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sexta-feira, 7 de julho de 2017

ARTIGO "NO BRASIL, ATÉ O PASSADO É IMPREVISÍVEL" - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA

Ex-presidente Lula e presidente Temer

Prezados leitores, transcrevemos um  novo artigo da socióloga Maria Lucia Victor Barbosa.

“NO BRASIL, ATÉ O PASSADO É IMPREVISÍVEL”

Maria Lucia Victor Barbosa
03/07/2017

A frase que dá título a esse artigo, de autoria de Pedro Malan é um misto de ironia e humor e visa traduzir o que somos, especialmente quando atualmente é desnudada de modo mais amplo a barafunda nacional na qual os governantes, associados a grandes magnatas, nos transformaram numa Réucracia que luta para continuar impune.
Para reforçar a ideia cito Raymundo Faoro que em sua obra-prima, “Os Donos do Poder”, escreveu de modo lapidar: “A civilização brasileira, como personagem de Machado de Assis, chama-se Veleidade, sombra coada entre sombras, ser e não ser, ir e não ir, a indefinição das formas e da vontade criadora”.
Escrito em 1958, a afirmação de Faoro continua atual sendo que as sombras que nos envolvem se estendem agora mais tenebrosas, envolvendo os Três Poderes e obscurecendo o futuro cada vez mais imprevisível.
Desse modo, quando a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, exorta o povo a acreditar na Justiça, dá a impressão de que a ilustre magistrada paira fora da realidade na medida em que nos atuais julgamentos, em que pese o linguajar jurídico das sentenças, o conteúdo é claramente político.
Por exemplo, nada acontece com o senador Renan Calheiros, que acumulando processos há anos debochou do STF ao não atender um oficial de Justiça. Por uma manobra política ele continuou no cargo de presidente do Senado, portanto do Congresso. Relembre-se o episódio do impeachment de Dilma Rousseff em que Calheiros, em articulação com o PT, rasgou a Constituição juntamente com o presidente do STF Ricardo Lewandowski ao salvaguardar os direitos políticos da presidente cassada. Como se vê, ele tem boas relações políticas.
Ao contrário, o STF mandou prender o senador Delcídio do Amaral. Afastou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha que, finalmente cassado foi preso. Os ministros discutem sobre foro privilegiado, mas parece que isso é algo relativo, pois tudo começa com o afastamento do parlamentar feito por eles e não pelo Congresso.
Recentemente, o senador Aécio Neve foi afastado de suas funções, sua prisão chegou a ser pedida, mas, em um daqueles “ir e vir” que faz parte de nossa Veleidade foi restituído ao cargo.
Tudo isso não quer dizer que os políticos que comentem crimes não davam ser julgados, mas, sim que sejam feitos julgamentos a partir da lei igual para todos e não do Direito Alternativo, aquele que julga conforme as emoções, inclinações pessoais e interesses de juízes. Pode-se dizer também diante do que acontece, que o Judiciário rompeu o equilíbrio entre os Poderes e governa o país.
E o que comentar sobre um dos casos mais clamoroso, o dos Irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da J&F o triunfante conglomerado de empresas? Sua trajetória fulminante foi fruto de esforço, competência, trabalho árduo? Não. Quem lhes abriu as portas às instâncias governamentais para que pudessem subornar, traficar influência, receber bilhões, cometer quaisquer práticas criminosas e ajudar a desgraçar ainda mais a combalida economia brasileira foi Lula da Silva. 
Joesley, na sua famosa gravação clandestina com o presidente Temer acabou de conturbar o quadro político e ainda ganhou com compra de dólares. O que aconteceu com ele? Nada. O procurador-geral Rodrigo Janot, defendeu os termos de sua delação premiada, o que foi referendado pelo ministro Edison Fachin e os irmãos receberam uma espécie de “indulgência plenária”.   Inclusive, qualquer denúncia oferecida contra eles será transformada em perdão judicial e nenhuma denúncia futura será apresentada. Desculpe, ministra Cármen Lúcia, mas não dá para acreditar na Justiça. Infelizmente.
Numa outra vertente destaca-se de modo diferente o Juiz Sérgio Moro. Íntegro, competente, correto ele entrou para a História com a Operação Lava Jato a mais importante, consistente, efetiva já havida no país. Entretanto, conseguirá o juiz de primeira instância condenar o chefão Lula, presidente que logrou institucionalizar nossa histórica corrupção? O que se tem visto ultimamente é o STF mandando soltar o que Moro prendeu, sendo que a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4 de reformar a decisão de Moro e absolver o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, apelidado de Moch por carregar uma mochila recheada de propinas, é sinal do que pode acontecer deixando livre o “homem mais honesto do mundo”, inclusive, para continuar em campanha. Conforme o resultado do que virá seremos todos condenados ou não.
Não poderia finalizar esse texto deixando de lembrar um pequeno trecho do artigo do melhor analista político brasileiro, J. R. Guzzo (Veja 05/06/2017):
“Os dois mandatos de Lula na Presidência da República foram um monumento sem precedente ao vício. Sua performance mais espetacular, como ficou demonstrado com dezenas de confissões públicas e provas materiais, foi a capacidade sem limites para roubar dinheiro público”.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.


Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

VÍDEO - TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL - "A LEI É DURA MAS ESTICA"

Prezados leitores, publicamos vídeo da TV UOL com comentários de Josias de Souza sobre o julgamento realizado no Tribunal Superior Eleitoral, onde não foi cassada a chapa Dilma-Temer, tratando das possíveis consequências do resultado.




Juntos Somos Fortes!

domingo, 28 de maio de 2017

BRASIL: SEM LIMITES PARA "ROUBAR"

senador Aécio Neves e ex-governador Sérgio Cabral

Prezados leitores, a cada dia que passa com a sua delação premiada correspondente, solidifica a certeza de que a "vontade de levar vantagem" está presente no país como um todo.
A capilaridade da cleptocracia impressiona nos três níveis governamentais, por sua vez, parte significativa da população parece nascer com essa anomalia de temperamento: a "vontade de levar vantagem".
A situação é tão grave que não nos parece apenas uma psicopatia comportamental, mas algo inimaginável como o fato do mal estar inserido no genótipo dessa parte da população, passando de pai para filho.
Diante do comportamento que está sendo evidenciado em alguns pelo noticiário não é absurdo acreditar que ele (ou ela) "nasceu para roubar".
A situação é gravíssima.
Será muito difícil e demorado encontrar o remédio para resolver o problema, isso se um dia ele for descoberto e inoculado compulsoriamente nas crianças ao nascer, matando o mal no nascedouro.
Além dessa quase impossibilidade, caso esse ponto seja alcançado, certamente, os contaminados existentes na época darão o seu jeito para que médicos e enfermeiros também contaminados apliquem em seus filhos e netos, apenas um placebo.
É muito triste vivenciarmos a destruição de um país, um Brasil que nunca se consolidou verdadeiramente como nação, provocada pelo seu próprio povo.

"Jornal O Globo
Delações revelam esquema de propina em troca de créditos tributários 
Executivos da JBS e Odebrecht citaram pagamentos a campanhas de Cid Gomes, Aécio Neves e Yeda Crusius 
por André de Souza / Manoel Ventura 
28/05/2017 4:30 / Atualizado 28/05/2017 11:02 
BRASÍLIA - As delações premiadas da Operação Lava-Jato vêm mostrando uma prática ilícita, desconhecida e corriqueira em vários estados. Uma empresa tem créditos fiscais a receber do governo estadual, que, por sua vez, simplesmente não os paga e deixa esses créditos acumularem. Chega o ano de eleição e, finalmente, a empresa consegue o dinheiro devido. Mas isso não sai de graça. Em troca, é feita uma contribuição para a campanha, ou é repassado dinheiro por fora (Leiam mais e assistam a reportagem)". 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

CLEPTOCRACIA - O ACORDÃO DO PT, PSDB E PMDB NÃO PODE SE CONCRETIZAR

Prezados leitores, não podemos permitir que os péssimos políticos nos enganem mais uma vez.
Se isso ocorrer a cleptocracia continuará sendo a nossa forma de governo.
Assistam o vídeo e lutem contra o acordão.




