JORNALISMO INVESTIGATIVO

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domingo, 20 de novembro de 2022

A EXISTÊNCIA DO "ISENTÃO" É UMA FAKE NEWS?



O termo "isentão" circula pelas redes sociais de forma depreciativa, sendo associado a uma postura tida como "covarde", em razão do eleitor não optar publicamente em qual dos lados vai votar ou votou, "ficando em cima do muro", como se costuma dizer.

Respeito tal opinião sobre os eleitores que não declaram publicamente o seu voto, afinal opinião cada um tem a sua e a única liberdade absoluta é a do pensamento, mas não posso concordar.

Vou tentar fundamentar a minha discordância.

No Brasil o voto é um dever, sendo obrigatório o comparecimento e a ausência deve ser justificada.

O voto além de obrigatório é secreto, para garantir o livre exercício do ato de votar.

Logo, nada justifica que o eleitor tenha que declarar publicamente em quem vai votar ou votou.

Declara quem quiser.

Quem não declara antes ou depois não merece crítica pois está exercendo um direito.

Esgotada a parte da infundada necessidade da publicidade, passo a tratar do muro.

Nas eleições majoritárias temos vários candidatos, sendo que na última existiu novamente uma polarização entre dois candidatos à presidência da república, por exemplo, um de cada lado do muro.

A eleição foi para o segundo turno entre esses candidatos.

No cenário desse segundo turno existiam eleitores dos dois candidatos, dos outros candidatos, além dos eleitores que votaram em branco e dos que anularam o voto.

Nesse quadro criaram o termo "isentão", significando que não escolheu um dos candidatos, como se fosse obrigatório que todos aqueles que não votaram nos dois candidatos no primeiro turno tivessem a obrigação de escolher um dos dois no segundo turno.

Como assim?

Exigir isso é uma violência sem qualquer fundamento minimamente aceitável.

É uma invasão no direito de milhões de eleitores que não queriam nem um, nem outro.

Seria como exigir para eles a obrigação de escolherem o que considerassem o menos pior.

Isso é absurdo e antidemocrático.

Vale lembrar que ao longo da campanha é natural que se tente convencer outros eleitores a votarem no nosso candidato preferido, mas após a escolha feita por ele, ela deve ser respeitada.

Não existe isso de "isentão", o que existe são eleitores que optaram por não votar em nenhum dos dois, em votar em branco ou em anular seu voto.

É isso!

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

A AUSÊNCIA DO EXMO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO





Eu estranho a ausência do Presidente Bolsonaro, sobretudo porque ele está no exercício da presidência até o dia 31 de dezembro de 2.022.

Desejo que isso não seja decorrente de um problema de saúde e espero que tenha relação com o bom senso na direção de não acirrar os ânimos daqueles que não aceitam os resultados da eleição presidencial.

Aliás, interessante destacar que não percebemos críticas ao processo eleitoral por parte de Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais eleitos ou não eleitos, a questão parece restrita à possibilidade apenas da manipulação da eleição para Presidente.

Certo é que o Presidente Bolsonaro está recluso, sendo o real motivo ainda não esclarecido.

Eu torço para que seja a prudência.

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 4 de outubro de 2022

COMENTÁRIOS SOBRE A VITÓRIA DO GOVERNADOR CLÁUDIO CASTRO



O governador Cláudio Castro foi eleito (ou reeleito) com uma surpreendente facilidade com um total de 4.930.288 votos, mais de 58% dos votos válidos, vencendo no primeiro turno. 

Convém lembrar que a abstenção (eleitores que não compareceram para votar) foi muito grande, que somada aos votos em branco e os votos nulos, somando mais 4.400.000 de votos, ou seja, CERCA DE 40% DOS ELEITORES NÃO VOTOU EM NENHUM CANDIDATO.

Considerando esse dado, constatamos que o total de votos obtidos por Cláudio Castro EQUIVALE A MENOS DE 40% DO TOTAL DE VOTOS.

Nesse preâmbulo fica claro que o governador eleito NÃO RECEBEU VOTOS DE CERCA DE 60% DO NÚMERO DE ELEITORES.

Interessante observar que uma vitória tão significativa nos votos válidos, perde totalmente a força quando comparada com o eleitorado do Estado do Rio de Janeiro.

