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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

PRISÃO DE CABRAL: PRESO O BOMBEIRO MILITAR "FAZ TUDO" DE CABRAL

Prezados leitores, "caiu" o "faz tudo de Cabral".
Cabe agora a Corregedoria do Corpo de Bombeiros Militar dar início ao PAD.
Vale lembrar que o ex-governador Sérgio Cabral, além do Bombeiro Militar em questão, tinha Policiais Militares muito próximos também.
Será que algum deles também será preso?




"Jornal O Globo
Ministério Público pede a prisão de ‘faz tudo’ de Sérgio Cabral
Ex-assessor não estava no endereço informado, e MPF vê risco de que ele atue para atrapalhar investigação
MARCO GRILLO E RUBEN BERTA
19/12/2016 18:48 / atualizado 19/12/2016 20:20
RIO — O Ministério Público Federal (MPF) pediu nessa segunda-feira a prisão preventiva do bombeiro Pedro Ramos de Miranda, ex-assessor de Sérgio Cabral e apontado como “faz tudo” do ex-governador. Os procuradores afirmam que Ramos, alvo de mandado de condução coercitiva no dia em que Cabral foi preso, não foi encontrado no endereço que informou no dia em que prestou depoimento, o que justifica o pedido de prisão. Vizinhos também informaram que ele não mora no local há mais de um ano. No entendimento do MPF, há risco de que Ramos cometa outros crimes para esconder os fatos que estão sendo investigados pela Operação Calicute.
“Verifica-se que o réu é bombeiro militar e seu sumiço deve ser entendido como risco de cometimento de outros crimes em especial para acobertar os fatos sob investigação da organização criminosa”, sustentam os procuradores Eduardo Ribeirto Gomes El-Hage, Leonardo Cardoso de Freitas, Renato Silva de Oliveira e Rodrigo Timóteo da Costa e Silva. Ainda de acordo com os investigadores, a liberdade de Ramos "pode levar à prática do crime de lavagem de dinheiro por ocultação de patrimônio e redefinição da organização criminosa".
O ex-assessor de Cabral é réu na Calicute por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. De acordo com a denúncia apresentada pelo MPF e aceita pelo juiz Marcelo Bertas, da 7ª Vara Federal Criminal, Ramos participou, ao lado dos operadores Carlos Miranda e Carlos Bezerra, da lavagem de pelo menos R$ 6,5 milhões com a aquisição de joias nas joalherias Antonio Bernardo e H. Stern. As compras eram feitas em dinheiro vivo, sem a emissão de nota fiscal. O mecanismo da lavagem de dinheiro por meio das joias foi identificado pela investigação como usado com frequência pela suposta quadrilha. Deste total, cerca de R$ 4 milhões foram comprados por Ramos para Cabral desde 2007 — o ex-assessor funcionava como uma espécie de laranja na compra.
A quebra de sigilo bancário de Cabral também mostrou que Ramos sacou mais de R$ 371 mil da conta do ex-governador. O ex-assessor mantinha também um contato frequente com o operador Luiz Carlos Bezerra, outro integrante da suposta quadrilha: entre 2011 e 2016, Ramos recebeu 1.138 ligações de Bezerra (Fonte)".

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