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sexta-feira, 31 de março de 2017

"CRÍTICAS E SUGESTÕES" (FINAL) À GUISA DE CONCLUSÃO - CORONEL PM REF HERRERA

Prezados leitores, publicamos o último da série "Críticas e sugestões"da lavra do Coronel PM Ref Herrera:



"CRÍTICAS  E  SUGESTÕES  (final)
À  GUISA  DE  CONCLUSÃO

“Todas as pessoas devem esforçar-se para seguir o que é certo,
e não, o que está estabelecido”
ARISTÓTELES, filósofo grego (384-322 a.C.)


Fiz atenta leitura dos comentários postados (prós e contras) aos meus artigos neste blog. Agradeço aos leitores a distinção que me deram. Mas entendo que, visando a melhor esclarecimento, devo mais explicações.
Reafirmo que tentei apenas abordar temas e fatos, que, por certo, influenciam direta ou indiretamente o desempenho de todo policial, quer seja civil ou militar. Não por eu pretender “o monopólio da verdade”, mas justamente para trazer à baila outros ângulos para discussão de tema tão importante a todos, como a Segurança Pública.
Quero deixar claro que não defendo o militarismo. Ao contrário, nunca opinei sobre a predominância de uma polícia militar sobre outra civil, apenas discorri sobre a realidade das polícias no Brasil e em outros países.
Ademais, nunca me convenci da necessidade de generais-presidentes para a “salvação nacional”. Até porque meu irmão mais velho, na época capitão de Artilharia, foi expulso do Exército pela Revolução Redentora de 1964, e somente reintegrado “coronel reformado” após a Lei da Anistia de 1979.
Por fim, apenas entendo não ser possível negar a História do Brasil: desde a Colônia, ainda no Império e no decorrer da República, sempre houve duas organizações policiais (civil e militar) em nível estadual. E mantenho a convicção de ser irrelevante para toda Polícia a natureza da investidura de seus integrantes.
O importante é que qualquer Polícia desempenhe o ciclo completo, atuando conjuntamente nas funções de polícia judiciária e de segurança. E, como procurei mostrar, é o modelo preferido no mundo, sendo as polícias militares –  dado o rigor draconiano de seus regulamentos e seus ritos sumários  – mais bem apropriadas ao imediato controle interno, para a melhoria do clássico objetivo: servir e proteger.
Os países onde as polícias são plenas (de ciclo completo), quer sejam civis ou militares, costumam obter menores índices de criminalidade. Não por acaso.
Ao longo de mais de meio século – pois ingressei em 1965, na extinta Polícia Militar do Estado da Guanabara –, sempre me interessei em estudar o tema “Segurança Pública”, na tentativa de compreender o universo do policial brasileiro, que vive irremediavelmente submerso em tantos enigmas internos, na dicotomia histórica das polícias e nos complexos meandros da nossa própria sociedade.
E a mim só me restou pressupor que todo início de solução deve passar, necessariamente, pela honestidade de comandos e de governantes. Algo deveras tão difícil de acontecer em nosso país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Onde, há muito tempo, prevalece a hipocrisia política no jogo sujo de ocultos interesses não-republicanos.
A distensão do regime político, decorrente do desgaste da alcunhada ditadura militar, permitiu o retorno de muitos políticos, alguns autoconvencidos de serem “líderes de salvação nacional”, vindos da turva mescla de ”socialistoides” e ”comunistoides” – mas, de fato, ladinos arrivistas políticos. Para seus longos projetos de poder.
Essa onda revanchista prevaleceu na ânsia popular por mudanças, e, bem manipulada por demagogos de plantão, deu azo ao Partido dos Trabalhadores (PT), que logrou chegar ao Poder, por obra e graça de bons marqueteiros, na eleição de Lula em 2003. “A esperança venceu o medo”. E deu no que deu.
O suposto movimento socialista alicerçou seus pilares no autodenominado Foro de São Paulo, que se organizou para manter reuniões bienais em diferentes países. A primeira (1990) na cidade que o batizou, e a mais recente (2016) em São Salvador.