Em seguida faço uma pequena imersão nos resultados dos votos válidos por municípios, sabendo que o governador Cláudio Castro teve o apoio de cerca de 95% dos prefeitos, algo extraordinário e cito como exemplo o apoio de prefeitos de toda Baixada Fluminense (Link).

A Capital (município do Rio de Janeiro) deve ser o começo, em seguida tratarei dos municípios da Baixada Fluminense.

- Rio de Janeiro 

Cláudio Castro - 49,00%

Freixo - 34,87%

- Belford Roxo

Cláudio Castro - 72,47%

Freixo - 18,93%

- Duque de Caxias

Cláudio Castro - 65,07%

Freixo - 23,98%

- Guapimirim

Cláudio Castro - 69,53%

Freixo - 20,49%

- Itaguaí

Cláudio Castro - 70,40%

Freixo - 19,65%

- Magé 

Cláudio Castro - 68,56%

Freixo - 20,80%

- Mesquita

Cláudio Castro - 65,80%

Freixo - 23,39%

- Nilópolis

Cláudio Castro - 63,90%

Freixo - 23,60%

- Nova Iguaçu

Cláudio Castro - 66,65%

Freixo - 22,58%

- Paracambi

Cláudio Castro - 64,76%

Freixo - 25,98%

- Queimados

Cláudio Castro - 69,60%

Freixo - 19,27%

- São João de Meriti

Cláudio Castro - 66,67%

Freixo - 22,04%

- Seropédica

Cláudio Castro - 68,51%

Freixo - 21,70%

Os números deixam muito claro a importância do apoio dos prefeitos. Em média na Baixada Fluminense o governador teve quase 7 (sete) de cada 10 (dez) votos válidos.

Impressionante!

Cláudio Castro obteve resultados ainda mais expressivos em outros municípios onde obteve 8 (oito) votos em cada 10 (votos válidos).

O único município onde não ficou na frente foi em Niterói onde Rodrigo Neves 34,22% dos votos válidos e Cláudio Castro obteve 33,58%.

Penso que os resultados mereçam um estudo aprofundado.

Fonte: G1

Juntos Somos Fortes!


domingo, 25 de setembro de 2022

RJ - ELEIÇÕES PARA O SENADO - A INELEGIBILIDADE DE DANIEL SILVEIRA - COMENTÁRIOS



A internet aceita tudo, tal como uma folha de papel.

Tal realidade faz com que circulem nas redes sociais qualquer tema e com todas as interpretações possíveis, certas ou erradas.

Verdades e mentiras convivem nas redes, o que faz com que seja indispensável que os usuários verifiquem todo o conteúdo recebido através da internet.

Hoje assisti um vídeo no qual um senhor explicava que o deputado federal Daniel Silveira poderia concorrer pois estava com um recurso e que caso perdesse o recurso a vaga ficaria para o primeiro suplente, caso fosse o vencedor da eleição para o Senado Federal. 

Não sou especialista no assunto, mas considerei estranha a afirmação de que o suplente assumiria.

Penso que os suplentes do candidato para o Senado Federal só adquirem esse direito de substituir no curso do mandato, por exemplo, quando o Senador eleito assume um Ministério convidado pelo Presidente da República. Inclusive tal substituição tende a ser temporária, ou seja, se o eleito deixar o ministério ele se quiser reassume sua função no Senado Federal.

Não considerei palatável essa linha que o primeiro suplente assumiria. 

Busquei respostas por meio de pesquisas no Google onde o tema ilegibilidade é extensamente abordado.

Tentei encontrar o caso concreto, mas não logrei êxito, todavia encontrei um artigo interessante no site do TRE-MG:

"A Lei da Ficha Limpa define alguns critérios que poderão deixar um eleitor que pretende ser candidato inelegível. Pela legislação, quem for condenado por decisão de órgão colegiado por alguma prática que o enquadre na Lei da Ficha Limpa estará inelegível. No entanto, qualquer pessoa poderá recorrer de decisões que negarem o registro da sua candidatura e, enquanto o recurso não for julgado, o candidato poderá fazer campanha e participar das eleições normalmente. Somente quando houver a decisão final de indeferimento do registro (trânsito em julgado) é que o candidato não poderá mais concorrer. Se não houver uma decisão até o dia da eleição, o candidato concorrerá sub judice e poderá receber votos. Caso seja confirmado o indeferimento do registro de sua candidatura, todos os votos concedidos a ele serão considerados nulos (Link)".

