JORNALISMO INVESTIGATIVO

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

ANISTIA DOS BOMBEIROS E PMs - SENADO APROVA

O Senado Federal também aprovou a anistia dos Bombeiros e Policiais Militares.
Leiam no Jornal do Brasil (link).
O projeto seguirá para sanção presidencial.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

ANISTIA DOS BOMBEIROS E PMs - PRIMEIRO PASSO

Ontem foi aprovada na Câmara dos Deputados a anistia criminal de Bombeiros e de Policiais Militares que participaram de mobilizações salariais em vários estados. O projeto seguirá para o Senado, onde será votado.
O primeiro passo foi dado, o caminho ainda é longo, pois temos que lutar pela anistia administrativa, a qual deve ser votada nas Assembleias Legislativas.
No Rio de Janeiro, o projeto de anistia se arrasta há mais de um ano na ALERJ, em face do deputado estadual Paulo Melo (PMDB), presidente da casa legislativa, se recusar a colocá-lo em votação. O projeto foi assinado por mais de 60 deputados.
Juntos Somos Fortes! 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

DESMILITARIZAR A POLÍCIA MILITAR - DALMO DALLARI - CONSIDERAÇÕES

Artigo republicado diante da crescente ideia de que a desmilitarização das PMs será a solução para os problemas da segurança pública.
SEGUNDA-FEIRA, 1 DE OUTUBRO DE 2007
DESMILITARIZAR A POLÍCIA - DALMO DALLARI
Chegar a meio século de vida não significa o alcance da sabedoria, na realidade, ao ultrapassarmos o cinquentenário, mesmo na plenitude da produtividade mental, pois a física se perdeu no tempo, apenas uma "certeza absoluta" possuímos - o desencarne está cada dia mais próximo.
Portanto, prefiro ser socrático e afirmar que "só sei que nada sei", antes de criticar uma obra alheia, embora tenha passado dos cinquenta.
No seio familiar aprendi que respeitar a opinião do outro é um sinal de civilidade, um exercício que todos nós deveríamos nos obrigar diariamente.
Aliás, maior civilidade ainda demonstra o ser humano que muda de opinião, quebrando seus paradigmas internos mais fortes.
Deixar-se convencer, diante de uma verdade, diferente da sua, mostra grandeza de propósitos e de ideais.
Ainda estou muito longe desse imaginário ser humano perfeito, vez por outra, me surpreendo na entrada da caverna, titubeando entre sair para o mundo exterior e voltar para a segurança da escuridão, contentando-me com a confortável ignorância.
No sábado, o texto a seguir me surpreendeu.
Confesso que a vontade primeira foi gritar a plenos pulmões a minha indignação.
Em um ato de coragem saí da caverna e enfrentei o desconhecido.
Ilustre DALMO DALLARI, perdoe-me, o renomado Professor e Jurista para mim era um completo desconhecido.
Eu sei, a recíproca é ainda mais verdadeira, para o senhor o Coronel Paulo Ricardo Paúl, atual Corregedor Interno da PMERJ, é abissalmente distante da sua realidade.
E busquei conhecer o desconhecido.
Vi que o seu artigo já tinha sido transcrito no blog MILITAR LEGAL, do Tenente Melquisedec Nascimento.
Descobri que o senhor foi uma das 23 (vinte e três) personalidades que deram depoimento para o livro "ESTADO DE DIREITO JÁ" e que na realidade seu nome é Dalmo de Abreu Dallari.
Li uma declaração sua contida no artigo "NY Times: Brasil pode utilizar o Exército para substituir policiais em greve", escrito por LARRY ROTHER.
Em seguida, li outra citação a seu respeito, no artigo "Mais segurança: com ou sem armas?", escrito por MIGUEL GLUGOSKI.
O jornalista REINALDO AZEVEDO fez uma análise crítica muita dura sobre a sua postura a respeito de um movimento na USP, no artigo "No afã de seduzir adolescentes, Dallari quebrou a cara".
E resolvi parar quando li sobre o senhor no "Jornal da Universidade - UFRGS" e no blog "ZÉ DIRCEU - Um espaço para a discussão do Brasil".
Confesso, desisti, o senhor é famoso demais, eu levaria todo o resto da minha vida para conhecer a sua obra.
Frustado e pior, mais indignado, ao perceber como alguém tão famoso quanto o senhor - um formador de opinião - consegue escrever sobre algo que não conhece, desfilando conceitos repetidos incontáveis vezes, não acrescentando nenhum fato novo.