Juntos Somos Fortes!

sábado, 15 de abril de 2017

VÍDEO - ODEBRECHT: TODAS AS DELAÇÕES PODERÃO NÃO DAR EM NADA !

Prezados leitores, o Coronel PM Ref Paulo Ricardo Paúl comenta a importância do acompanhamento das investigações e dos julgamentos para que o conteúdo das delações resulte na recuperação do dinheiro público desviado, na condenação e na prisão dos culpados. 
Assistam e opinem.





Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 31 de março de 2016

A DILMA, O TEMER E O BRASIL SEM FUTURO



Prezados leitores, a nossa geração cresceu ouvindo que o Brasil era o país do futuro, algo que nunca se concretizou, ao contrário, o que constatamos é que atualmente o país não tem futuro.
Hoje o país está atravessando uma crise econômica gravíssima, que cresce de forma contínua a cada dia, acarretando uma série de prejuízos ao povo.
A crise na economia caminha ao lado de uma crise política sendo também muito grave, existindo a possibilidade da presidente Dilma repetir o que aconteceu com o ex-presidente Collor, que foi impedido (impeachment) de continuar no exercício da função..
A partir do surgimento da possibilidade do impeachment o Brasil parou para assistir a um jogo de ataque e defesa.
As acusações se alternam dos dois grupos e a cada uma delas faz surgir uma linha de defesa das mais diferentes origens, inclusive oriundas de Ministros do Supremo Tribunal Federal.
Enquanto os ataques e as defesas se sucedem, o povo brasileiro sente na carne o agravamento da crise econômica.
Em nenhum momento qualquer um dos lados apresentou um projeto para recolocar a economia brasileira nos eixos.
Diante desse quadro, somos forçados a especular sobre o futuro do governo:
- Se a presidente Dilma continuar, como ficará a governabilidade, considerando que o vice-presidente Temer e seu grupo estarão contra ela.
- Se a presidente Dilma for impedida, como ficará a governabilidade considerando que Temer terá contra si o PT e seus aliados.
Salvo melhor juízo, tendo Dilma ou Temer como presidente, no dia seguinte, a luta continuará.
E, não podemos esquecer, que existe a possibilidade da chapa ser impugnada, o que determinará que a presidência não ficará nem com Dilma, nem com Temer. Se isso ocorrer nada indica que a luta entre os grupos cessará.
Em apertada síntese, a classe política que nos representa destruiu o país.
O país do futuro foi transformado no país sem futuro.

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sábado, 16 de maio de 2015

A TURMA DO PREFEITO EDUARDO PAES E O BAFÔMETRO



Prezados leitores, o bafômetro parece aterrorizar políticos ligados ao prefeito Eduardo Paes.
Uma coisa é certa: se os dois fossem PMs tinham sido presos e expulsos.

"Jornal Extra 
Secretário da Prefeitura do Rio se recusa a soprar o bafômetro 
Por: Berenice Seara em 15/05/15 12:24 
Na política, o senador Aécio Neves (PSDB) não é mais único a fugir do teste do bafômetro na Lei Seca do Rio.
Na noite da última terça-feira, o secretário-chefe da Casa Civil do prefeito Eduardo Paes, Guilherme Schleder, foi parado na tradicional blitz da Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca.
Além de se recusar a soprar o bafômetro, o moço ainda estava sem a carteira de habilitação.
Foi multado e teve o carro rebocado (Link)."

Em 2012...

"Jornal Extra 
Lei Seca: deputado Rodrigo Bethlem se recusa a soprar o bafômetro 
Por: Berenice Seara em 05/11/12 10:01 
O poderoso deputado federal Rodrigo Bethlem (PMDB) e futuro secretário de Governo do prefeito do Rio, Eduardo Paes, caiu na rede da Operação Lei Seca, na Avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa, na madrugada desta segunda-feira.
E o moço, criador do novo conceito de Ordem Pública (foi o primeiro "xerife urbano" do governador Sérgio Cabral), não quis conversa com os agentes. Simplesmente, ele se recusou a soprar o bafômetro.
Seu carro, um Toyota Corolla, foi liberado porque Bethlem apresentou um condutor autorizado. E sóbrio.
Bethlem seguiu sentadinho no banco do carona (Link)."