Diante dessa informação concluo que:

1) Caso o recurso não rejeitado até o dia 2 de outubro de 2.022, o deputado federal Daniel Silveira poderá ser votado.

2) O recurso sendo deferido a seu favor seus votos são válidos e vencendo a eleição no Rio de Janeiro para o Senado, ele assumirá.

3) Se ocorrer o indeferimento do recurso, os votos serão anulados.

4) Portanto, o primeiro suplente não herdará os votos.

Longe de esgotar o tema, sugiro que todos que pretendem votar no Deputado Federal Daniel Silveira busquem melhores informações sobre a situação e seus desdobramentos.

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

PROTOCOLADO NO SENADO PEDIDO DE IMPEACHMENT DO MINISTRO GILMAR MENDES DO STF

ministro Gilmar Mendes (STF) e presidente Michel Temer


Prezados leitores, cresce a insatisfação com as condutas do excelentíssimo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, o que gerou um pedido de impeachment protocolado no Senado Federal por um grupo de cidadãos.

"Jornal do Brasil
Grupo de cidadãos protocola no Senado pedido de impeachment contra Gilmar Mendes 
Agência Brasil 
Hoje às 18h29 - Atualizada hoje às 19h35
O ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles protocolou nesta quarta-feira (14), no Senado, pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, com assinaturas de juristas, professores, funcionários públicos e estudantes. Além do impeachment, o grupo também pediu que o STF e a Procuradoria-Geral da República investiguem se a conduta de Mendes tem sido compatível com o cargo que ocupa.
O grupo produziu três peças jurídicas. O impeachment foi protocolado na Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado e deverá ter sua admissão inicialmente analisada pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE). 
A segunda peça é uma reclamação que será encaminhada à presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, para apuração administrativa das condutas do ministro. A terceira peça é uma notícia-crime encaminhada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot (Leiam mais). 
Leiam também >> Instituto de Gilmar Mendes recebeu R$ 2 milhões da J&F (Link)". 

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

VÍDEO - TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL - "A LEI É DURA MAS ESTICA"

Prezados leitores, publicamos vídeo da TV UOL com comentários de Josias de Souza sobre o julgamento realizado no Tribunal Superior Eleitoral, onde não foi cassada a chapa Dilma-Temer, tratando das possíveis consequências do resultado.




Juntos Somos Fortes!

sábado, 10 de junho de 2017

O PRESIDENTE TEMER DEVERIA RENUNCIAR

ex-presidente Lula e presidente Temer

Prezados leitores, não acreditamos que o presidente Michel Temer (PMDB) deveria renunciar.
Ação que devia ter implementado logo após a confirmação do impeachment da sua companheira de chapa, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Nós pensamos que presidente e vice, governador e vice, e prefeito e vice são irmãos siameses.
Não podem ser separados.
Saindo o presidente, o governador ou o prefeito, o respectivo vice deve permanecer no cargo apenas para que sejam adotadas as medidas protocolares do seu pedido de renúncia.
Temer não fez isso.
Ele quer as benesses do poder e para isso não está se importando com todos os constrangimentos a que tem sido submetido.
O julgamento no TSE foi apenas mais um.
Outros constrangimentos acontecerão, ninguém tem dúvida.
Temer não se importa nem com a sua cada vez menor aceitação popular.
É difícil para nós entender como Temer quer governar quem não quer ser governado por ele, o povo brasileiro.
O presidente Temer deveria renunciar.

Juntos Somos Fortes! 

"TEMER VENCE BATALHA, E TSE ERRA O PASSO"

ministro Gilmar Mendes  e presidente Temer

Prezados leitores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é composto por cidadãos brasileiros, nasceram nesse país onde a diferença entre o certo e o errado é determinada por fatores nem sempre compreensíveis.

