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domingo, 26 de outubro de 2014

OS GRANDES VENCEDORES SÃO OS MARQUETEIROS DE PEZÃO



Prezados leitores, a análise que apresentamos nesse artigo parte da premissa de que as nossas urnas eleitorais são confiáveis, portanto, estamos considerando que os resultados apresentados no primeiro turno e os resultados a serem apresentados pela justiça eleitoral nesse segundo turno representem a verdade.
Hoje será realizado o segundo turno no Rio de Janeiro, onde milhões de eleitores irão votar em Pezão, votar em Crivella, votar em branco, anular o voto ou, simplesmente, não comparecerão para votar (abstenção).
Os\ eleitores escolherão quem governará o estado no quadriênio 2015-2018.
As pesquisas dos institutos de pesquisa mais famosos indicam  ontem que Pezão será o vencedor e com grande margem, mas eles erram com muita frequência e o resultado poderá ser a vitória de Crivella.
Seja qual for o resultado, os grandes vencedores dessa eleição são os marqueteiros de Pezão, eles deram um show de competência.
Sim,  eles tiveram milhões e milhões de reais para promover Pezão e uma coligação gigantesca que proporcionou um tempo muito superior na propaganda eleitoral no primeiro turno, mas não foram apenas esses dois fatores que conduziram ao sucesso.
O fato de levar Pezão para o segundo turno por si só deve ser considerada uma grande vitória diante das limitações do candidato, situação que ficou claríssima nos debates, onde Pezão demonstrou dificuldade para desenvolver o raciocínio e articular as palavras.
Não só colocaram Pezão no segundo turno, mas o colocaram na liderança.
A estratégia foi muito simples, talvez esse tenha sido o segredo do sucesso: a simplicidade.
1) Esconderam que Pezão foi vice de Cabral por mais de sete anos. 
Isso era indispensável pois Sérgio Cabral quase foi expulso do Palácio Guanabara pelo povo no ano passado.
Eles conseguiram fazer isso muito bem, descolaram Pezão de Cabral, tanto que uma pesquisa revelou recentemente que metade dos eleitores não sabem que Pezão foi vice de Cabral.
2) Esconderam fisicamente o próprio Sérgio Cabral.
O ex-governador sumiu.
Ninguém sabia onde estava, ninguém via.
Sumiço completo.
3) Esconderam o nome do vice de Pezão.
Importantíssimo, sobretudo após surgir o nome do senador Dornelles, como sendo um dos possíveis envolvidos no escândalo da Petrobras.
Sem dúvida, os marqueteiros de Pezão foram brilhantes.
Não podemos deixar de registrar que eles tiveram a colaboração, por assim dizer, dos marqueteiros dos outros candidatos, que não conseguiram reverter a estratégia, basicamente, colando o nome de Pezão em Cabral, pois bastava isso para Pezão nem chegar ao segundo turno.
Vida que segue, uns vencem, outros perdem.