O senhor condenou o modelo militar adotado pela Polícia Ostensiva e de Preservação da Ordem Pública, sem conhecer o modelo.
Assim sendo, arguindo os princípios do contraditório e da ampla defesa, analiso o seu artigo.
Na verdade, invado o seu artigo e para preservá-lo faço os meus comentários utilizando letras na cor vermelha, enquanto o original está em azul.
Vamos ao artigo.
*******
JORNAL DO BRASIL
SÁBADO, 29 de Setembro de 2007.
Dalmo Dallari.
Professor e Jurista.
No Brasil há muita polícia e pouco policiamento. Com efeito, estão previstas na Constituição oito organizações policiais autônomas, com diferentes áreas de atuação, o que deveria significar que a ordem legal está assegurada em toda as atividades que interessam à sociedade brasileira e que a criminalidade está mantida em nível baixo, não havendo motivo para que as pessoas sintam insegurança e vivam com medo. Quem não conhecer o Brasil e tomar conhecimento da existência dessa pluralidade de organizações policiais irá concluir que não há espaço para ofensas à segurança pública, à vida e a integridade física das pessoas, bem como ao patrimônio. A realidade, entretanto, é outra.
Muitas pessoas, sobretudo nas grandes cidades, vivem com medo, sentindo-se inseguras, na expectativa de sofrer algum tipo de violência ou de ser vítima de alguma ofensa à pessoa ou ao patrimônio a qualquer momento. A par disso, é público e notório que um dos negócios mais rendosos do Brasil é a segurança privada, o que já deve fazer pensar.
Evidentemente, é mais do que tempo de se promover um debate sério e objetivo, sem arroubos demagógicos e sem falsa indignação, livre da influência de interesses corporativos, buscando a definição de uma política de segurança para todo país, para as regiões e as cidades, e o estabelecimento de um sistema policial integrado, em que uma polícia saiba o que outra está fazendo e todas atuem com espírito de colaboração, colocando acima de tudo o interesse público. Essa é uma idéia que deve ser proposta desde já para ser amadurecida, a fim de que as pessoas e entidades realmente interessadas no encontro de boas soluções e capazes de dar contribuição relevante comecem a pensar seriamente no assunto.
(Sinceramente, linhas e linhas do mais tradicional lugar comum, já lidas e relidas em incontáveis publicações. Talvez, uma única frase resumisse tudo isso: Precisamos mudar o modelo empregado na Segurança Pública. Isso é fato. Se não está funcionando, e não está, devemos mudá-lo).
Como contribuição a esse debate, seria importante que desde já se considerasse com seriedade, sem preconceitos ou reservas de qualquer natureza, a desmilitarização das Policiais Militares.
(Mais uma vez, um velho e desgastado discurso, próprio daqueles que desconhecem que a estrutura militarizada é empregada mundo a fora e com muito sucesso, diga-se de passagem).
Seria injusto negar que essas polícias têm dado contribuição positiva para e segurança pública no Brasil, mas seria também fugir à realidade não reconhecer que grande número de problemas graves de segurança pública, inclusive violência e corrupção, têm origem no caráter militar, absolutamente impróprio, dessas corporações .
(Assombrado, repito parte do seu texto:... "mas seria também fugir à realidade não reconhecer que grande número de problemas graves de segurança pública, inclusive violência e corrupção, têm origem no caráter militar, absolutamente impróprio dessas corporações." De duas uma, ou o senhor acha que a Polícia Não Militarizada no Brasil não é corrupta e nem violenta, ou regressou recentemente de Marte, tamanha a inconsistência de sua afirmativa, fundamentada sabe-se lá onde ou em que).