"Jornal O Globo
EDITORIAL: Temer vence batalha, e TSE erra o passo 
Era uma chance de o Tribunal Superior Eleitoral equiparar-se a outras instâncias do Judiciário identificadas com a linha de frente na luta contra a corrupção 
09/06/2017 20:38 / atualizado 09/06/2017 21:15 
Era uma chance de o Tribunal Superior Eleitoral equiparar-se a outras instâncias do Judiciário identificadas com a linha de frente na luta contra a corrupção. Entre elas, o Supremo, a 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, base do juiz Sergio Moro e da força-tarefa da Lava-Jato; o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro; e Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. 
Não se pode acusar de ilegítima a decisão da Corte de inocentar a chapa Dilma-Temer. Há argumentos técnicos que embasam os 4 a 3 a favor da manutenção da chapa, com a permanência de Michel Temer no Planalto. 
Mas é um contraponto forte que, entre os três votos derrotados, estejam dois ministros do Supremo, Luiz Fux e Rosa Weber, que podem se pronunciar depois que a denúncia contra Temer por corrupção for encaminhada à Corte, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ministro Edson Fachin, destinatário da denúncia, a enviará à Câmara, para que seja aprovada ou não, sendo necessária maioria de três quintos dos votos (60%). Se aprovada, a denúncia irá ao Pleno da Corte, em que Fux e Rosa Weber têm assento. O terceiro voto contra Temer, no TSE, foi do competente relator, ministro Herman Benjamin (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes! 

O TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL JOGOU DINHEIRO PÚBLICO NO LIXO ?

TSE

Prezados leitores, nós assistimos parte da fase final julgamento sobre a cassação ou não da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral, que terminou com o resultado da não cassação por quatro a três votos.
O resultado era esperado, mas não podemos deixar de registrar a nossa insatisfação, pois consideramos que estavam, presentes todas as provas para a cassação.
Confessamos que não conhecemos o rito processual do TSE, deixamos isso claro para que os doutores possam aceitar a dificuldade de entendimento que passamos a comentar.
Nos últimos dias assistimos debates sobre a validade ou não do conteúdo das delações premiadas feitas por integrantes do grupo Odebrecht, assim como, das feitas pelos marqueteiros da campanha.
Salvo engano, após deliberações dos excelentíssimos ministros, elas foram desconsideradas por parte da corte.
Diante disso surge o questionamento se o momento de considerar válidas ou não as delações deveria ser fase conclusiva do julgamento.
A razão da pergunta está diretamente ligada ao gasto do nosso dinheiro, o dinheiro público.
Todos sabemos que a burocracia cartorial consome tempo de servidores públicos, o que significa gasto de dinheiro público.
A simples juntada das delações no processo custa caro aos cofres públicos.
Se os procedimentos cartoriais consomem nosso dinheiro, a oitiva de testemunhas muito mais.
Além desses gastos, a transmissão via televisão de dias e dias de debates deve custar uma pequena fortuna. 
Não seria mais produtivo e econômico que a discussão sobre a aceitação ou não das delações da Odebrecht e dos marqueteiros ocorresse na fase inicial do processo?
Isso nos parece lógico.
Se a prova é servível ou não isso deveria ser decidido no início.
Deixar que cada ministro avalie como válida ou não as delações até o último instante, consumiu muito do nosso dinheiro, sobretudo se considerarmos o custo de cada ministro e de cada integrante do TSE para os cofres públicos, conhecidos que são os seus altíssimos salários.
Por derradeiro, ratificamos que não conhecemos o rito processual do TSE, mas se o que ocorreu está dentro da normalidade, eis um ótimo momento para repensar essa dinâmica.
O dinheiro público deve ser gasto obedecendo rigorosos critérios.
Ele é nosso, fruto no nosso trabalho.
A saúde, a segurança e a educação públicas devem ser prioridade no uso do nosso dinheiro, não podemos esquecer.
Menos gastos desnecessários, menos pompa e mais eficácia.

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 22 de março de 2017

CRÍTICAS E SUGESTÕES (2) - A SOCIEDADE E O PM - CORONEL PM REF HERRERA

Prezados leitores, além da introdução e do primeiro artigo publicados, eis o segundo da série da lavra do Coronel PM Ref Herrera:



CRÍTICAS  E  SUGESTÕES  (2)
A  SOCIEDADE  E  O  PM   

“A Polícia é o termômetro que mede o grau de civilização de um povo”
(Citação no Manual da PMERJ))