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

IMPRENSA ESPORTIVA BRASILEIRA - MENTIRAS ESQUECIDAS QUE VOCÊ ACREDITA



"SITE AQIPOSSA
sexta-feira, dezembro 27, 2013
Postado por: Aqipossa
Imprensa esportiva brasileira - Mentiras esquecidas nas quais ainda se acredita 
Este é um Guest Post
A incrível impunidade com a qual a imprensa esportiva brasileira se deleita em factóides e falsidades impõe, a quem compreende a motivação dos agentes midiáticos, o dever de alertar o consumidor que o que lhe vendem nos dias de hoje como "jornalismo esportivo" é um produto muito diferente daquele que lhe vendiam nos bons tempos de João Saldanha e Nelson Rodrigues.
Informações flagrantemente falsas e manipuladas se disseminam em manchetes por todo Brasil em questão de minutos como se fossem verdades estabelecidas, enquanto erratas e desmentidos, quando surgem, surgem modestamente, aos pouquinhos, em notinhas quase ocultas sem a necessária força para rechaçar a massa homogênea de mentiras que envolveu a multidão. Percebe-se facilmente o fenômeno por via da incessante repetição de mentiras, falsidades e factóides nas mídias sociais como se fatos e verdades fossem.
A maciça difusão midiática de inverdades, convém alertar, não é casual, tampouco uma finalidade em si. Ela tem uma meta específica e está inserida numa estratégia geral que, por via da mesma difusão midiática em massa, prepara sua ocorrência e produz e colhe seus resultados. Como num trabalho de engenharia, a demolição da verdade deve ser precedida pelo projeto de edificação da mentira e sucedida pela obra criminosa de linchamento moral da vitima (o indesejado obstáculo a ser removido), para que as mentiras se transfigurem em vantagens concretas, naturalmente, para o adversário dessa vítima. Logo, a regra de ouro para uma análise precisa desse trabalho de engenharia da informação é a de observar contra quem a mídia dispara a campanha de linchamento moral e compreender que o beneficiário das vantagens e co-autor do crime é, necessariamente, o adversário da vítima.
A manipulação da história e da imagem do Fluminense Football Club é exemplar para que se compreenda o criminoso trabalho de engenharia da informação conduzido pela imprensa esportiva brasileira. Falsidades históricas e manifestações difamatórias de escárnio covardemente forjadas nas redações para que, sistematicamente repetidas, fossem plantadas como espontâneas e verdadeiras no imaginário dos torcedores em geral, são violência simbólica em estado bruto. Essas falsidades servem não só para carimbar caluniosamente o clube e seus torcedores com os estigmas da vergonha e da imoralidade mas, primordialmente, ao propósito de intimidar e, por via de constrangimento e inibição, destituir o clube e sua torcida dos seus meios de autodefesa. Desta forma, esvaziam e debilitam a identificação dos torcedores com o clube. Não por mera coincidência testemunhamos hoje nas mídias sociais tantos torcedores do próprio Fluminense defendendo a absurda tese de que o clube deveria assumir uma culpa que não é sua e renunciar aos próprios direitos, tanto o de defesa no tribunal quanto o de jogar a Série A e até mesmo ao legítimo direito de comemorar.
Convém de novo alertar: a lente que os jornalistas esportivos de hoje impõem aos fatos não serve para refletí-los, mas para, premeditada e deliberadamente, distorcê-los e substituí-los por ficções. São remunerados esses jornalistas esportivos, nos veículos de comunicação de massa, não para produzir notícias e comentários com isenção, mas para desempenhar o papel de agentes de transformação. A imprensa esportiva não mais trabalha para divulgar os fatos e escrever a história, e sim para transformar o futebol brasileiro, para fazer do futebol brasileiro um produto de laboratório pautado na ideologia comercial da bipolarização nacional, nos moldes do futebol espanhol. Faz a imprensa esportiva um trabalho de engenharia para induzir os torcedores a acreditar no que ela quer que acreditem e, por consequência, a se comportar da maneira que ela quer que se comportem.
A provocação deliberada de ondas de linchamento moral (e, por via delas, a indução de sentimentos de vergonha, constrangimento, medo de isolamento e inibição nas vítimas, de modo a silenciá-las e excluí-las da arena) é o método predileto de gente como André Rizek, Mauro Cézar Pereira, Antero Greco, Milton Neves, Fábio Sormani, Márcio Guedes e Renato Maurício Prado, dentre outros que se prestam ao papel de agentes dessa prática criminosa. Criminosa pois, além de caluniosa e difamatória, sabe-se muito bem, desde os tempos do holocausto na Alemanha Nazista, que a demolição moral e a violência simbólica precedem e preparam o terreno para a violência física propriamente dita contra um determinado segmento da sociedade. Por exemplo, hoje acumulam-se denúncias de que crianças, naturalmente indefesas por sua condição de criança, vêm sendo contundentemente insultadas e achincalhadas por adultos pelo "crime" de torcer pelo Fluminense. Quando soube dos casos de um menino de aproximadamente 12 anos, vestido com a camisa do Fluminense, física e covardemente agredido por um adulto furioso no centro do Rio de Janeiro e de uma menina de 3 (TRÊS!) anos no colo do pai, também vestida com a camisa do Fluminense, sendo alvo sistemático de insultos coléricos na rua, lembrei da cara de cada um desses jornalistas esportivos, deliberadamente difundindo mentiras e falsidades, premeditadamente manipulando informações, destilando ódio nas TVs, nos jornais, nas mídias eletrônicas e sociais.
Contudo, não é esse artigo que deve açoitá-los. É a Lei que deve ser a resposta aos criminosos.
Por isso conclamo cada cidadão consciente e de bem, capaz de compreender o risco a que todos nós estamos submetidos ao condescender com essa prática de engenharia da informação, de fabricação de linchamento moral, a coletar, na Internet, as provas dos crimes de calúnia e difamação promovidos por esses e muitos outros agentes da imprensa esportiva brasileira, para que se possa formalmente denunciá-los às autoridades competentes.
Conclamo também as autoridades a considerar a tese de indiciamento no artigo 171 por crime de estelionato (obter, para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento) e no artigo 288 por crime de formação de quadrilha (associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes).
Como cidadãos, esses agentes da imprensa esportiva não são dignos de nosso respeito. Pelos crimes que cometem, não merecem nossa condescendência.
Guest Post escrito por Dodô - Leitor e colaborador do AQIPOSSA (Fonte)". 