Com efeito, diz a Constituição que às Policiais Militares, organizadas pelos Estados e pelo Distrito Federal, cabem a polícia ostensiva a preservação da ordem pública. Elas são, portanto, serviços públicos essenciais, ligados à manutenção da ordem pública interna, sendo de sua responsabilidade uma constante ação de vigilância e preservação, devendo fazer-se visíveis dia e noite, a fim de impedir a existências de situações que sejam propícias à quebra da ordem legal e à ofensa aos direitos que ela consagra.
(Perfeito e de domínio público).
A função de Policiais Militares é prestar serviços ao seu povo e não enfrentar inimigos. Já o fato de estar instalada em quartéis e ser, por isso, de difícil acesso, afasta essas polícias do povo. A par disso, a graduação militar de seus membros e o uso de fardamento militar, em lugar de um uniforme civil, lembram muito mais um exército do que uma polícia, sendo também um fator de distanciamento.
(O senhor precisa viajar um pouco mais pelo mundo, sair um pouco da "caverna", buscar o conhecimento. Recentemente, alguns brasileiros que regressaram do Chile, enalteceram para mim, a excelência dos Carabineiros. O senhor os conhece? E as suas impecáveis fardas?).
Acrescentem-se a isso os privilégios absurdos assegurados aos seus integrantes, quando praticam irregularidades graves ou crimes, não havendo como negar que os policiais militares envolvidos na prática de crimes têm sido muito beneficiados pela proteção corporativa, em prejuízo da eficiência e da autoridade da organização.
(O senhor certamente não conhece a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, caso contrário saberia que no período de 2005 a 2007 foram demitidos mais de 550 (quinhentos e cinquenta) integrantes da Policia Militar. Nós devemos ser muito corporativistas na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, pelo menos no seu imaginário. O senhor conhece alguma Polícia Não Militarizada do Brasil que tenha um controle interno tão eficiente. Aliás, conhece alguma outra Instituição Brasileira tão refratária ao corporativismo?).
É tempo de pensar seriamente nos grandes benefícios que resultariam da desmilitarização dessas polícias, fazendo delas verdadeiros integrantes da ordem civil que devem proteger.
(Acabou? Por favor, cite alguns dos grandes benefícios que resultariam dessa desmilitarização, pois encerrando o artigo dessa forma inócua, pouco ou nada contribuiu para a melhoria do modelo, o que é uma afronta ao seu prestígio e conhecimento).
*********
Sinceramente, senhor Dalmo Dallari, os meus mais de 31 (trinta e um) anos atuando na Segurança Pública me permitem propor uma alternativa e gostaria que pensasse sobre ela, entre uma palestra e outra.
Vamos tentar cumprir a Constituição Federal, especificamente o artigo 144?
As Polícias Militares atuando na Preservação da Ordem Pública, através do exercício da Polícia Ostensiva (Policiamento Ostensivo) e as Polícias Civis (Não Militarizada) investigando os delitos, identificando os autores e os encaminhando para o Poder Judiciário.
Eu não sei se o senhor sabe, mas a impunidade é um dos maiores problemas brasileiros e a impunidade é alimentada pelo baixíssimo índice de elucidação dos delitos por parte da Polícia Judiciária (Não Militarizada).
E aproveito para acrescentar que a "quase" certeza da impunidade é um forte estímulo para a prática de crimes.
Concorda?
Portanto, o problema não reside no fato das Polícia Militares parecerem exércitos ao ingressarem nas comunidades carentes e serem recebidas com tiros de fuzis, na verdade, o problema está no fato da Polícia Judiciária não elucidar como as armas e as drogas chegam às comunidades carentes do Brasil, quem as transporta e como as transporta, por exemplo.
Ilustre Professor e Jurista Dalmo Dallari, enquanto as Polícias Civis (Não Militarizadas) não realizarem a sua única missão constitucional, infelizmente, as Polícias Militares continuarão precisando parecerem exércitos, inclusive usando os tão criticados veículos blindados para o transporte de tropa.
Em tempo, o senhor deve conhecer tais veículos como "CAVEIRÕES" e deve criticar o seu uso.
Cumpra-se a nossa Constituição Cidadão, isso já seria um bom começo!
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