Muitos de nós sempre ouvimos que “o Brasil é o país do futuro”. Ao longo dos anos, entretanto, o panorama nacional sempre foi o de escolas deficientes, hospitais sucateados, crônica crise de desemprego, precária segurança pública, e tudo flutuando no oceano da nefasta corrupção de governantes. Com justa razão o povo desilude-se.
Porém, em contraponto, todos soubemos de fatos alarmantes recentemente.
Cidadãos comuns promoveram saques em Vitória-ES no período de paralisação dos serviços da PM, assim como nas manifestações de servidores públicos no Rio de Janeiro-RJ. Recente auditoria procedida no INSS constatou 32.0000 pessoas acusadas de fraudar o auxílio-doença. Apurou-se que, em 2016, quase 4 milhões de motoristas burlaram o pedágio somente nas estradas paulistas. Somente neste Carnaval de 2017, a PRF anunciou 1.222 autuações por embriaguez ao volante nas estradas federais, e a PMERJ informou 2.154 atendimentos de casos de violência contra a mulher. Já se tornou praxe ver centenas de pessoas saqueando cargas de caminhões sinistrados. O cruzamento de dados do TCU com TSE e Receita Federal mostrou que foram irregulares mais da metade de doações para campanhas eleitorais de 2016.
Torna-se público e notório o estado de calamidade em que está a Segurança Pública no país ante cerca de 60.000 assassinatos e de 20.000 pessoas desaparecidas por ano, afora milhares de condenações a agravar a superlotação das nossas penitenciárias.
O heroico movimento dos bombeiros militares, em 2012, no Rio de Janeiro, não logrou obter expressivo apoio popular para suas justas reivindicações: remuneração condigna e melhores condições de trabalho. Mesmo na passeata em Copacabana (a maior) houve, se tanto, 20.000 pessoas em toda a orla. Porém, logo após o Carnaval de 2017, a cantora Anitta conseguiu arrastar 400.000 pessoas para o Bloco das Poderosas no Centro da cidade. Também o Monobloco levou 500.000 pessoas às ruas. São fatos deveras muito interessantes.
Pesquisa realizada pelo Instituto Data Folha, em abril/2013, concluiu que a PMERJ está no topo do ranking da extorsão policial no país. Preocupante, sem dúvida, até porque não se conhece o perfil do universo pesquisado. E também cabe dupla interpretação: a de que seria talvez forte indício da desagregação moral da nossa sociedade, já que o ato da corrupção traduz, necessariamente, contrato informal entre partes: o corruptor e o corrupto; o crime de corrupção não pode ser individual.
Ocorre que todos os policiais brasileiros são recrutados nessa mesma sociedade e a ela juram servir, com o sacrifício da própria vida. Como, aliás, já fizeram muitos deles. Até o momento, em menos de 3 meses de 2017, já foram mortos 39 policiais militares: alarmante média de  1 PM assassinado a cada 2 dias!
Essa rotina já faz parte de nossa maldita Herança Beltrame. Nossos heróis esquecidos. Infelizmente até pela própria Polícia Militar.
Pergunta final para profunda reflexão dos leitores: Se nascido, criado, mal formado profissionalmente, tendo de conviver e trabalhar em cenários brasileiros, como se pretender exigir do nosso policial militar seu desempenho em padrões europeus?
A população está a exigir mudanças. Necessárias, sem dúvida. E urgentes. Mas não basta ficarmos apenas no mero maniqueísmo de ser ”contra a Polícia Militar”. Senão, estaríamos sendo tragados pela vazia retórica da nossa Esquerda festiva, que nada constrói e a nada conduz. Algo há de mais profundo.

NELSON HERRERA RIBEIRO, Cel PM Ref, advogado e professor


Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 7 de março de 2017

PRESIDENTE TEMER QUER PREJUDICAR POLICIAIS BRASILEIROS

presidente Temer e ex-governador Sérgio Cabral

Prezados leitores, cada dia fica mais evidente que tiramos quem tínhamos que tirar, mas que deixamos no lugar quem nós também tínhamos que tirar.
Usando uma expressão popular, nós fizemos o serviço pela metade.
A  nossa sorte é que o trabalho pode ser terminado a qualquer momento.

"Site G1
Blog do Camarotti 
Segunda-feira, 06/03/2017, às 11:45, por Gerson Camarotti
Temer resiste em avalizar aposentadoria especial para policiais
Nas conversas políticas em que participou durante o fim de semana com aliados, o presidente Michel Temer demonstrou resistência em relação à proposta de manter uma aposentadoria especial para policiais. Essa proposta chegou a ser apresentada por deputados preocupados com a resistência desta categoria. 
Temer, entranto, foi claro. Segundo ele, não é possível criar exceções para certas categorias. O peemedebista reconheceu o fator risco do exercício da profissão, mas avalia que as compensações devem ser feitas enquanto o policial estiver na ativa. 
Nessas conversas do fim de semana também foi proposta a antecipação de pontos da reforma trabalhista antes da reforma da Previdência. Temer, porém, ainda não bateu o martelo (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 3 de março de 2017