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

A DITADURA DA MILITÂNCIA - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA



Prezados leitores, transcrevemos um novo texto da socióloga Maria Lucia Victor Barbosa:

"A DITADURA DA MILITÂNCIA
Maria Lucia Victor Barbosa 
03/11/2014 
O PT, cuja essência é autoritária sempre requereu para si o monopólio do poder, da virtude e da verdade. Logrou ascender ao cargo mais alto da República na quarta vez depois da escalada persistente de Luís Inácio da Silva, cuja imagem cuidadosamente construída simbolizou o proletário para estar de acordo com a teoria de classes de Karl Marx. Ele nunca foi um proletário – homem pobre com família numerosa que só tem por bens sua prole – e sim, por breve tempo, esteve entre os metalúrgicos que compõem a elite do operariado. 
Conquistado o poder o PT se desfez do monopólio da virtude, pois se no Brasil a corrupção é histórica e endêmica, a militância petista dos altos cargos transformou seu partido no mais corrupto de toda nossa história. 
Quanto ao monopólio da verdade evidenciou-se na prática ao contrário, ou seja, da propaganda enganosa às contabilidades criativas o governo do PT fez da mentira sua arma de sustentação e manutenção no poder. Nesta linha de conduta os petistas abusaram do contraditório, contradizendo o que antes afirmavam como o próprio Luís Inácio que se disse uma metamorfose ambulante. 
Além do mais, petistas nunca erram sendo os outros são sempre os culpados. Em outra estratégia o governo dividiu para governar estimulando o ódio entre ricos e pobres e, num esdrúxulo recorte da luta de classes promoveu o embate entre brancos e negros, heterossexuais e homossexuais. 
Na recente campanha que terminou com uma pequena diferença a favor de Rousseff a exacerbação da mentira teve contornos sórdidos e logrou transformar primeiro, Marina, depois Aécio, em monstros perniciosos que ao lado dos banqueiros matariam os coitadinhos dos pobres de fome e lhes tiraria todos os benefícios presenteados pelo pai Lula. Marina seria a vacilante, a homofóbica. Aécio o bêbado que batia em mulher. Essas e outras sandices eram difundidas incessantemente na propaganda eleitoral gratuita, em palanques onde Rousseff “fez o diabo” e Luís Inácio parecia necessitado de um exorcismo. Conforme a revista Veja, odiada por Lula e demais companheiros: “o PT distorceu fatos, falsificou a história e manipulou eleitoralmente a divulgação de informações, jogando o nível da disputa na lama”. 
No seu discurso após ser reeleita, Rousseff lançou Luís Inácio ao chamá-lo duas vezes de presidente. Portanto, nem bem terminou uma campanha outra já começou como demonstração do projeto que visa á continuidade do PT no poder. Contudo, seria interessante considerar alguns fatos: 
1º - Luís Inácio perdeu feio no seu berço político, São Paulo, onde não logrou eleger o terceiro poste. Perdeu no Rio de Janeiro, no Sul e em vários Estados. Seu partido, ainda que continue forte, perdeu deputados, senadores, governadores. 
2º - O primeiro mandato da criatura, arrasador para a economia, tende a piorar neste segundo com aumento da inflação, da inadimplência, da queda da renda, do desemprego e do crescimento zero. 
3º - O PT tanto utilizou o ódio como ferramenta de divisão social que conseguiu implantar esse sentimento na sociedade. Isto apareceu de modo inequívoco no comportamento antipetista que se alastrou praticamente pela metade dos eleitores durante a campanha, de modo nunca havido e que tende a continuar. 
4º - O projeto golpista do governo de criação de comitês populares ou sovietes foi derrubado na Câmara, enquanto vai se armando no Congresso uma oposição que inclui parte do PMDB. 
6º - Partidos estão se engalfinhando por ministérios e demais cargos e vai ser difícil contentar a todos, a menos que Rousseff acrescente mais ministérios aos 39 já existentes com as devidas repercussões negativas para os cofres públicos. 
Disto se deduz que Luís Inácio e seu partido nunca enfrentaram tantas dificuldades. Entretanto, não se pode subestimar poderio petista. Para enfrentá-lo seria necessário o surgimento lideranças parlamentares de fato oposicionistas e a manutenção da lucidez antipetista na sociedade 
Se tal não acontecer e o governo dominar o STF nos moldes bolivarianos, domesticar o Congresso e a sociedade não reagir, a ditadura da militância se instalará de vez através de uma constituição feita à sua imagem e semelhança, da censura aos meios de comunicação, de outras medidas autoritárias que implantem a sonhada democracia de massas. Ainda é tempo de não virarmos uma Venezuela e sistemas congêneres da América Latina. Todavia o perigo existe porque os embriões da falsa democracia já estão plantados no Brasil. 
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. 
mlucia@sercomtel.com.br 
www.maluvibar.blogspot.com.br