BREVE COMENTÁRIO:
Eu escreverei um texto sobre o artigo do AQIPOSSA. Não se assustem, será breve, não terá a extensão dos artigos da série "O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa" (Links para todos os artigos), nem a duração do vídeo explicativo (Link).
Nesse momento, deixo uma reflexão para vocês:




"Uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade" 
(Joseph Goebbels - Ministro de Propaganda do Nazismo)

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

PERICULUM IN MORA - PROFESSOR MARCELO ADRIANO NUNES DE JESUS

É fato que diariamente presenciamos um sem número de eventos importantes para a manutenção da Pax societa e que talvez pela correria do dia-a-dia não lhe demos a devida importância e dos futuros e imprevisíveis resultados disso. 
Os princípios gerais do processo de índole constitucional – previstos em todas as normas das sociedades democráticas de direito -, preveem, entre outras coisas, a presença de juiz natural, imparcialidade, igualdade, contraditório, publicidade dentre vários outros por parte daqueles que estão julgando. Esses princípios encerram a garantia de que todos aqueles que sejam levados a se explicar nos tribunais terão um tratamento justo, imparcial e dirigido por pessoas competentes: é o chamado Estado-Juízo. 
Esses princípios estão inseridos no iuris puniendi, ou o monopólio que o Estado tem, e somente o Estado, de julgar e punir. Vejamos o que diz nesse sentido o artigo 345 do Código Penal: 
“Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite.” 
Isso significa que ninguém poderá substituir o Estado-Juízo nos julgamentos e sanções, - com exceção daqueles previstos em lei - ainda que a pretensão do autor seja legítima. 
A título de ilustração tomemos o exemplo da trama da novela “Avenida Brasil”, veiculada pela Rede Globo de Televisão. Ali, é narrada a história de uma jovem – “Rita -, que quando criança viu a morte de seu pai ser arquitetada por sua madrasta em conluio com seu amante e que depois se vê abandonada em um “lixão” da cidade e a partir disso cresce com a ideia fixa de vingança, que embora “legítima”, não dá a ela tal direito. Observa-se que a “Rita”, mesmo antes de atingir seu objetivo principal – destruir a vida da personagem “Carminha” e a reboque todos a seu redor - já cometeu vários crimes e mesmo assim é a “mocinha” da história. 
Ainda que a emissora esteja exibindo uma ficção, a partir dela pessoas são influenciadas. É preciso ler nas entrelinhas dos discursos, mesmo naqueles aparentemente inofensivos e que se escondem atrás de entretenimentos o que é e o que não conveniente participar. É o preço que se paga pela democracia. Quase ou nenhum controle naquilo que é veiculado nas grandes mídias. 
Se se quer emissoras de televisão exibindo programação de melhor qualidade a mudança nesse sentido tem que partir dos telespectadores. Tv’s vendem comerciais. A África do Sul viveu durante 48 anos um regime de segregação racial que separava a maioria da população (negros, indianos, árabes e outros) da minoria branca que estava no poder. Depois de inúmeras tentativas de derrubar o regime – inclusive a luta armada – Nelson Mandela, um dos lideres do movimento que ficou 27 anos preso, achou uma maneira bem simples de resolver a questão: deixar de comprar qualquer coisa que fosse produzida pelos brancos, mesmo uma simples caixa de fósforos. O resultado desse boicote foi o enorme prejuízo de empresas multinacionais estabelecidas naquele país e a pressão internacional para o fim do regime. Não por mera comiseração das nações, mas antes, pelos prejuízos financeiros que as grandes potências estavam amargando. Em 1990 nascia uma nova África do Sul, livre do Aparthaid. 
Conforme dito emissoras de televisão vendem comerciais e propagandas, e o periculum in mora de uma decisão da sociedade em mudar aquilo que considera inconveniente pode trazer sérias e dolorosas consequências a seus filho, e isso não é ficção, é a realidade. 
A luta (desarmada) continua. 
Bom Jesus do Norte, ES, 19 de julho de 2012. 
Marcelo Adriano Nunes de Jesus 
Juntos Somos Fortes!