LE MONDE: "TEMER PODE ESTAR ESQUENTANDO A SUA PIZZA"

Prezados leitores, temos destacado que o governo Temer vai mal das pernas.
Tudo indica que acertamos ao tirar Dilma, mas erramos ao manter Temer.
Quem sabe o TSE não corrige o erro do povo?
O certo é que o povo precisa pensar muito sobre os caminhos que o atual governo está conduzindo o país. 


presidente Temer e ex-governador Sérgio Cabral



"Site InfoMoney
Brasil é o reino da impunidade, diz Le Monde: "Temer pode estar esquentando sua pizza"
Jornal francês afirma que o presidente da República parece querer se proteger de uma possível acusação - mas que isso não está passando despercebido (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 2 de março de 2017

GOVERNO TEMER EM PERIGO. DELATOR CONFIRMA DOAÇÃO PARA CAIXA DOIS

governador Pezão e presidente Temer

Prezados leitores, se não bastassem todos os problemas vivenciados pela gestão do presidente Temer, Marcelo Odebrecht confirmou em depoimento o pagamento de propina para o caixa dois da chapa Dilma-Temer. 

"Site G1 
02/03/2017 07h03 - Atualizado em 02/03/2017 08h50
Marcelo Odebrecht diz que doou R$ 150 milhões à campanha de Dilma
Do total, R$ 50 milhões foram contrapartida por MP que beneficiou o grupo.
Executivo confirma reunião com Temer, mas diz não ter tratado de valores.
Malu Mazza da RPC
O empresário Marcelo Odebrecht diz ter doado R$ 150 milhões à chapa Dilma-Temer na eleição de 2014 como caixa dois. Parte desse valor foi contrapartida pela aprovação da medida provisória do Refis, que beneficiou o grupo. O ex-presidente da Odebrecht também confirmou um encontro com Temer para tratar de doações para o PMDB, mas disse não ter discutido valores com o então vice-presidente (Leiam e assistam à reportagem)." 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 31 de março de 2016

A DILMA, O TEMER E O BRASIL SEM FUTURO



Prezados leitores, a nossa geração cresceu ouvindo que o Brasil era o país do futuro, algo que nunca se concretizou, ao contrário, o que constatamos é que atualmente o país não tem futuro.
Hoje o país está atravessando uma crise econômica gravíssima, que cresce de forma contínua a cada dia, acarretando uma série de prejuízos ao povo.
A crise na economia caminha ao lado de uma crise política sendo também muito grave, existindo a possibilidade da presidente Dilma repetir o que aconteceu com o ex-presidente Collor, que foi impedido (impeachment) de continuar no exercício da função..
A partir do surgimento da possibilidade do impeachment o Brasil parou para assistir a um jogo de ataque e defesa.
As acusações se alternam dos dois grupos e a cada uma delas faz surgir uma linha de defesa das mais diferentes origens, inclusive oriundas de Ministros do Supremo Tribunal Federal.
Enquanto os ataques e as defesas se sucedem, o povo brasileiro sente na carne o agravamento da crise econômica.
Em nenhum momento qualquer um dos lados apresentou um projeto para recolocar a economia brasileira nos eixos.
Diante desse quadro, somos forçados a especular sobre o futuro do governo:
- Se a presidente Dilma continuar, como ficará a governabilidade, considerando que o vice-presidente Temer e seu grupo estarão contra ela.
- Se a presidente Dilma for impedida, como ficará a governabilidade considerando que Temer terá contra si o PT e seus aliados.
Salvo melhor juízo, tendo Dilma ou Temer como presidente, no dia seguinte, a luta continuará.
E, não podemos esquecer, que existe a possibilidade da chapa ser impugnada, o que determinará que a presidência não ficará nem com Dilma, nem com Temer. Se isso ocorrer nada indica que a luta entre os grupos cessará.
Em apertada síntese, a classe política que nos representa destruiu o país.
O país do futuro foi transformado no país sem futuro.

Juntos Somos Fortes!

sábado, 8 de novembro de 2014

PEZÃO PODERÁ PERDER O MANDATO

Prezados leitores, como dizem: a esperança e a última que morre... 