ATO PELA ANISTIA DOS BOMBEIROS E PMs - ADIAMENTO

O ato que está previsto para amanhã foi adiado pelos organizadores.
Data: 2 de julho de 2013 (transferido para 01 AGO 2013).
Local: ALERJ.
Horário: 13:00 horas.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

OFENSAS CONTRA POLICIAIS MILITARES - EMAIL

Reproduzo email que encaminhei ao jornal O Globo a respeito de ofensas contra Policiais Militares.
EMAIL:
"Sr editor Gilberto Scofield (O Globo):
Eu sempre fui um defensor da liberdade de expressão e procurei exercê-la até na minha vida profissional (Policial Militar), sofrendo sérias represálias pelo seu exercício no meu blog pessoal e nas ruas do Rio de Janeiro, inclusive sendo preso ilegalmente em Bangu 1, isso no curso da mobilização salarial dos Bombeiros e PMs (2012), estando atualmente sob ameaça de ser expulso da Polícia Militar.
Diante do exposto, sinto-me inteiramente à vontade para apresentar a presente reclamação.
Longe de justificar a ação dos PMs retratados nas fotos, tenho que repudiar as palavras usadas pelo fotógrafo Pablo Jacob.


Considero necessária uma retratação.
Atenciosamente


Paulo Ricardo Paúl
Coronel PM
Ex-Corregedor Interno da PMERJ"

INFORMAÇÃO:
O Sr Gilberto Scofield respondeu o email, esclarecendo que o fotógrafo foi advertido e que as palavras ofensivas foram retiradas.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

CORONEL PAÚL - PRIMEIRA PRISÃO - DOIS ANOS

No dia 3 de junho próximo passado se completou o segundo "aniversário" da minha primeira prisão em decorrência da participação na mobilização por salários dignos e melhores condições de trabalho para Policiais e Bombeiros Militares, iniciada em 2007 pelo grupo denominado "Quarenta da Evaristo".
Naquele dia, centenas de Bombeiros Militares "invadiram" o Quartel General do CBMERJ, onde permaneceram por algumas horas até o aquartelamento ser "retomado" pelo Comando Geral da PMERJ com o emprego da força através de Policiais Militares do BOPE.
Eu fui preso quando estava em frente ao quartel, antes da ação da PMERJ, fotografando uma faixa colocada pelos Bombeiros, isso para ilustrar matéria a ser publicada no blog. Os detalhes sobre a referida prisão já foram publicados em artigos anteriores, inclusive as ilegalidades praticadas contra mim e as providências que adotei, portanto, não   serei enfadonho repetindo os fatos.
Dois anos e vida que segue.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 14 de maio de 2013

RIO - MOBILIZAÇÃO SALARIAL - PM REINTEGRADO

O Major PM RR Hélio Silva de Oliveira comunicou através de email que o Cabo PM Cristiano da Silva Matos será reintegrado aos quadros da Polícia Militar por força de decisão liminar do Poder Judiciário no mandado de segurança impetrado (0248234-07.2012.8.19.0001). O PM tinha sido excluído da corporação em face da sua participação na mobilização por melhores salários realizada nos meses de janeiro e fevereiro do ano passado.
O Soldado PM Samuel é o único participante que ainda se encontra excluído por ter participado da mobilização, mas também conseguirá a vitória.
No caso dos Praças do Corpo de Bombeiros, todos continuam excluídos.
No tocante ao Oficiais, três Oficiais da Polícia Militar (Coronel PM RR Rabello, Coronel PM REF Paúl e Major PM RR Hélio) continuam sendo julgados no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assim como o Major BM Márcio Garcia. O Capitão BM Marchesini foi julgado e considerado justificado por unanimidade, portanto continuará nas fileiras  do CBMERJ.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