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sábado, 25 de outubro de 2014

ELEIÇÕES! O DESVIO DE DINHEIRO PÚBLICO. NÃO ASSASSINEM A DEMOCRACIA

Prezados leitores, não assassinem a democracia. 
Votem com consciência para evitar a cleptocracia.
Assistam e compartilhem:



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AS ELEIÇÕES, OS ELEITORES E O ASSASSINATO DA DEMOCRACIA NO BRASIL



Prezados leitores, transcrevemos um texto do Coronel PM Paúl:

"Acredito que quase toda população brasileira concordará comigo: 
- É muito triste a realidade da política nacional.
Eu luto contra tal situação desde 2007, tanto na internet, quanto nas ruas, participando dos mais diversos atos cívicos.
Uma luta que comecei quando exercia a função de Corregedor Interno, portanto, quando estava no serviço ativo, exercendo função de destaque e recebendo significativa gratificação.
Sofri ao longo dos anos de luta, uma série de represálias em face dos meus posicionamentos, sobretudo em defesa do serviço público, em especial da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.
As retaliações do governo trouxeram danosos efeitos físicos, emocionais e financeiros. 
Apesar dessa realidade de significativas perdas, não posso reclamar, quem escolhe lutar contra o poder sabe que as chances de vitória praticamente inexistem e que a vingança dos poderosos é uma certeza.
Eu lembrei disso quando estava trancafiado ilegalmente em uma solitária do presídio Bangu 1.
Lá tive a certeza que lutava contra uma ditadura de terno e gravata, em defesa da democracia ampla, geral e irrestrita.
O que me resta é buscar no Poder Judiciário as indenizações devidas, algo que já iniciei e que deverá se alongar por anos e anos.
Lutei nesses mais de sete anos, coloquei a cara para bater, pois esse é o meu dever de cidadão. 
Não fiz nada extraordinário, apenas exerci a minha cidadania plena, algo que deveria ser comum entre todos nós, mas que infelizmente é raríssimo.
Nessa direção podemos contar nos dedos das mãos, por exemplo, os Coronéis da PMERJ, ativos e inativos, que se expuseram em defesa da bicentenária e amada corporação, nos últimos anos, foram pouquíssimos.
Não os condeno pela omissão, afinal cada um forma o seu caráter com o ferramental que a vida oferece e eu, graças ao bom Deus, tive exemplos edificantes no próprio seio familiar, o que facilitou o meu aprendizado em termos de cidadania.
Nada como um bom exemplo, algo também raro no Brasil.
Eu não lutei sozinho, devo fazer esse parêntese, cheguei a lutar ao lado de milhares, como ocorreu na mobilização dos Bombeiros Militares, mas também cheguei a lutar sozinho nas ruas, situação que me fez idealizar o boneco que apelidei de "O excluído fardado".
Enfrentei as batalhas como fazem os profissionais de saúde para salvar um paciente que está morrendo. 
Eles usam todos os recursos disponíveis para alcançar o objetivo, salvar o paciente. 
Eles não desistem de tentar, só parando de lutar quando a situação é irreversível, ou seja, quando as reanimações não surtem mais qualquer efeito e a morte é confirmada.
Nenhum de nós tem a capacidade de ressuscitar um morto.
Temos que fazer de tudo para salvar o doente.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro está moribunda, logo será tarde para salvá-la, caso os Coronéis continuem inertes.
Tenho escrito e falado também que a situação política no Brasil caminha para a irreversibilidade.
A democracia está sendo assassinada no país.
O sintoma mais evidente dessa "doença" é a fuga dos eleitores, quadro que se agrava a cada eleição.
No Rio de Janeiro, onde a política vive seus piores dias, a soma das abstenções, dos votos em branco e dos votos nulos no primeiro turno, superou o número de votos do primeiro colocado.
O que isso significa na prática?
Nenhum candidato despertou o interesse dos eleitores, todos os que se apresentaram foram reprovados.
Amanhã, teremos a votação do segundo turno e podem apostar que a soma dos votos do segundo colocado mais as abstenções, os votos em branco e os votos nulos, superarão o número de votos do vencedor, seja Aécio ou Dilma no cenário nacional, seja Crivella ou Pezão no Rio de Janeiro.
O que isso significa na prática?
Nos próximos quatro anos seremos governados por uma pessoa que foi reprovada pela maioria dos eleitores.
Confirmado esse fato, a democracia terá sido assassinada.
Deixo a pergunta:
- Será que devo (ou devemos) continuar tentando ressuscitar um defunto?