Recordista, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, responde a 13 ações
Gabriel de Paiva / O Globo

"JORNAL O GLOBO
Ações por abuso de poder envolvem 18 governadores eleitos em 2014 
Em caso de condenação, esse tipo de processo gera automaticamente a cassação do mandato 
JULIANA CASTRO
08/11/2014 7:00 / ATUALIZADO 08/11/2014 8:52 
RIO — Dezoito dos 27 governadores eleitos passaram a responder este ano na Justiça Eleitoral às chamadas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs), um tipo de processo que, em caso de condenação, gera automaticamente a cassação do mandato. Somente o Ministério Público Eleitoral e os adversários podem entrar com essas ações, que relatam casos de abuso de poder econômico ou político e uso indevido dos meios de comunicação. 
Há ainda outros tipos de ações que podem fazer com que o político se torne inelegível, como nos casos de compra de votos e desvio na arrecadação e gastos de recursos. O governador de Roraima, Chico Rodrigues (PSB), por exemplo, teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional do Eleitoral na última quarta-feira em uma representação por despesas ilícitas na campanha de 2010. 
O governador reeleito do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), responde ao maior número de AIJEs: 13, sendo que uma delas, de autoria de Marcelo Freixo, corre em segredo de Justiça. Três foram propostas pela Procuradoria Regional Eleitoral e o restante, por adversários. Uma das ações da Procuradoria é sobre os reajustes que Pezão concedeu às vésperas do início da campanha, conforme O GLOBO noticiou à época (Leia mais)". 

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

IMPEACHMENT DA PRESIDENTA DILMA E FECHAMENTO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT)



Prezados leitores, a seguir transcrevemos texto recebido por e-mail sobre pedido de impeachment da presidente Dilma e sobre o fechamento do PT.
Infelizmente, não temos como disponibilizar os sete anexos encaminhados, mas publicaremos a primeira folha de um deles devidamente protocolada ao final.

"IMPEACHMENT DA PRESIDENTA DILMA E FECHAMENTO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT) 
Nesta terça-feira, 21 de outubro, foi protocolado junto à Câmara dos Deputados Federais, no Distrito Federal, o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, bem assim duas outras ações junto ao Tribunal Superior Eleitoral, uma, requerendo o fechamento do Partido dos Trabalhadores (PT) e, outra, o afastamento da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, das Eleições de 2014. 
As denúncias fundam-se no fato da presidenta da República subordinar e submeter a sua administração, diga-se, a da República Federativa do Brasil, a interesses de entidade e governos estrangeiros, notadamente, à entidade denominada Foro de São Paulo e aos governos de países ditos “revolucionários” da América Latina. 
O Foro de São Paulo é uma entidade fundada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em 1990 com objetivos de definir estratégias e diretrizes para os “companheiros” e partidos políticos revolucionários tomar o poder nos países da América Latina e, passo contínuo, fixar políticas e ações para se manterem e se perpetuarem no poder, mediante atuações diretas nas administrações e políticas internas dos países, a exemplo do Brasil, Venezuela, Bolívia, Equador e Cuba. 
É de ser destacar que no Foro de São Paulo, entidade com gestão estratégica direta do PT, houve participação das FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, organização guerrilheira e tida, por alguns países, como terrorista. 
Nas ações protocoladas são destacadas as declarações do ex-presidente Lula, de José Dirceu e da presidenta Dilma, que, além de confirmarem a existência da entidade Foro de São Paulo, esclarecem e declaram as intenções da entidade para tomada do poder no Brasil e nos países da América Latina, e quais as estratégias para administrar e se perpetuarem no poder. 
As duas outras ações, estas ajuizadas junto ao Tribunal Superior Eleitoral, fundam-se na violação da Constituição Federal, notadamente ao Estado Democrático de Direito, à Independência da República Federativa do Brasil e aos Direitos Políticos. 
A ação do mandado de segurança requer o afastamento/impedimento da candidata do PT, Dilma, de participar das Eleições de 2014, vale dizer, na votação em segundo turno, no próximo dia 26, em face de que não preenche os requisitos constitucionais de elegibilidade e por violar os princípios constitucionais da moralidade e da legalidade. 
O pedido de fechamento do Partido dos Trabalhadores (PT), denúncia encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral para cancelar o registro do partido e seu estatuto, decorre do fato do mesmo estar, a exemplo da Presidência da República, subordinado e sob influência direta de entidade e governos estrangeiros. 
Confira-se em anexo o inteiro teor das ações: Pedido de Impeachment da presidenta Dilma, Pedido de Fechamento do PT e Mandado de Segurança requerendo o afastamento da Candidata do PT, Dilma, das Eleições de 2014. 
Caroline Rodrigues De Toni
OAB/SC 29.606
Mestre em direito público pela Universidade Estácio de Sá" 




