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sábado, 29 de julho de 2017

POR QUE POPULAÇÃO PARECE AMAR FORÇAS ARMADAS E ODIAR POLÍCIAS MILITARES?



Prezados leitores, comentário relacionado com o artigo "VÍDEO - RIO - APOIO DAS FORÇAS ARMADAS - MAIS DO MESMO..." (Assistam o vídeo): 

- Anônimo
28 de julho de 2017 20:16 
Cel Paul, gostaria que o Sr comentasse acerca dessa dicotomia da população: Odeia a PMERJ porque é militar e aplaude as FA porque são militares... 

Se a análise se restringisse ao militarismo, não existiria motivo, considerando que ambas as instituições são organizadas militarmente.
Os integrantes das Forças Armadas são militares federais e os das Polícias Militares são militares estaduais.
A diferença reside na enorme diferença entre as missões constitucionais.
Os integrantes das Forças Armadas não exercem qualquer tipo de repressão com relação à população, via de regra são utilizados em missões de auxílio à população no caso de calamidades e são vistos como os patriotas que estão se preparando para um dia colocarem em risco a própria vida em defesa da pátria, isso em caso de guerra.
Por sua vez os Policiais Militares arriscam rotineiramente as suas vidas em defesa da população em "guerras" urbanas, mas não são reconhecidos por significativa parte da população, que só os identifica como aqueles que  estão diariamente nas ruas exercendo funções coercitivas (fiscalizações).
A diferença nas missões faz tanta diferença nesta avaliação da população que até quando empregados em operações de garantia da lei e da ordem, os comandos militares não permitem que os integrantes das Forças Armadas atuem em ações repressivas, o que geraria um grande desgaste para os militares federais, como ocorre com as Polícia Militares.
O emprego das Forças Armadas no estado do Rio de Janeiro são exemplos claros dessa diferença de atuação e dessa preocupação com a imagem.
Situação idêntica ocorre entre os militares estaduais: policiais e bombeiros.
Ambos são militares, ambos arriscam a própria vida em defesa da população, mas apenas os bombeiros são amados pela parte da população que não reconhece a diferença entre as missões.

Juntos Somos Fortes! 

7 comentários:

  1. Tema muito oportuno e esclarecedor!

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  2. Perfeito!! Sempre falo isso, se o problema fosse o militarismo o Bombeiro na hora de salvar mataria o seu ferido. E vou um pouca além, embora não tenha a sua competência para análises na área da segurança, na minha opinião toda a violência da PM não advém de sua estrutura organizacional, mas sim do fato de a população, de forma dicotômica mais uma vez, aplaudir todo tipo de justiçamento.

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    1. Amigo anônimo, não existe isso que vc chamou de "violência da PM". A PM, como todas as polícias do mundo, constitui o braço de força do Estado e, como tal, atua na restrição dos direitos individuais em benefício do direito coletivo. O uso da força será proporcional a necessidade de sua utilização. Se a reação do indivíduo infrator for violenta, não há outra opção senão a utilização da força, que vc chama de violência, necessária para a neutralização da ação nociva á sociedade.

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    2. Obviamente que a PM tem uma cultura de abordagem violenta. Esse conceito de uso progressivo da força não se traduz na prática. Os casos são sistêmicos e não pontuais. Não sou de ONG e tampouco crucifixo a PMERJ. Acho que são verdadeiros heróis, tirada uma minoria problemática,mas basta ver a estatística de auto de resistências que se chega a essa conclusão.Não sou defensor de bandido, mas essa diretriz constantemente faz vítimas inocentes.

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    3. E acho que essa opinião não é só minha: Segundo discurso que acabei de ouvir do Cmt Geral da PMERJ ele parece que leu meu post..."se a polícia é violenta é porque a violência está entranhada na própria sociedade".

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  3. Ainda acredito que a população, chegada a formar raciocínios simplistas, pensa que os militares das Forças Armadas têm algum DNA especial, forjado nas terras nórdicas, avesso à corrupção e com poderes superiores. Sabiamente Nelson Rodrigues já dizia que os tolos dominariam o mundo...

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  4. Aliado a tudo isso, existem alguns comportamentos equivocados, por parte de alguns elementos da forças estaduais, em ações cotidianas apresentadas pela mídia.

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