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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

REVISTA ÉPOCA: INSTRUTORES DA PM DO RIO ENSINAM A FORJAR TIROTEIOS

Prezados leitores, transcrevemos artigo da revista Época contendo graves acusações contra os "instrutores" da Polícia Militar.



"Revista Época
Instrutores da PM do Rio ensinam a forjar tiroteios 
Jovens policiais aprendem a “fazer a mãozinha” – pôr arma na mão de vítimas para alterar cenas de crimes, como aconteceu na UPP da Providência 
RAPHAEL GOMIDE E HUDSON CORRÊA 
06/10/2015 - 18h09 - Atualizado 06/10/2015 18h49 
“É melhor ser julgado do que carregado [num caixão]”, afirmou o instrutor para um grupo de alunos de um curso de reciclagem da Polícia Militar do Rio. O subtenente acabara de ensinar a prática da “mãozinha”: pôr uma arma na mão de um morto para simular que houve confronto. Narrado a ÉPOCA por um soldado da corporação, a “aula” ocorreu neste ano no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP). O vídeo mostrando cinco PMs da UPP Providência colocando uma arma na mão de Eduardo Santos, 17 anos, morto, e disparando duas vezes para fingir um tiroteio que não acontecera, explicitou uma prática ilegal ensinada informalmente há anos por policiais antigos a novatos. 
Na aula, o instrutor explicou as razões para usar a “mãozinha”: a vítima fica com marcas de pólvora nas mãos e a arma, com sinais de disparo, o que facilita a alegação de legítima defesa por parte dos policiais. O professor contou várias histórias de tiroteios, reais e simulados, entre policiais e criminosos, chamados por ele de “vagabundos” – um jargão típico dos policiais. Muitos alunos riam, mas um deles, mais experiente, questionou a orientação de pôr a arma na mão do baleado. “Se fizermos isso, vamos acabar no BEP [Batalhão Especial Prisional, para onde são levados PMs acusados e condenados por crimes e onde, na quinta-feira (1) a juíza Daniela Barbosa, foi agredida durante uma vistoria]”. 
Ensinar a prática da “mãozinha” não é novidade na corporação. Sete anos antes, em 2008, a reportagem presenciara um instrutor dar a mesma lição no primeiro mês do Curso de Formação de Soldados. “Se fez errado e descobrem, será punido. Mas têm dúvidas de que fazem isso todo dia? Vocês vão aprender na rua: deu tiro pelas costas, pega a arma, põe na mão do cara, dá um ‘tirinho’ e alega legítima defesa. Talvez eu fizesse isso no calor da emoção, filho!... Mas isso é na rua, aqui não é lugar para aprender isso. Arma de fogo é para legítima defesa sua ou de terceiros. Só. Massifica isso [espalha a informação]”, diz o instrutor. 
É evidente que, institucionalmente, a Polícia Militar não ensina esse tipo de conduta criminosa (Leiam mais)." 

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