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domingo, 5 de outubro de 2014

ESCÂNDALO! DILMA X AÉCIO - PEZÃO X CRIVELLA



Prezados leitores, encerradas as apurações teremos segundo turno no Brasil e no Rio de Janeiro, além de outros estados.
Os números revelados pelo TSE revelam um verdadeiro escândalo em termos de democracia.
No Rio de Janeiro, as abstenções, os votos nulos e em branco, ou seja, o número dos eleitores que não votaram em nenhum dos candidatos VENCEU a eleição.
Enquanto isso, em termos nacionais, esse número ficou em SEGUNDO LUGAR.
Isso é uma vergonha!
Eterniza quem está no poder e ainda permite que filhos e netos herdem esse poder político.

BRASIL (99,80% urnas apuradas):
1) Dilma Rousseff = 43.157.168 votos.
( * ) Abstenções + brancos + nulos = eleitores
2) Aécio Neves = 34.851.739 votos.
3) Marina Silva = 22.124.919 votos.
4) Luciana Genro = 1.609.955 votos.
5) Pastor Everaldo = 778.882 votos.
6) Eduardo Jorge = 629.554 votos.
7) Levy Fidelix = 445.853 votos.
8) Zé Maria = 91.008 votos.
9) Eymael = 61.130 votos.
10) Mauro Iasi = 47.700 votos.
11) Rui Costa Pimenta = 12.302 votos.
Abstenção = 27.641.169 eleitores não compareceram para votar.
Brancos = 4.411.298 votos.
Nulos = 6.660.336 votos.

RIO DE JANEIRO (apuração finalizada):
( * ) Abstenções + brancos + nulos = eleitores
1) Fernando Pezão = 3.245.513 votos.
2) Marcelo Crivella = 1.619.165 votos.
3) Garotinho = 1.576.511 votos.
4) Lindberg Farias =  798.897 votos.
5) Tarcisio Motta = 712.734 votos. 
6) Dayse Oliveira = 33.442 votos.
7) Ney Nunes = 8.950 votos.
Abstenção = 2.440.581 eleitores não compareceram para votar.
Brancos = 592.999 votos.
Nulos = 1.108.651 votos.