Iniciou-se na conferência de partidos políticos de esquerda, a partir do seminário internacional promovido pelo PT, com a participação de outros partidos e organizações latino-americanas. Cuba em proeminência. Seus objetivos: propor alternativas às políticas neoliberais e promover a integração da América Latina no âmbito econômico, político e social.
Que bela fachada socialista para escusos interesses antidemocráticos!
Contudo somente permitiu gerar a República Bolivariana de Venezuela e, depois, semelhantes regimes populistas no Equador e na Bolívia. E ainda, no Brasil, os governos petistas, tosco arremedo de República Sindicalista, sendo banidos no impeachment de 2016. Mas permanecem sedentos do Poder e saudosos da lucrativa demagogia. Aliás, as palavras de ordem do PT sempre foram “fome zero”, “tirar os pobres da miséria”, “vai ter luta” e outras baboseiras. Evidentemente, não poderiam salvar todos, mas trataram apenas de pequena parte do proletariado: eles mesmos e suas diletas famílias, já que ficaram milionários. 
Dispensam-se, porém, maiores críticas: venezuelanos e brasileiros vivenciaram a inegável realidade da pobreza ante a falácia de retumbante progresso social. No Brasil, apesar de toda a propaganda enganosa, a par de várias operações fraudulentas em empresas públicas e fundos de pensão, restou a mais dura recessão econômica, de forma “nunca antes na História deste país”, afetando milhões de desempregados, na contramão do vazio discurso de defesa dos trabalhadores do Brasil. Cinicamente mal plagiado de Getúlio Vargas.
O emprego da denominada Novilíngua também integra as diretrizes antidemocráticas do pernicioso Foro de São Paulo, para, sob o artifício de neologismos e sofismas redacionais, camuflar o verdadeiro sentido textual. São conhecidas as expressões: “Presidenta da República”, “sobras de campanha não contabilizadas”, “contabilidade criativa”, “golpe parlamentar” e outros. Em tão deplorável contexto, tornam-se proféticas as palavras de TANCREDO NEVES: “Com a qualidade de Esquerda que temos, nem precisamos de Direita”. Mas atenção: as atividades do Foro de São Paulo merecem estudo. E, sobretudo, vigilância.
Contudo, apesar de trágica realidade, da desmoralização política, da desesperança econômica, da desordem social, penso que as forças vivas da Nação devem despertar e reagir, sobretudo com sua maioria silenciosa: as pessoas de bem.
A audácia dos corruptos só prospera com o silêncio dos honestos.
São oportunas – e até reconfortantes, ante a grave metástase da corrupção brasileira – as palavras da Ministra CÁRMEN LÚCIA, Presidente do STF: “Acho que talvez estejamos quase na ruptura de um modelo político-institucional em que se passavam coisas que não vinham a público e, se viessem, dava-se um jeitinho. Agora, não. Agora o jeito é aplicar a lei, e será aplicada!”
Mas, agora, nós aqui, a população do Estado do Rio de Janeiro e nela incluídos os servidores civis e militares, estamos ainda jogados à sanha de herdeiros políticos de governos comprovadamente corruptos. Nada mudou e todos sofremos com a insegurança plena, chegando ao cúmulo da banalização de cada vez mais mortes de policiais militares nas ruas  –  a maldita Herança Beltrame.
Repito que, nesse quadro tão caótico do país e do nosso Estado, não há mais espaço para omissões. Temos todos a obrigação de lutar por um país melhor. Para que seja tropical apenas na Geografia ou no bonito verso da canção popular.
Urge começar alguma mudança, através de autêntica luta política.
Carecemos de lídimo representante, com a devida imunidade parlamentar,  compromissado com a causa comum. A meu ver, seria eficiente princípio dessa luta necessária: com seriedade, com coragem, com honestidade de propósitos.
Para seguir o que é certo. Sem hipocrisia.
NELSON  HERRERA  RIBEIRO Cel PM Ref, advogado e professor"



Juntos Somos Fortes!

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