CAPITÃO BM MARCHESINI - VITÓRIA - JUSTIFICADO

Ontem, o Capitão BM Alexandre Machado Marchesini foi julgado no TJ/RJ em face da sua participação nas lutas salariais dos Bombeiros e Policiais Militares. Ele foi considerado JUSTIFICADO e não será exonerado do Corpo de Bombeiros Militar.
Em síntese, eis a decisão:
Processo número 0036088-18.2012.8.19.0000.
"Julgado improcedente o pedido - unanimidade.
Por unanimidade, julgou-se justificado o justificante, nos termos da Desembargadora Relatora (Des. Elizabeth Gomes Gregory).
Uma grande vitória!
Parabéns ao Capitão BM Marchesini.
Parabéns aos responsáveis pela defesa do Oficial.
Quatro Oficiais ainda estão sendo julgados no TJ/RJ pelo mesmo motivo: Coronel PM Rabelo, Coronel PM Paúl, Major PM Hélio e Major BM Márcio Garcia.
O andamento dos processos pode ser feito diretamente no site do TJ/RJ.
Juntos Somos Fortes!



quinta-feira, 2 de maio de 2013

ANISTIA DOS POLICIAIS E BOMBEIROS - ATUALIZAÇÃO

Prezados leitores, segue tramitando na Câmara dos Deputados o requerimento solicitando urgência na votação do projeto de lei número 2791/2011, o qual trata da anistia de militares estaduais de vários estados, inclusive do Rio de Janeiro, punidos por terem participado de movimentos salariais.
Parabéns a todos e a todas que estão se empenhando nesta luta digna.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 6 de abril de 2013

DAVID HUME E A VENDA DO QG DA POLÍCIA MILITAR


Prezado leitor:
O que pensar sobre a venda do QG?
O que dizer?
O que escrever?
O que fazer?
Não sei.
Fiz tudo o que podia para tentar mostrar aos Oficiais e aos Praças, ativos e inativos, que a subserviência ao poder político estava destruindo a PMERJ, dia apos dia.
Foram 6 anos de luta nas ruas e nos blogs, centenas de atos e milhares de artigos.
Fiz tanto e de tantas maneiras que alguns me rotularam como louco ao se reportarem às minhas ações nas ruas, muitas vezes solitárias (isso não é postura de Coronel) e alguns como oportunista (ele quer é ser eleito).
Tolos.
Diante do dinamite que se instalará nas vigas do Quartel dos Barbonos, lembro de uma frase que meu filho pediu para eu providenciasse que fosse estampada em uma camiseta, quando ele cursava a faculdade de história na UFF, isso em 2004 ou 2005, não consigo precisar:
"Raramente se perde qualquer tipo de liberdade de uma só vez" (David Hume).
Ele usou a camisa até a sua quase desintegração física, como ocorrerá com o QG.
Nunca escondi, a verdade contida na frase sempre foi uma motivação para continuar lutando, apesar de todas as represálias que sofri.
A venda do QG da PMERJ é o resultado das ações contrárias aos interesses institucionais e as omissões oportunistas em interesse próprio de todos e de todas, Oficiais e Praças, que colocaram a Polícia Militar para trilhar "O Caminho da Servidão".
Nem mais, nem menos.
Hoje, na solidão do banco dos réus do Tribunal de Justiça, onde estou sendo julgado pelas minhas ações e, ainda, pelo que não fiz (incitamento à greve, por exemplo),  pouco posso fazer além de lamentar a minha incompetência na tentativa de fazer com que os meus companheiros compreendessem a grande lição contida na frase:
"Raramente se perde qualquer tipo de liberdade de uma só vez".
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

