson denunciou os bolchevistas no poder, os corruptos que roubavam por "bons motivos", pelo "bem do povo", na base dos "fins que justificam os meios". E, assim, defenestrou a gangue de netinhos de Lenin que cercavam o Lula que, com sua imensa sorte, se livrou dos mandachuvas que o dominavam. Cachoeira é uma alegoria viva do patrimonialismo, a desgraça secular que devasta a história de nosso País. Sarney também seria 'didático', mas nada gruda nele, em seu terno de 'teflon'; no entanto, quem estudasse sua vida entenderia o retrato perfeito do atraso brasileiro dos últimos 50 anos.
Cachoeira é a verdade brasileira explícita, é o retrato do adultério permanente entre a coisa pública e privada, aperfeiçoado nos últimos dez anos, graças à maior invenção de Lula: a 'ingovernabilidade'.
Cachoeira é um acidente que rompeu a lisa aparência da 'normalidade' oficial do País. Sempre soubemos que os negócios entre governo e iniciativa privada vêm envenenados pelas eternas malandragens: invenção de despesas inúteis (como as lanchas do Ministério da Pesca), superfaturamento de compras, divisão de propinas, enfrentamento descarado de flagrantes, porque perder a dignidade vale a pena, se a grana for boa, cabeça erguida negando tudo, uns meses de humilhações ignoradas pelo cinismo e pela confiança de que a Justiça cega, surda e muda vai salvá-los. De resto, com a grana na 'cumbuca', as feridas cicatrizam logo.
O governo do PT desmoralizou o escândalo e Cachoeira é o monumento que Lula esculpiu. Lula inventou a ingovernabilidade em seu proveito pessoal. Não foi nem por estratégia política por um fim 'maior' - foi só para ele.
Achávamos a corrupção uma exceção, um pecado, mas hoje vemos que o PT transformou a corrupção em uma forma de governo, em um instrumento de trabalho. A corrupção pública e a privada é muito mais grave e lesiva que o tráfico de drogas.
Lula teve a esperteza de usar nossa anomalia secular em projeto de governo. Essa foi a realização mais profunda do governo Lula: o escancaramento didático do patrimonialismo burguês e o desenho de um novo e 'peronista' patrimonialismo de Estado.
Quando o paladino da moralidade Demóstenes ficou nu, foi uma mão na roda para dezenas de ladrões que moram no Congresso: "Se ele também rouba, vamos usá-lo como um Omo, um sabão em pó para nos lavar, vamos nos esconder atrás dele, vamos expor nosso escândalo por seu comportamento e, assim, seremos esquecidos!"
Os maiores assaltantes se horrorizaram, com boquinha de nojo e olhos em alvo: "Meu Deus... como ele pôde fazer isso?..."
Usam-no como um oportuno bode expiatório, mas ele é mais um 'boi de piranha' tardio, que vai na frente para a boiada se lavar atrás.
Demóstenes foi uma isca. O PT inventou a isca e foi o primeiro a mordê-la. "Otimo!" - berrou o famoso estalinista Rui Falcão - "Agora vamos revelar a farsa do mensalão!" - no mesmo tom em que o assassino iraniano disse que não houve holocausto. "Não houve o mensalão; foi a mídia que inventou, porque está comprada pela oposição!" Os neototalitários não desistem da repressão à imprensa democrática...
E foi o Lula que estimulou a CPI, mesmo prejudicando o governo de Dilma, que ele usa como faxineira também das performances midiáticas que cometeu em seu governo. Dilma está aborrecida. Ela não concorda que as investigações possam servir para que o Partido se vingue dos meios de comunicação e não quer paralisar o Congresso. Mas Lula não liga. "Ela que se vire..." - ele pensa em seu egoísmo, secretamente, até querendo que ela se dane, para ele voltar em 14. Agora, todo mundo está com medo, além da presidente. O PT está receoso - talvez vagamente arrependido. Pode voltar tudo: aloprados, caixas 2 falsas, a volta de Jefferson, Celso Daniel, tantas coisinhas miúdas... A CPI é um poço sem fundo. O PMDB, liderado pelo comandante do atraso Sarney, também está com medo. A velha raposa foi contra, pois sabe que merda não tem bússola e pode espirrar neles. Vejam o pânico de presidir o Conselho de Ética, conselho que tem membros com graves problema na Justiça. Se bem que é maravilhoso o povo saber que Renan, Juca, Humberto Alves, Gim Argello, Collor serão os 'catões', os puros defensores da decência... Não é sublime tudo isso? Nunca antes, em nossa história, alianças tão espúrias tiveram o condão de nos ensinar tanto sobre o Brasil. A cada dia nos tornamos mais sábios, mais cultos sobre essa grande chácara de oligarquias. E eu estou otimista. Acho que tudo que ocorre vai nos ensinar muito. Há qualquer coisa de novo nessa imundície. O mundo atual demanda um pouco mais de decência política. Cachoeira, Jefferson, Durval Barbosa nos ensinam muito. Estamos progredindo, pois aparece mais a secular engrenagem latrinária que funciona abaixo dos esgotos da pátria. A verdade está nos intestinos da política.
Mas, o País é tão frágil, tão dependente de acasos, que vivemos com o suspense do julgamento do mensalão pelo STF.
Se o ministro Ricardo Lewandowski não terminar sua lenta leitura do processo, nada acontecerá e a Justiça estará desmoralizada para sempre.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 17 de abril de 2012

RIO: GOVERNADOR E VICE VIAJAM PARA CONHECER ESCADA ROLANTE NA COLÔMBIA NO MEIO DA CRISE.

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
DONO DA DELTA FALA DA COMPRA DE POLÍTICOS!
- VIAGEM PROVIDENCIAL!
Enquanto seu amigo íntimo e vizinho dono da Delta, está no núcleo do caso Cachoeira, o governador Cabral viaja com seu vice para Medellín, Colômbia, para conhecer escada rolante, em favela e não ter que dar entrevistas a respeito. Dizem que vêm grampos, chuvas e trovoadas que afogam o PMDB-RJ.
- (Folha de SP, 17) Em conversa gravada em dezembro de 2009, o dono da Delta Construções S/A, Fernando Cavendish, afirma que é possível ganhar contratos com o poder público subornando políticos. "Se eu botar 30 milhões [de reais] na mão de político, eu sou convidado pra coisa pra caralho. Se eu botasse dez pau que seja na mão dele... Dez pau? Ah... Não é que seja um monte de dinheiro não, mas eu ia ganhar negócio. Ô...", diz Cavendish, que não se refere a caso específico. "Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado. 'Ô senador fulano de tal, tá aqui. Se convidar, eu boto o dinheiro na tua mão'", continua. A gravação foi publicada ontem no blog Quid Novi, do jornalista Mino Pedrosa, que já trabalhou para Cachoeira.
Juntos Somos Fortes!