Prezados leitores, não perderemos o nosso tempo e o precioso tempo dos nossos leitores tratando das missões constitucionais das Forças Armadas, para conhecer essa verdade basta uma pesquisa sobre o texto constitucional.
Preferimos focar na atual realidade brasileira, onde os escândalos políticos se sucedem com uma rapidez nunca antes vista nesse país, algo que os políticos justificam com frases de efeito do tipo: -“Nunca se combateu tanto a corrupção nesse país”.
Eles (elas) apresentam essa explicação para os escândalos que invadem as nossas casas através de redes de televisão e rádio, jornais e revistas.
Os mais ousados (ousadas) chegam a se glorificar:
- “Foi a Polícia Federal que descobriu o escândalo”.
Isso em face da Polícia Federal ser um órgão governamental.
Esquecem propositalmente que inúmeros escândalos não foram descobertos pela Polícia Federal.
No Rio de Janeiro, por exemplo, o escândalo dos contratos superfaturados de compra e de terceirização da frota de viaturas da Polícia Militar foi denunciado ao Ministério Público (MP) pelo Coronel PM Ref Paúl.
O escândalo monta centenas de milhões de reais e fez com que o MP denunciasse o atual secretário de segurança Beltrame e o ex-chefe da Casa Civil do governo Cabral-Pezão.
A verdade é que o país ruma para uma “cleptocracia ampla, geral e irrestrita”, isso por meio de projetos de poder de oito, doze, dezesseis, vinte, vinte e quatro anos ou mais.
Só existem duas formas de interrompermos esse processo:
1) O povo derrubando o projeto de poder, provocando uma alternância política, elegendo a oposição, onde considerar que esses projetos estão em curso (governo federal e/ou estaduais e/ou municipais).
2) As Forças Armadas cumprindo os seus deveres constitucionais.
Só existem essas duas opções.
Nós somos democratas por natureza e torcemos para que o “gigante” acorde de verdade e rompa esses processos através do voto, mas uma coisa é certa, os processos terão que ser interrompidos de uma forma ou de outra.
No intuito de demonstrar a gravidade do momento que vivemos convidamos a todos e a todas a voltarem um pouco no tempo, quando Lula era candidato e tendo como parâmetro uma fala do ex-presidente, podemos afirmar sem medo de errar que atualmente existe no Brasil um “projeto de compra de votos” que alcança mais de 14 milhões de famílias.
Transformem isso em número de votos e percebam como é praticamente impossível interromper pelo voto o projeto de poder.
Basta o atual governo insinuar que os adversários acabarão com o “Bolsa Família” para eliminar a concorrência.
No Rio de Janeiro, alegam que o adversário mais forte vai acabar com as Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, a tática é idêntica.
Isso sem falar nas diversas tentativas "jurídicas" de tentar retirar o adversário mais forte (Garotinho) da corrida eleitoral.
Os grupos políticos que estão no poder lembram o personagem “Dick Vigarista” do desenho animado “Corrida Maluca” que tentava tirar os outros concorrentes da corrida para poder vencê-las.
Infelizmente, ao contrário do “Dick Vigarista”, que nunca vencia apesar das artimanhas, eles vencem.
Prezados leitores, vocês lutarão com o voto contra a “cleptocracia” ou preferem esperar as baionetas?
Juntos Somos Fortes!