MOBILIZAÇÃO SALARIAL - PMs PRESOS EM BANGU 1 - PAD - DECISÃO - PERMANÊNCIA


Eu fui informado que ontem foi publicada no BDR da Polícia Militar, a solução do PAD ao qual foram submetidos os Praças da PMERJ que participaram da mobilização salarial nos meses de janeiro e fevereiro de 2012 e que foram encarcerados na Penitenciária Bangu 1, tendo o comando da corporação decidido que eles estão aptos para permanecerem no serviço ativo, mas punindo a cada um com 30 (trinta) dias de detenção.
A decisão alcançou o 3o Sargento PM Aquino, o Cabo PM Alonsimar, o Cabo PM Gurgel, o Cabo PM Hamude, o Cabo PM Neto, o Cabo PM Vivian e o Soldado PM Wagner Luiz.
Considerando o grupo de Praças da Polícia Militar que ficou preso em Bangu 1, a decisão não alcançou apenas o Cabo PM Pablo Rafael, que não respondeu ao mesmo PAD, salvo melhor juízo.
Os Oficiais que ficaram presos em Bangu 1 com eles (Coronel PM Rabello, Coronel PM Paúl e Major PM Hélio) estão sendo julgados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em face da decisão do secretário de segurança de aplicar aos Oficiais a pena demissionária.
No referido tribunal também estão sendo julgados o Major BM Márcio Garcia e o Capitão BM Marchesini, em face da intenção de demiti-los exarada pelo secretário de defesa civil. 
Os Praças do Corpo de Bombeiros que estiveram presos em Bangu 1 foram excluídos e lutam pela reintegração junto ao poder judiciário.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 14 de março de 2013

O CASO MÉRCIA NAKASHIMA, OS BOMBEIROS E OS POLICIAIS MILITARES DO RIO

A mídia está cobrindo com grande destaque o julgamento do Policial Militar "aposentado" e advogado, Mizael Bispo, acusado de assassinar a ex-namorada Mércia Nakashima (Leiam).
O julgamento ocorre no Estado de São Paulo e como o réu tem direito à prisão especial por ter curso superior, ele está encarcerado no presídio da Polícia Militar paulista.
Em conformidade com as leis, o réu acusado de homicídio não foi colocado em um presídio comum.
Se a lei é certa ou errada, não cabe discussão ela deve ser aplicada, pois nunca se alcançará a verdadeira justiça enquanto os direitos de todos não forem devidamente respeitados. 
No Rio de Janeiro, no dia 10 de fevereiro de 2012, Bombeiros e Policiais Militares que participavam de uma mobilização salarial foram presos e encarcerados na Penitenciária Bangu 1, estabelecimento construído para abrigar os piores criminosos condenados. Os PMs e BMs foram jogados em solitárias minúsculas, verdadeiros cofres de aço e concreto, durante por um período de quinze horas por dia.  Para se ter uma ideia sobre a insalubridade do local, cito que nós éramos obrigados a usar o "boi" (buraco no chão da cela), em face da inexistência de vaso sanitário. O buraco tinha que ser mantido fechado com a colocação de uma garrafa pet de dois litros, isso para evitar que ratos e insetos invadissem a cela.
Tanto os Bombeiros, quanto os Policiais Militares, por serem militares, deveriam ser custodiados em estabelecimentos militares, como determina a legislação. Além disso, os Oficiais e alguns Praças presos possuem curso superior, portanto, só por este aspecto, deveriam ser custodiados em conformidade com a legislação que regula a prisão especial.
Em São Paulo, a legislação está sendo cumprida, no Rio de Janeiro ela foi violentada, assim como, foram violentados os direitos e as prerrogativas dos Bombeiros e dos Policiais Militares, resultando em tese em indícios dos crimes de abuso de poder e tortura (física e psicológica).
O poder judiciário foi comunicado.
O poder legislativo foi comunicado.
O poder executivo foi comunicado.
O ministério público foi comunicado.
Comissões de direitos humanos (ALERJ e OAB/RJ, dentre outras) foram comunicadas.
Vale destacar e agradecer, mais uma vez, que foram membros das comissões de direitos humanos da OAB/RJ e da ALERJ que conseguiram transferir os presos para o local correto, após uma visita em Bangu 1.
Um ano se passou e não se tem qualquer notícia sobre qualquer ação destes órgãos para buscar a responsabilização dos autores de tamanha violação aos direitos fundamentais da pessoa humana.
A exceção é o processo em curso no Tribunal de Justiça que teve origem em uma queixa crime apresentada pelos advogados que defendem os Bombeiros Militares. O Secretário Estadual de Defesa Civil é um dos réus. O processo só avaliará a conduta com relação aos Bombeiros Militares, salvo melhor juízo. E quanto aos Policiais Militares?
Vida que segue.
Juntos Somos Fortes! 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