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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

OS JIHADISTAS TUPININQUINS - HISTORIADOR MARCO ANTONIO VILLA



Prezados leitores, aconselhamos a leitura do artigo que transcrevemos a seguir:

OS JIHADISTAS TUPINIQUINS 
MARCO ANTONIO VILLA 
JORNAL “O Globo” de 12 de agosto de 2014 
Estamos a menos de dois meses das eleições. Mas não parece. Há um clima de desânimo, de desinteresse, de enfado. Acreditava-se que, após o fim da Copa do Mundo, as atenções estivessem concentradas no processo eleitoral. Ledo engano. A pasmaceira continua a mesma. Agora, o divisor de águas é o horário gratuito que começa dia 19. Para o PT, este é o clima ideal para a eleição presidencial. Quanto menor o interesse popular, maior a chance de permanecer mais um quadriênio no poder. O partido tem, inclusive, estimulado discretamente campanha pelo voto nulo ou branco. Sabe que muitos eleitores estão desanimados com a política, justamente com as mazelas produzidas pelo próprio petismo.
A desmoralização das instituições foi sistematicamente praticada pelo partido. A compra de maioria na Câmara dos Deputados, que deu origem ao processo do mensalão, foi apenas o primeiro passo. Tivemos a transformação do STF em um puxadinho do Palácio do Planalto. O Executivo virou um grande balcão de negócios e passou a ter controle dos outros dois poderes. Tudo isso foi realizado às claras, sem nenhum pudor.
Não há área do governo que nos últimos anos tenha permanecido ilesa frente à sanha petista. Todos os setores da administração pública foram tomados e aparelhados pelo partido. Os bancos, as empresas estatais e até as agências reguladoras se transformaram em correrias de transmissão dos seus interesses partidários.
Imaginava-se que, após a condenação dos mensaleiros, o ímpeto petista de usar a coisa pública ao seu bel-prazer pudesse, ao menos, diminuir. Nada disso. Os episódios envolvendo a Petrobras demonstram justamente o contrário. E mais: neste caso levaram ao descrédito total os trabalhos de uma Comissão Parlamentar de Inquérito e desmoralizaram mais uma vez o Legislativo.
As ações seguem um plano de que o partido é o elemento central da política, nada pode ocorrer sem a sua anuência. Esta estrutura tentacular tem enorme dificuldade de conviver com a democracia, a alternância no governo e com o equilíbrio entre os poderes. A insistência em impor o projeto dos conselhos populares – uma espécie de sovietes dos trópicos – faz parte desta visão de mundo autoritária.
O maior obstáculo para o PT é a existência do Estado Democrático de Direito. O partido tem como objetivo estratégico miná-lo diuturnamente. Suas ações chocam-se com a “institucionalidade burguesa”.
O PT usará de todos os meios para se manter no poder. Manteve até aqui a campanha em banho-maria, como era do seu interesse. Mas com a permanência de Dilma em um patamar que vai levar a eleição para o segundo turno – isto hoje é líquido e certo -, o partido vai abrir a sua caixa de ferramentas, como o fez em 2006 e 2010.
O uso da internet para desqualificar seus opositores é realizado há um bom tempo. O PT tem um verdadeiro exército de jihadistas prontos para o ataque. O recente episódio de mudanças no perfil de jornalistas na Wikipedia é café pequeno frente ao que vem por aí. O auge do jogo sujo será justamente durante a breve campanha do segundo turno, onde uma calúnia tem muito mais efeito eleitoral, principalmente se divulgada às vésperas da eleição.
As modificações ocorridas no Tribunal Superior Eleitoral passaram em branco. É bom que a oposição fique atenta, pois quem vai presidir a eleição é um ex-funcionário do Partido dos Trabalhadores e ex-advogado de um sentenciado no processo do mensalão, José Dirceu. O presidente do TSE é o ministro Dias Toffolli.
Marco Antonio Villa é historiador

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