Juntos Somos Fortes!

sábado, 30 de agosto de 2014

MARINA SILVA ASSUME A LIDERANÇA NAS PESQUISAS E CAMINHA PARA A VITÓRIA

Prezados leitores, o resultado das pesquisas eleitorais divulgado pelo Datafolha indica que a candidata Marina Silva segue para a vitória e que o candidato Aécio Neves praticamente saiu da disputa presidencial.
A votação ocorrerá no dia 5 de outubro, portanto, faltam menos de quarenta dias para o compromisso da população de comparecer para votar. 
Não resta dúvida que o tempo é curto para reverter uma forte tendência, mas como na política brasileira vale tudo, temos que continuar focados em cada notícia, não para acreditar no seu conteúdo, mas para analisá-lo e tirarmos as nossas conclusões.
Marina é identificada como símbolo da mudança e todos acham que a política no Brasil precisa mudar.
Dilma e Aécio são o continuísmo, ou seja, representam o que precisa ser mudado.
Resultado: Marina dispara...


(O Dia)


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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

AÉCIO NEVES AFUNDA DE VEZ AO SE ASSOCIAR AO SECRETÁRIO BELTRAME

Prezados leitores, uma tragédia colocou Marina Silva entre Aécio Neves e o sonho de ocupar a cadeira de presidente da república.
Ele esperava ir para o segundo turno e tentar um milagre para reverter a significativa vantagem da presidente Dilma Rousseff sobre ele nas intenções de voto, mas diante da entrada de Marina Silva na campanha viu seu sonho se transformar em pesadelo.
Se as chances de ir para o segundo turno eram mínimas, Aécio conseguiu piorar ainda mais a sua situação ao se associar ao secretário de segurança pública Beltrame, o homem que municipalizou a segurança pública no Rio de Janeiro, espalhou traficantes por bairros e municípios e que foi acusado formalmente pelo Ministério Público de improbidade administrativa e de superfaturamento de contratos.
Aécio deu um tiro na própria cabeça.
Perderá votos no Rio de Janeiro que poderão migrar para Marina, pois ninguém aguenta mais a dupla PT-PMDB.

(Jornal Extra)



quarta-feira, 20 de agosto de 2014

RIO: SECRETÁRIO DE SEGURANÇA ACOMPANHA CANDIDATO EM CAMPANHA ELEITORAL

Prezados leitores, o jornal O Globo publicou matéria sobre a campanha realizada pelo candidato Aécio Neves na comunidade Dona Marta, onde existe uma UPP. 
Inexplicavelmente, no horário do expediente, o próprio secretário de segurança ciceroneou o candidato na comunidade, acompanhado de Oficiais da Polícia Militar.
Penso que o TRE/RJ deve analisar a matéria com o devido cuidado, inclusive observando as placas que aparecem na fotografia de Gabriel de Paiva, que nós destacamos.


(O Globo)


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sábado, 16 de agosto de 2014

QUEM TEM MEDO DE MARINA? RUTH DE AQUINO



Prezados leitores, transcrevemos artigo da Revista Época: 