BOMBEIROS E POLICIAIS - ANISTIA - ALERJ - REUNIÃO

Ontem, foi realizada uma audiência no auditório da ALERJ para tratar da votação do projeto de anistia dos Bombeiros e Policiais Militares. A reunião foi conduzida pelos deputados estaduais Geraldo Pudim, Janira Rocha, Clarissa Garotinho e Marcelo Freixo, sendo que outros parlamentares se fizeram representar por assessores. Cerca de 100 Bombeiros e Policiais Militares estiverem presentes, sendo a maioria de BMs.
Em apertada síntese, considerando que diversos temas foram tratados, a estratégia dos deputados será buscar a inclusão na pauta de votação do projeto que conta com a assinatura de 64 parlamentares (A ALERJ tem 70 deputados), por meio de negociação com o presidente da casa legislativa.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

ANISTIA DOS PMs e BMs - ALERJ - A LUTA CONTINUA

Ontem, dia 20 de fevereiro de 2013, um grupo de PMs e BMs (Oficiais e Praças) compareceu no plenário da ALERJ para dar continuidade à luta pela inclusão na pauta de votações do projeto de anistia, uma dificuldade que enfrentamos há meses. 
Alguns deputados discursaram a favor do projeto, como os deputados Geraldo Pudim, Paulo Ramos, Janira Rocha e Marcelo Freixo, entre outros. Além disso, foi comentada a prisão arbitrária e ilegal dos Oficiais e Praças da PMERJ e do CBMERJ que lutavam por melhores salários na Penitenciária Bangu 1, tema que causa repúdio geral. O deputado Geraldo Pudim se comprometeu em expedir documentos para diversos órgãos públicos a fim de identificar e responsabilizar quem deu a ordem para o encarceramento dos PMs e BMs nas solitárias de Bangu 1, sendo certo que a ordem não foi judicial.
Os vereadores Major BM Márcio Garcia (RJ) e Cabo PM Alonsimar (Campos) também participaram do encontro que foi encerrado com uma reunião nas escadarias da ALERJ.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

PMs E BMs PRESOS EM BANGU 1 - PRIMEIRO "ANIVERSÁRIO"

No próximo dia 10, domingo de carnaval, completará um ano, o primeiro "aniversário", da prisão de Oficiais e Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que lutavam por melhores salários nas solitárias da Penitenciária Bangu 1, onde ficavam confinados durante 15 horas por dia.
Tal ato criminoso foi comunicado aos órgãos competentes pela apuração das responsabilidades pelo encarceramento contrário às leis, mas um ano depois ainda não se tem qualquer notícia sobre o andamento das investigações, apesar da simplicidade e da brevidade das ações a serem desenvolvidas para identificar e responsabilizar os autores. Enquanto isso, Praças do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar que participaram da mobilização continuam na condição de excluídos de suas corporações e Oficiais das duas corporações continuam sendo julgados pelo Tribunal de Justiça, podendo ter destino idêntico. Além disso, o projeto de anistia administrativa segue parado na ALERJ apesar de ter como autores quase a totalidade dos deputados estaduais.
Vida que segue.
Juntos Somos Fortes!