Quem tem medo de Marina?
Viúva política de Eduardo Campos, a coerência dela assusta a quase todos. Não é normal no Brasil 
RUTH DE AQUINO 
15/08/2014 21h38 
Os olhos de Marina Silva falaram muito na semana passada. Sombrios, avermelhados, estavam ora cabisbaixos, ora elevados ao céu em conversa particular com seus santos. Nenhuma maquiagem. Acima dos olhos, as sobrancelhas espessas, sem depilação. Abaixo dos olhos, as olheiras escuras, sem disfarce. 
O coque, a echarpe preta, a austeridade, sem choro ou afobações. Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima, nascida no Acre em fevereiro de 1958, filha de seringueiros migrantes cearenses, contaminada por mercúrio aos 6 anos, analfabeta até os 16, aluna do Mobral, ex-empregada doméstica, formada em história, sobrevivente de malárias, hepatites e uma leishmaniose, continua a mesma. É evangélica, sempre se despede com um “vá com Deus”, mas não busca abertamente o voto dos crentes. Essa coerência assusta a quase todos. Não é normal no Brasil. 
Marina é a viúva política de Eduardo Campos, queiram ou não. Talvez nunca um candidato tenha citado tanto seu vice. Ela passou dez meses ao lado de Campos, calada em público mesmo quando divergia. Era curioso o contraste físico e de personalidades. Campos esfuziante, forte, com o sorriso aberto e o brilho dos olhos azuis. Marina morena, magra, séria, sóbria e discreta. Agora, terá de falar – e muito. O que manteve Marina silenciosa nos dias após a tragédia foi um misto de luto, elegância e prudência. 
Há raposas em todos os partidos – no PT, no PSDB e também no PSB – em busca dos destroços e holofotes. Querem decifrar a caixa-preta dos eleitores órfãos e herdar os votos da terceira via. A família de Campos, em meio a lágrimas e ao sofrimento, foi a primeira a legitimar Marina como herdeira natural do slogan da “coragem” para mudar o país. “Não vamos desistir do Brasil”, disse Campos. A ex-senadora Marina é a herdeira do “voto-comoção”. Todos os obituá­rios de Campos a fortalecem, porque compartilhavam valores e a dissidência do petismo. 
“Se tenho um exemplo a dar com minha trajetória, é o da coragem, que não é a da força bruta, mas de saber manejar sonhos e catalisar energia”, disse Marina. A declaração poderia ter sido feita na semana passada. Foi há mais de dez anos, quando era ministra do Meio Ambiente de Lula. 
Essa falta de medo está tatuada na pele de Marina. Em 1988, quando assumiu a CUT e a política do Acre depois de Chico Mendes ser assassinado, afirmou que não sofria amea­ças: “Um corpo frágil não assusta ninguém”. 
Quando José Dirceu, já ex-ministro, escreveu que o mandato de Marina pertencia ao PT, ela reagiu dizendo que já havia enfrentado madeireiros, fazendeiros, cangaceiros: “Com certeza, o Zé não fez isso para me intimidar; não faz parte do caráter dele”. 
Há cinco anos, em agosto de 2009, depois de engolir muito sapo, Marina trocou o PT pelo PV para se candidatar à Presidência. Era pelo verde, pelo social e por muito mais que saía de perto de Lula e da mãe do PAC, Dilma Rousseff. Colheu quase 20 milhões de votos, deixou o PV após a eleição de 2010 e tentou, no ano passado, abrir um novo partido, Rede Sustentabilidade. Nome péssimo para o marketing político – mas, de novo, coerente. Não é uma sigla vazia. 
Sem o limite mínimo de assinaturas válidas, Marina ignorou os companheiros xiitas e pendurou sua Rede no PSB de Eduardo Campos em outubro de 2013. Foi uma jogada de xadrez do tipo “vocês terão de me engolir”. Ela não podia imaginar o que o tabuleiro político lhe reservava ainda nesta eleição. Na fumaça da tragédia, em suas orações diárias, a Marina fundamentalista precisa pedir três coisas: sabedoria, sabedoria, sabedoria. 
Uma vez, Marina escreveu um artigo para a imprensa chamado “O improvável e o imprevisível”. Um título quase premonitório. Foi seis anos atrás, ela ainda estava no PT. Citava várias vezes a filósofa alemã Hannah Arendt para criticar a arrogância dos partidos, que se consideram donos da energia política da sociedade. Eis um trecho, editado: 
“O sentido da política é a liberdade. Os cidadãos e cidadãs estão criando uma política livre, viva, na academia, nos movimentos culturais, no consumo consciente, na internet, nas empresas, nas ONGs, nas igrejas. O grande desafio da democracia é criar espaços múltiplos de participação política, nos quais os partidos sejam parceiros e não guias. Os homens, enquanto puderem agir, são aptos a realizar o improvável e o imprevisível. É o que a sociedade brasileira está fazendo. E os partidos ainda não se tocaram”. 
Marina escreveu isso em 2008. Seu pescoço projeta veias caudalosas. Sua voz é arranhada. Rugas estão intactas. Não parece se curvar facilmente a nenhum “media training”. Por que será mesmo que tem tanta gente com medo dela? 

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

CONTE TUDO, LULA - AUGUSTO NUNES

Prezados leitores, assistam o vídeo 1 minuto com Augusto Nunes sobre Lula:




Juntos Somos Fortes!